sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

A Beleza Humana

 


Ernest Hemingway disse uma vez: “As pessoas mais bonitas que encontramos na vida são muitas vezes aquelas que passaram através do fogo.” Estas palavras capturam uma verdade profunda: a beleza mais autêntica não é esculpida pela facilidade, mas moldada pelas chamas da adversidade. Essas pessoas não apenas enfrentaram a derrota, suportaram a dor ou encararam a perda – elas desafiaram o impossível, sobreviveram às tempestades e emergiram mais fortes, carregando consigo uma luz que transcende o superficial.

Elas não apenas viveram, mas viveram intensamente, sentindo cada corte da vida como um escultor sente o cinzel moldando a pedra. É a sua vulnerabilidade que as torna extraordinárias. O que muitos veem como fraqueza, nelas se torna força: a força de se levantar depois de terem sido quebradas, de enxergar beleza onde outros enxergam destruição, de amar mesmo com cicatrizes que ainda doem. Essas pessoas são mestres da resiliência, não por escolha, mas por necessidade. A dor as ensinou a ser compassivas; a luta, a serem gentis.
A sua beleza é um paradoxo: silenciosa, mas poderosa; discreta, mas arrebatadora. Não está na perfeição do exterior, mas na profundidade do seu espírito. Elas são como faróis em noites escuras, trazendo conforto àqueles que se sentem perdidos. Com uma sabedoria nascida das suas próprias quedas, elas ouvem sem julgar, compreendem sem precisar de palavras, e amam sem limites. Sua força não intimida, mas acolhe. Sua presença não exige, mas inspira.
Cada luta enfrentada deixou marcas – cicatrizes que contam histórias de coragem. Essas histórias são tatuagens invisíveis de uma vida vivida plenamente. Elas aprenderam a transformar cada dor em propósito, cada perda em aprendizado, e cada escuridão em luz. Esse é o verdadeiro poder: não fugir da dor, mas abraçá-la e, de alguma forma, torná-la bela.
E o que as torna ainda mais extraordinárias é o impacto que têm no mundo ao seu redor. Elas não apenas sobrevivem; elas transformam. O amor que carregam, forjado no calor do sofrimento, é abundante e sem reservas. Seus gestos, ainda que pequenos, têm a capacidade de mudar vidas. É um tipo de beleza que transcende o tempo, permanecendo nas memórias e corações daqueles que têm o privilégio de cruzar seu caminho.
Por isso, quando encontrar alguém que brilha dessa forma, lembre-se: essa luz não veio facilmente. É o resultado de batalhas silenciosas, de noites insones e de uma escolha consciente de não se render. É a prova de que a verdadeira beleza não pode ser fabricada ou fingida. Ela é conquistada – com esforço, com dor e com um coração que nunca deixou de acreditar no amor.
E você? Como define a verdadeira beleza? Que marcas das pessoas mais bonitas que você já encontrou ficaram gravadas em você?
May be art
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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

2025 está à porta, e agora?

 





2024 está a chegar ao fim, e, agora, 2025, o que esperar dele?

   Sempre que um ano chega ao fim, a tendência é olharmos para trás e fazermos uma retrospetiva / autoanálise do que se passou ao longo desse ano. O ano de 2024 não é exceção.

   Os momentos que nos marcaram, quer tenham sido positivos ou negativos, definem a nossa postura - mais confiante ou menos otimista. Geralmente, em primeiro lugar, aparece a nossa saúde, ou a dos nossos familiares e amigos. Em segundo lugar, uma relação mais ou menos longa, também nos afeta, deixando-nos deprimidos. O facto de criarmos expetativas demasiado altas para as várias facetas da nossa vida: o trabalho, a educação dos nossos filhos, a relação amorosa, a aceitação / reconhecimento dos outros, faz-nos sentir mais ou menos desapontados connosco próprios, porque não atingimos os objetivos a que nos propusemos.

