sábado, 15 de fevereiro de 2025

Beowulf

 Beowulf, the epic Old English poem, is a timeless tale of heroism, bravery, and the eternal struggle between good and evil. Composed over a thousand years ago, it remains one of the most enduring works of literature, capturing the imagination of readers with its vivid imagery, larger-than-life characters, and profound themes. At its core, Beowulf is a story about the triumph of courage over fear, the fleeting nature of life, and the legacy we leave behind.

The poem follows the adventures of Beowulf, a Geatish warrior of immense strength and honor, who travels to Denmark to aid King Hrothgar. Hrothgar’s mead hall, Heorot, is under siege by Grendel, a monstrous creature who terrorizes the Danes. Beowulf’s battle with Grendel is a gripping clash of brute force and cunning, showcasing the hero’s unwavering resolve. But the poem does not stop there; it delves deeper into Beowulf’s character as he faces Grendel’s vengeful mother and, decades later, a fiery dragon in his homeland. Each battle represents not only a physical challenge but also a moral one, as Beowulf confronts the darker aspects of human existence—fear, mortality, and the inevitability of death.
What makes Beowulf so captivating is its rich tapestry of themes and emotions. It is a celebration of heroism, yet it does not shy away from the complexities of leadership and the burdens of power. Beowulf is not just a warrior; he is a leader who must grapple with the responsibilities of protecting his people. His final battle with the dragon, though it ends in his death, is a poignant reminder of the sacrifices demanded by greatness. The poem’s elegiac tone underscores the transient nature of glory, as Beowulf’s legacy is both celebrated and mourned.
The language of Beowulf is another source of its beauty. The poem’s alliterative verse and vivid descriptions create a sense of grandeur and immediacy, drawing readers into its world of mead halls, misty moors, and mythical creatures. Lines like “Fate will unwind as it must!” echo with a sense of inevitability, reminding us of the inescapable forces that shape our lives.
Ultimately, Beowulf is more than just an epic; it is a meditation on what it means to be human. It speaks to our deepest fears and highest aspirations, reminding us that true heroism lies not in invincibility but in the courage to face life’s challenges with honor and integrity. Its timeless appeal lies in its ability to resonate across centuries, offering wisdom and inspiration to all who encounter it.
May be a doodle of text that says "Beowulf BEATRICE"
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

As Coisas - Um clássico do francês Georges Perec. Na Antigona, só podia ser!

 ★★★★★

«Um exímio praticante da literatura. Entramos no romance e damos de caras com a escrita iluminada de Perec, notável no modo como expõe o fascínio burguês pelo consumo. Uma ironia discreta que sublinha a obsessão por um ideal de vida inatingível onde os protagonistas estão presos.»
Corram até ao quiosque mais longínquo para lerem a recensão de Isabel Lucas na edição física do @ipsilon_publico de hoje. Também disponível online, para assinantes: http://www.publico.pt/.../estagnados-obraprima-escritor...
𝗔𝗦 𝗖𝗢𝗜𝗦𝗔𝗦, Georges Perec, já nas livrarias e no nosso site 🧥 link no perfil 🧦
Paris, anos 60. Sylvie e Jérôme – um jovem casal que trabalha para agências de publicidade – vivem, ironicamente, obcecados em adquirir coisas, os objectos de um desejo engendrado pela sociedade que servem. A frustração surge quando a felicidade que lhes acena nos jornais e nas montras parisienses — a Terra Prometida dos divãs de veludo, das finas porcelanas e roupas caras — choca cruelmente com as exigências da vida real. 𝗔𝗦 𝗖𝗢𝗜𝗦𝗔𝗦 – 𝗨𝗺𝗮 𝗛𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗔𝗻𝗼𝘀 𝟲𝟬 (Prémio Renaudot, 1965), romance de estreia de Georges Perec e inédito em Portugal, retrata o fascínio que tralha de toda a espécie exerce sobre o comum mortal, soterrando-o no consumismo em que estaremos atolados até ao fim dos tempos.
Título original 𝘓𝘦𝘴 𝘊𝘩𝘰𝘴𝘦𝘴 – 𝘜𝘯𝘦 𝘩𝘪𝘴𝘵𝘰𝘪𝘳𝘦 𝘥𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘯𝘦́𝘦𝘴 𝘴𝘰𝘪𝘹𝘢𝘯𝘵𝘦
Tradução Luís Leitão
Ilustração de capa Christina Casnellie @tinabatatafrita
1.ª edição Fevereiro 2025
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Rolando Almeida and 9 others

