sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

O movimento surrealista



  O surrealismo foi um movimento artístico e literário que surgiu na Europa no início do século XX, influenciado pelas ideias do psicanalista Sigmund Freud e pelo movimento dadaísta. Seu objetivo era libertar a mente da lógica e da razão, explorando o inconsciente, os sonhos e a imaginação sem restrições.

O termo “surrealismo” foi cunhado pelo poeta francês Guillaume Apollinaire em 1917, mas o movimento foi formalmente fundado pelo escritor André Breton, que publicou o Manifesto Surrealista em 1924. Breton definia o surrealismo como um “automatismo psíquico puro”, ou seja, uma forma de expressão sem a interferência da consciência ou do raciocínio lógico.
O surrealismo se manifesta na literatura, na pintura, no cinema e até no teatro. Algumas de suas principais características são:
• Exploração do inconsciente e dos sonhos
• Imagens oníricas e ilógicas
• Uso da técnica do automatismo (escrita ou desenho espontâneo)
• Desafios às normas da realidade e da racionalidade
• Elementos fantásticos e simbólicos
• Influência da psicanálise de Freud e das associações livres de pensamento
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Samuel Beckett's best play

 


Waiting for Godot is a seminal play by Samuel Beckett, originally written in French as En attendant Godot and published in 1952.

It is subtitled "a tragicomedy in two acts" and is considered a cornerstone of the Theatre of the Absurd.
The play premiered in 1953 and has since become one of the most significant works in modern drama.
The narrative centers around two main characters, Vladimir (often referred to as Didi) and Estragon (Gogo), who are waiting for someone named Godot.
Throughout the play, they engage in a series of conversations and encounters with other characters, including the pompous Pozzo and his submissive servant Lucky.
The essence of the play lies in its exploration of existential themes, such as the nature of time, the search for meaning, and the human condition.
The setting is minimalistic, taking place on a desolate road with a single tree, which emphasizes the bleakness of the characters' situation.
As they wait for Godot, who never arrives, their discussions range from the mundane to the profound, reflecting their hopes, fears, and the absurdity of their existence.
The repetitive nature of their dialogue and actions underscores the themes of waiting and uncertainty.
Waiting for Godot challenges traditional narrative structures and character development, prompting audiences to reflect on the nature of existence and the passage of time.
Beckett's innovative use of language and form has made the play a subject of extensive analysis and interpretation, solidifying its place as a classic in world literature.
Its impact continues to resonate, influencing countless works in theater and beyond.

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A Educação passa pela avaliação?

 

Sem avaliação, não há Educação

O Conselho Nacional de Educação (CNE) recomendou que as provas finais do 9.º ano deixassem de contar para a nota final dos alunos. O Governo (e bem) afasta essa possibilidade. O que é mais surpreendente são os argumentos do CNE, que parece mais centrado no formalismo da passagem do que nas aprendizagens e interesse dos alunos. A escola existe para os alunos.

Não é só não contar para a nota, é tudo o que isso implica: envolvência, relevância, capacidade de extrapolar resultados… E, acima de tudo, precisamos de dados para fundamentar a ação. O parecer questiona expressamente “a pertinência” das provas no formato atual, “dado que atualmente não há necessidade de certificação no final da educação básica porque os alunos são obrigados a prosseguir os seus estudos”. Isto é a negação das vantagens da avaliação.

A tradição nos últimos anos tem sido a de não levar os dados a sério e de não considerar a avaliação como um tema importante. A memória sobre o tema pode ser curta, por isso vale a pena lembrar que, depois de muitas críticas negadas, o próprio Tribunal de Contas veio confirmar que nem no famoso Plano de Recuperação de Aprendizagens pós-pandemia havia métricas adequadas para gerir e monitorizar o plano.

Não sei se é mais preocupante o parecer voltar, mais uma vez, a menosprezar a avaliação ou o facto de vir de um órgão que tem importância para a política pública de Educação. O ministro já reagiu no sentido de reforçar a importância das provas, mas é perturbador que o Conselho Nacional de Educação enverede por este caminho, quando o caminho da exigência e da excelência é o contrário. Resolver os problemas da Educação escondendo a realidade, como se está a fazer, certamente só agrava os problemas.

Por exemplo, já começaram as “provas-ensaio” para a monitorização das aprendizagens do 4.º e 6.º anos, bem como as provas finais do 9.º ano.

Todos estes mecanismos funcionam como teste das ferramentas, da estrutura e ambiente dos alunos aos testes. O que se passou no ano passado com as provas digitais pode não estar na memória coletiva, mas não se pode repetir. Saber que corre tudo bem pode servir para melhores práticas, mas para si próprio pouco conta. Em contrapartida, saber o que não correu bem ou onde correu bem contra as probabilidades — por exemplo, por um contexto socioeconómico mais complexo — é uma das mais importantes utilidades na avaliação. Afinal, como se pode defender a escola pública como fator de mobilidade social sem instrumentos claros para se identificar onde se tem de intervir e não deixar ninguém para trás?

Outro tema que não pode ser dissociado da aplicação dos exames é o impacto no potencial de descentralização regulada. A escola precisa de ser descentralizada e os modelos pedagógicos, diversificados. Portugal tem mais um (mau) pódio na Educação devido à centralização e à pouca margem de manobra e liberdade de escolha das escolas, em comparação com outros países. A avaliação no final dos ciclos também serve como contraponto a isso, validando o cumprimento das metas curriculares e trazendo toda a vantagem dos dados que tenho vindo a defender.

O parecer defende ainda que as provas podem ser vistas “como um motivo para se restringir a abordagem curricular”, quando o foco deveria estar, incansavelmente, nas graves lacunas da falta de avanço curricular. Que, “por acaso”, para serem identificadas, precisam de ser avaliadas adequadamente. Sim, a comparação de desempenho é essencial, seja entre escolas, a ao nível de microdados, seja em análises intemporais (o desenho das provas e as alterações de regras não têm permitido que isso seja feito adequadamente). O parecer defende o conceito, mas falha na aplicação. Sim, as provas têm de ser de carácter universal e obrigatório, e há que ter coragem na Educação, como em outras áreas, de recusar compromissos em matéria de exigência e desempenho. Isso prejudica mais os alunos mais desfavorecidos e prejudica a escola como fator de mobilidade social e espaço de superação. Como sociedade, não nos podemos distrair.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Saudade

 



Definir saudade? Não consigo. É dos sentimentos mais avassaladores que existem. Como se descreve o vazio? O silêncio? A ausência? O pedaço de nós que se ausentou?

Saudades não é só sentir falta de alguém. É sentir a falta de alguém em nós. Dentro de nós. É ter saudades de nós com alguém. É o estar por estar, e o ser por ser.
Como se traduz em palavras aquilo que a saudade corta sem nada nos tocar. Que fere. Que magoa. Que esvazia. Que ecoa. Que enlouquece.
Nada disto se assemelha à saudade que sinto. São pequenas as palavras que a descrevem.
Definir saudade? Não me é possível. Talvez por a sentir tão em mim. Talvez porque me toque na pele todos os dias. Saudades. Infindas. Sempre!
Rita Leston
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