   O processo inicia-se, ciclicamente, com o novo ano. São sonhos, planos que engendramos, e as nossas expetativas continuam altas. Nunca parámos para refletir sobre o que correu menos bem e o que podíamos fazer para reajustar a nossa vida às contingências que ela nos “presenteou”.      

    Todos os anos, às 00:00, durante a mudança de ano, segue-se um ritual de costumes, tradições e crenças que, acreditamos piamente, nos irão trazer sorte no novo ano que se avizinha. Modifiquemos as premissas, e, talvez, possamos ter um ano mais consentâneo com os nossos sonhos e desejos: sermos mais comunicativos, termos mais empatia e respeito pelos outros, melhorarmos a nossa postura e os nossos comportamentos perante os desafios e as adversidades. E, acima de tudo, vivermos cada momento das nossas vidas como se fosse o último. 2025 é o ano do Amor: sejamos felizes com coisas simples, olhemos com mais atenção, oiçamos o outro mais amíude, aproveitemos as oportunidades que a vida nos dá, diariamente. 


segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

O Natal da minha infância

O Natal da minha infância!

Na altura morava com os meus pais, a minha irmã e os meus avós. O mês de dezembro era mágico! Bem cedo começava a azáfama dos preparativos para a festa. Os meus tios, que viviam ao lado da nossa casa, decidiam quando matar o porco. O meu tio Mário combinava com alguns amigos e vizinhos o dia que melhor lhes convinha para realizar a "função do porco". Nesse dia, a excitação era plena. Íamos assistir a algo que só acontecia uma vez por ano. O porco depois de morto, a muito custo, era pendurado e o seu pelo queimado com uma espécie de maçarico. Depois era aberto, e tudo se aproveitava. Recebíamos em nossa casa, meio porco, que a minha avó, exímia na arte de salgar a carne, conservava em alguidares, pois não havia ainda frigoríficos na época. Entretanto, a minha mãe, uma excelente pasteleira, confecionava todos os doces da época: as areias, as broas de corinto, as de mel entre outras. E, por fim, era tempo de amassar os bolos de mel caseiros fantásticos, ainda hoje tenho na memória o seu sabor. A massa ficava a levedar de um dia para outro, depois era colocada em várias formas próprias e levada para uma padaria que existia abaixo da Boa Nova. Quando o carro da padaria chegava lá a casa com os bolos de mel prontos a serem comidos tínhamos mais um momento de êxtase.

Os dias demoravam a passar e a nossa ansiedade crescia. Era altura de montar as decorações de Natal, a árvore na sala. O meu pai, que era uma artista da eletricidade, ficava encarregue das iluminações. Nós, eu e a minha irmã, éramos os ajudantes do "Pai Natal". Os presentes, esses, eram um mistério para nós. Os nossos pais eram autênticos agentes secretos. As searas eram semeadas e o presépio e a lapinha eram montados com toda a pompa e circunstância. Nada era esquecido, não era preciso uma lista, a minha mãe e a minha avó eram peritas em planear tudo ao pormenor. O meu tio trazia o pão cozido em forno a lenha, diga-se de passagem, uma delícia. 

E, de repente, estávamos na noite de Natal! Os preparativos na cozinha, a carne de vinho e alhos, a canja e as sandes de galinha, para não falar das iguarias doces e salgadas da época. Mas só podíamos usufruir delas depois da missa do Galo. Íamos dormir, iam todos para a missa do galo exceto o meu avô que ficava a cuidar de nós. Após regressarem da missa, que se realizava na Escola de Artes e Ofícios, na Rochinha, eramos acordados para comermos a ceia de Natal ao som de músicas típicas da época. Nessa noite tínhamos autorização para ficarmos até mais tarde.