O Namoro

 

 

Fim do namoro levou a mais agressões e a mais pedidos de ajuda à APAV

Faixa etária dos 18 aos 44 anos é a mais afectada

Violência no namoro

Pela primeira vez, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) compilou dados sobre a violência no namoro, e a conclusão foi que, em 2024, o número de vítimas após a ruptura da relação foi mais do que o dobro registado durante a relação, ou seja, a violência não termina necessariamente com o fim da relação.

Do total de 1023 vítimas de violência no namoro apoiadas pela APAV, 691 já tinham terminado a relação, mas ainda continuavam a ser alvo de violência, e 332 ainda estavam na relação. Os dados não têm comparativo com anos anteriores, pois esta foi a primeira vez que a APAV desagregou esta estatística do total de vítimas que tem registado anualmente. A violência no namoro está enquadrada no crime de violência doméstica.

Além disso, a percentagem de quem fez denúncia a outras entidades antes de procurar a APAV foi maior nos casos pós-ruptura — quase 60%, comparando com 45,2% durante a relação. Isso pode sugerir que as vítimas se sentirão mais seguras para denunciar e procurar apoio depois de se distanciarem da relação abusiva. Não há, porém, informação específica sobre o tipo de violência sofrida por estas vítimas. Os números de 2024 relativamente ao apoio da APAV a vítimas de vários tipos ainda não estão apurados, mas as de violência doméstica têm vindo a aumentar: em 2021 foram 9275, em 2022 10.442, e em 2023 foram 11.400.

Os dados compilados pela APAV diferenciam as relações de namoro de acordo com o que foi especificado pelas vítimas, esclarece ao PÚBLICO

Patrícia Ferreira, do gabinete de apoio à vítima do Cadaval — ou seja, os casos considerados foram exclusivamente aqueles em que a agressão ocorreu dentro de uma relação de namoro, em que não havia coabitação.

Tanto no caso de vítima de violência durante a relação de namoro, quanto depois da ruptura, verificaram-se padrões semelhantes. A maioria das vítimas eram mulheres (quase 90% nos dois casos), seguidas por homens (mais de 11%) e pessoas intersexo (no primeiro caso, 0,3% e, no segundo caso, de 0,1%).

A faixa etária mais afectada nas duas circunstâncias situou-se entre os 18 e os 44 anos, o que revela que a violência no namoro não atinge apenas adolescentes e jovens adultos, mas também pessoas em fases mais avançadas da vida. No caso das vítimas pós-ruptura, quase 72% das vítimas eram portuguesas e 18,5% estrangeiras; nas vítimas durante a relação, 65,1% eram portuguesas e 22% estrangeiras. Lisboa, Porto e Faro foram onde houve mais queixas.

Segundo Patrícia Ferreira, o facto de os dados sobre violência pós-ruptura serem tão altos mostra que muitas vítimas não conseguem, sozinhas, implementar estratégias para se afastar definitivamente do agressor, daí a necessidade de um apoio especializado para que possam romper com a relação abusiva de forma segura e evitar novas situações de violência. Muitas vezes, a violência começa antes da ruptura, mas ganha novos contornos na ruptura por uma das partes não aceitar o fim da relação.

O apoio da APAV é a nível jurídico, para acompanhamento em processos-crime e nos contactos com o sistema de justiça; a nível psicológico e emocional, para lidar com as consequências do trauma e recuperar a autonomia; e a nível prático, nomeadamente no aconselhamento e na criação de estratégias para a segurança da vítima, sublinha a técnica. “A intervenção psicológica estruturada é fundamental para tratar as consequências de terem sido vítimas”, sublinha.

Já sobre as faixas etárias mais atingidas, não são muito diferentes das da violência doméstica em geral — os dados de 2023 mostram que a incidência era numa média de idades entre os 36 e 45 anos. Sobre menores de 17 anos, a recolha feita pela APAV revela que 66 pessoas se queixaram de violência no namoro, 30 durante e 36 depois da ruptura.