No dia seguinte, abríamos os presentes, não eram muitos, mas os essenciais, com os quais brincávamos o dia de Natal inteiro. Durante a manhã, chegavam a minha avó Gabriela, a mãe da minha mãe, e a minha tia Rita, a irmã da minha mãe. O almoço era o momento alto da festa, todos sentados à mesa, falando, rindo. No final do repasto, os adultos, já um pouco tocados devido ao vinho e aos licores, dançavam ao som das músicas tradicionais de Natal. Nós, os mais novos, que só tinham direito a sumos, estávamos sóbrios. 

Sem televisão, sem telemóveis, sem redes sociais éramos felizes e não sabíamos!

Dedico este texto a todos os meus familiares que já não estão presentes fisicamente entre nós, mas que ficarão para sempre na nossa memória e no nosso coração. Todos eles contribuíram para que os nossos Natais fossem mágicos e inesquecíveis.




Palavra do Ano - Tempo

 


Pedi ao CHATGPT que me definisse TEMPO em termos humanos para que pudesse iniciar a minha análise sobre a palavra que eu considero a do ano. 

Tempo, em termos humanos, pode ser entendido como a perceção e o processo pelo qual experimentamos e organizamos os eventos e as mudanças no mundo ao nosso redor. Ao nível quotidiano, é a sequência de momentos que vivemos — divididos em passado, presente e futuro. A maneira como o tempo é vivido e interpretado pode variar de acordo com a cultura, a experiência individual e o contexto, mas em essência, ele marca o ritmo da nossa existência.

Em termos biológicos, o tempo é algo que está intrinsecamente ligado aos nossos ciclos naturais, como o batimento cardíaco, a respiração, e os ritmos circadianos (como o ciclo de sono e vigília). Psicologicamente, a nossa perceção do tempo pode ser subjetiva — ele pode parecer passar mais rápido ou mais devagar dependendo da nossa atenção, idade ou estado emocional.

Culturalmente, o tempo é organizado em unidades como segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos, e é uma ferramenta essencial para agendar atividades, planear o futuro, refletir sobre o passado e, assim, dar sentido às nossas vidas.

Uma definição mais assertiva seria difícil de obter, tenho de concordar. Em geral, hão de ter a consciência que a nossa perceção do tempo não é só subjetiva a nível individual, mas a um nível mais abrangente, coletivo. A perceção que o nosso aniversário, o Natal, o fim-do-ano anterior foi ontem, e não há um ano atrás é, deveras, preocupante.

Antigamente todos nós, em geral, achávamos que para chegar ao Natal faltava uma eternidade de dias, e então as crianças, nem se fala, para receberem os presentes era a duplicar essa eternidade. Hoje em dia, adultos e, especialmente, crianças queixam-se da falta de tempo. Tudo passa depressa de mais!

A sequência de momentos que vivemos baseia-se em passado e futuro. Criamos expetativas sobre acontecimentos que ainda não aconteceram, e, quando nos damos conta, já falamos deles como passado. E o presente? 

A mensagem de uma marca conhecida do mercado para este Natal é: O melhor presente é estar presente! Vivemos a planear as nossas ações, que esquecemos de as viver, não ouvimos os nossos familiares próximos, os amigos chegados, cada vez menos estamos presentes na vida daqueles que nos são mais queridos. Não usufruímos do momento, da presença dos outros. Arranjamos uma desculpa e culpamos o tempo, como se ele fosse o culpado de todos os nossos males - a falta de comunicação, a falta de intimidade, a falta de empatia e de partilha com os outros.

Pare, olhe, escute, como numa passagem de nível sem guarda. Arranje tempo para si, e para os outros, ou acabaremos todos, cada um para o seu lado, como lobos solitários.









domingo, 22 de dezembro de 2024

As minhas fotos mais representativas - 2024

 Uma fotografia transmite variadas mensagens! Estados de alma, momentos nostálgicos, e marcantes na nossa vida. A fotografia representa isso, e muito mais. Cria uma simbiose entre o sujeito (humano) e o objeto (humano, natural ou animal). Não tenho nenhum curso de fotografia e o meu único instrumento de "trabalho" é o meu telemóvel, um OPPO A94 5G, com uma câmara de 48mp. O que consigo vos mostrar é o resultado final de muita atenção aos detalhes que os objetos me transmitem, aos momentos únicos que a natureza me oferece e à qual estou muito agradecido. O "talento", a qualidade estética de algumas fotografias tem a ver com a minha intuição e atenção ao mais pequeno detalhe.

Escolhi vinte fotografias que me dizem muito:


1. O tempo atmosférico, principalmente as tempestades, cria paisagens desafiantes e fáceis de captar.


2. Uma ajuda preciosa dos elementos naturais. Muitas vezes passo por aqui durante os meus passeios diários, que servem de reflexão e de auto-crítica muito importantes.


3. Um suposto casal enamorado em oposição à violência da natureza marítima!


4. Outrora aqui viveu uma família, com as suas recordações preciosas, com as suas vidas mais ou menos difíceis, e, o que resta agora? Um mémoria em escombros! Triste!




5. Uma Amiga minha de há longa data, chamou-me à atenção, em tempos, para a existência destes candeeiros de rua, no Campo da Barca, perto da PSP. Já restam poucos, aqui fica a minha homenagem a ela, e à tradição destes candeeeiros cada vez mais em desuso.


6. Os primeiros momentos de cada manhã! O sortudo que sou, usufruindo todos os dias, da magia e da glória destes momentos sempre diferentes.



7. E agora, LUGARES. Porto da Cruz, o meu sítio de eleição na Ilha da Madeira. A paisagem, o respeito pelo mar, quase sempre bravo e revolto. Acabámos por criar uma cumplicidade ao longo destes anos. Não há Verão que ali não volte!



8. O meu lugar de eleição. Aqui consigo dar asas ao meu outro Eu. Todos os anos aqui volto, e vou embora cada vez mais enamorado pela ilha de Porto Santo, o Paraíso na Terra.



9. Uma das minhas atividades favoritas em Porto Santo, além de andar de bicicleta é calcorrear por tudo o que é sítio, nesta terra santa. Fotografia tirada no miradouro sobranceiro ao porto de abrigo.



10. O meu espaço preferido, o meu farol em Porto Santo. Por razões pessoais, não vou adiantar mais. Serviço e comida excelentes! 



11. As cores, o momento perfeito, o céu, fazem desta fotografia uma das minhas preferidas.




12. ANIMAIS 
Fascinante como estes felinos têm a arte e o engenho de descobrir as ervas "medicinais" que lhes vão curar as maleitas temporárias.



13. PLANTAS
O interior, o pormenor belíssimo desta orquídea! Fiquei fascinado!


14. PESSOAS que nos marcam com o seu talento.
Fotografia tirada a uma das artistas de rua mais interessantes que cantam na nossa cidade. Arrepio-me todo sempre que a oiço, e não foi apenas uma ou duas vezes. Existe um outro músico de rua, também muito bom, mas não o tenho visto. 



15. A foto que nos faz sempre lembrar que estamos na época mais solidária do ano. Uma época de muitas tradições, de família, de amor ao próximo, de nostalgia. O NATAL.




16. Já me esquecia dos elementos da banda jazz e outros géneros musicais que tocam instrumentos rudimentares de uma forma brilhante e contagiante.



17. Aos fins de semana vou a uma padaria no Caniço onde compro o meu pão religiosamente, todas as manhãs. Sempre que passo na ponte, fico extasiado com as maravilhas que a Natureza nos proporciona!



18. Estas plantas quando florescem são a perfeição natural das coisas que existem!


19. As ruínas também podem ser uma forma de arte magnífica!


20. A minha memória mais fresca deste Verão. Praia da Maiata, Porto da Cruz. As nossas praias exóticas e não sabíamos!
















































Os livros que me marcaram em 2024!

 Melhores livros de 2024


 2024 foi um ano como muitos outros! As minhas leituras são, especialmente, feitas ao fim do dia, antes de adormecer. É o meu calmante para uma noite de sono agradável. Leio, previamente, algumas críticas em jornais, revistas ou online. Depois, de acordo, com o tema de cada um deles, opto ou não, por comprá-los. 

Gosto, essencialmente, dos livros premiados internacionalmente - Booker Prize, International Booker Prize, Women's Booker Prize, etc., pela sua temática singular, muitos deles versam temas transversais à sociedade do Século XXI - as relações humanas, a solidão, o ostracismo, a falta de empatia e de comunicação, o egoísmo...

Podia ter lido mais, podia, mas estes foram os que me cativaram mais do início ao fim:


Um livro que não era para ser publicado por sua expressa vontade, mas que felizmente foi. O seu talento, a sua magia continua lá. Uma homenagem a um grande escritor! ****


O inconfundível Jon Fosse, "nonsense", um escritor nórdico galardoado com o Prémio Nobel. As suas obras são únicas, a vida, a arte, a religião, a memória. *****


Fleur Jaeggy e a sua Viagem no Proleterka. Uma viagem aos infernos da alma humana, da solidão, dos traumas que afetam as relações humanas / familiares. Um "horror book". *****


"The Safe Keeper" - A Guardiã em Português. O desejo proibido, a obsessão, a solidão e o egoísmo.
Brilhante!!!! *****


Na mesma linha do anterior, Cursed Bread - Sophie Mackintosh. O desejo proibido, a obsessão, a solidão e o egoísmo. Livro em língua Inglesa.
Brilhante!!!! *****



Study of Obedience - Sarah Bernstein

Os medos de uma comunidade perante a chegada de uma estranha. Tudo o que de mal acontece na vila é culpa dela, uma autêntica caça às bruxas. Ostracismo, discriminação, preconceito, ... Livro em língua Inglesa. *****


Este livro foi leitura de férias em Porto Santo, o meu Paraíso. Azul de Agosto de Deborah Levy. Uma pianista que abandona tudo e todos para encetar uma viagem pela Europa à procura da sua dupla, "doppelganger", em alemão. Complexo, mas cativante, surpreendente! *****


A psicologia, claro, a minha carreira alternativa! Lugares escondidos da mente de João Carlos Melo, fala-nos do subconsciente e daquelas áreas de mente que não estão, ainda, totalmente exploradas. O nosso Eu mais obscuro! O único ensaio que li em 2024, infelizmente! ****





E por fim:



Desculpem-me, esqueci-me, pecado grave, estou a ler alguns que ainda não terminei, e que me estão a cativar a atenção! 

















Os melhores de 2024 - música!




E eis-nos quase a chegar a mais um final de ano. Momentos mais felizes, menos felizes, com mais ou menos saúde. Um ano de experiências / vivências enriquecedoras a todos os níveis. O mundo não pára, e nós vamos atrás num rodopio estonteante.

Todos nós, independentemente de quem somos, fazemos uma retrospetiva do que nos aconteceu no passado mais recente ou mais longínquo. Uma reflexão sobre o que fomos e fizemos para que o nosso eu presente e futuro seja mais solidário, empático, generoso e compreensivo, enfim, um melhor ser humano. 

Palavra do Ano - Tempo! Passa cada vez mais rápido, não se compadece com nada, nem com ninguém. É como areia que nos escapa pelos dedos. Sentimos nos nossos movimentos, nas nossas ações, nos nossos hábitos e rotinas. Há que abrandar e usufruir daquilo que nos faz felizes.

Sem mais delongas, que o "tempo" urge, vamos lá então falar da lista dos mais ouvidos por mim ao longo deste ano de 2024. Escolhi trinta álbuns, mas poderiam ser mais. O ano não foi extraordinário em qualidade de músicos ou canções que possamos guardar para a eternidade,  ainda assim, houve um bom grupo que merece ser realçado pela sua singularidade, perseverança  (idade), pelas suas melodias e pela importância no mundo da música.

             30. Moin - You never End (rock)

             29. Yard Act - Where's my utopia (post-punk)

             28. The Smile - Wall of Eyes  / Cutouts (rock)

             27. Iceboy Violet & Nueen - You said you'd hand my hand... (experimental)

             26. Kim Gordon - The Collective (Experimental)

             25. Still House Plants - If I don't make it, I love you (post-punk)

             24. Claire Rousay - Sentiment (Slowcore / Pop)

             23. Johnny Blue Skies & Sturgill Simpson - Passage du Desir (Americana)

             22. King Hannah - Big Swimmer (Alternative)

             21. Goat Girl - Below the Waste (post-punk) + Cure - songs of the lost world (rock)

             20. Clarissa Connelly - World of Work (Folk)

             19. MK. gee - Two star and the Dream Police - ( Folk / Guitar)

             18. Mach - Hommy - Richaxxhaitian (hip hop)

             17. Mannequin Pussy - I got Heaven (rock)

             16. Naemi - Dust Devil (Electronic / Alternative)

             15. Cindy Lee - Diamond Jubilee (various) + MJ Lenderman - Manning Fireworks (rock)

             14. Bingo Fury - Bats feet for a widow (Experimental)

             13. Rosie Lowe - Lover, Other (Alternative)

             12. Laura Marling - Patterns in repeat (Folk/Country)

             11. Hildegard - Jour 1596 (Alternative / Experimental)

             10. Kim Deal - Nobody loves you more (Indie / Folk)

             09. Homeshake - Cd Wallet (Indie)

             08. Arooj Aftab - Night Reign (World)

             07. English Teacher - This could be Texas (Indie Rock)

             06. urika's bedroom - Big Smile, black mire (Indie Rock)

             05. Porridge Radio - Clouds in the sky they will always be there... (post-punk)

             04. Vegyn - The road to hell is paved with good intentions (Alternative / Experimental)

             03. Finom - Not God (Alternative)

             02. Father John Misty - Mahasmashana (Folk / Alt/ Rock)


             01. Nick Cave & the Bad Seeds - Wild God













domingo, 31 de dezembro de 2023

2023 está no fim, e agora?

 


2023 está a terminar, e agora?

Mais um ano das nossas vidas chega ao fim, a pergunta impõe-se - o que nos reserva 2024?

A vida tem a ver com as opções que tomamos! Espero que façamos as escolhas certas no próximo ano, 

mas será difícil. Não somos videntes! 

Nem tudo nos correu bem em 2023. Há que parar, por uns momentos, e refletir. A vida ensina-nos, não 

há coincidências. Aprendamos com as suas lições.

Fizemos uma travessia de 365 dias, esperam-nos 366, no próximo ano.Há que continuar a respirar,  

mesmo que, às vezes, nos falte o ar. Temos de continuar a ter a esperança que cada amanhã seja um 

novo dia, um dia melhor, com mais paz, mais harmonia, menos guerras, menos quezílias, menos 

egoismos.

Que aqueles que nós mais prezamos, não nos faltem! 

Que sejamos mais compreensivos e mais respeitosos para aqueles que privam connosco!

Que a generosidade impere! Sejamos, acima de tudo, humanos, oiçamos o que nos dizem sem julgar, 

sem criticar, sem maltratar. Sejamos amáveis mesmo com aqueles que nos ofendem, nos invejam e nos 

maltratam.

Melhoremos a nossa humanidade, partilhando as nossas vivências, os nossos sonhos e anseios, os 

nossos medos, as nossas fraquezas e imperfeições!

Ofereçamos sem pedir nada em troca. A lei do eterno retorno!

Sejamos bons modelos para aqueles que nos seguem. 

Palavras utópicas? Talvez!

Mas a mais longa viagem começa com um simple passo!

Que 2024 vos "encha as medidas"!