sábado, 1 de março de 2025

Conselhos / Sugestões!

 

Conselhos!


Não tente caber em moldes que não foram feitos para você. O que te torna único não é a perfeição, mas os traços que só você carrega, seus detalhes, suas manias, suas luzes e sombras. Ser especial não está em ser igual a todos, mas em abraçar aquilo que te diferencia. Não se apague para se encaixar, nem esconda o que te faz brilhar. O mundo já está cheio de cópias, mas só existe um de você. E é exatamente assim, do seu jeito, com cada imperfeição e cada encanto, que você tem valor.


"Não se vê, sente-se!.
Não se mede, não se pesa, não se toca, não se cheira.
Sente-se!
Aquilo que é realmente importante acontece num plano não palpável. Não visível. É de dentro.
É o que transborda sem se ver.
É o que nos move.
Ou deveria mover!"
Antoine de Saint-Exupéry

Coisas que alguém te devia contar antes de casar e ter filhos e que provavelmente ninguém te contou:
Os filhos são ótimos, mas não salvam casamentos, pelo contrário, são na maior parte das vezes o motivo das discussões entre os pais.
Todos os casamentos entram na rotina, está na tua imaginação e na tua vontade mudar isso.
Os filhos não são perfeitos, testam-nos, torram-nos a paciência, parecem não aprender aquilo que lhes ensinamos, no entanto, aprendem e estão sempre atentos.
Nunca deixes os teus filhos ocuparem o lugar do teu marido ou da tua mulher. Filhos são filhos e os filhos crescem e saem de casa e tu vais ter de viver e conviver com a pessoa que escolheste.
A pessoa com quem aceitaste partilhar a tua vida não é perfeita. Só te vais dar conta disso ao fim de alguns anos. Tu também não és perfeito ou perfeita. Aceita e sorri.
Fala que nem uma gralha. Ele ou ela vai aprender a conhecer-te. Vai chegar a uma altura em que já nem precisas de falar para ele ou ela te entender.
Demonstra. Chega a uma altura em que precisamos que nos demonstrem que continuam a achar-nos lindos, a amar-nos ou a desejar-nos.
A amizade, o diálogo e o respeito são a base para tudo. O resto vem por acréscimo.

Ana Silvestre

“A vida poderia ser simples, mas não é. Poderíamos apenas sentir, sem precisar entender. Poderíamos apenas amar, sem temer a perda. Poderíamos apenas existir, sem carregar o peso das escolhas.
Mas a vida vem com seus labirintos, os seus altos e baixos, as suas perguntas sem resposta. E talvez seja exatamente isso que a torne tão especial. Porque, no meio do caos, aprendemos a valorizar a paz. No meio da incerteza, descobrimos a coragem. No meio da complexidade, encontramos a beleza das pequenas coisas.
A simplicidade não está na ausência de desafios, mas na maneira como escolhemos ver o mundo. Talvez a vida nunca seja simples, mas pode ser leve. E, no fim, isso já é suficiente.”
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

The International Booker 2025-longlisted. (3)

 On a Woman's Madness, written by Astrid Roemer and translated by Lucy Scott, is a classic of queer literature – as electrifying today as it was when it first appeared in 1982 – that tells the story of a courageous Black woman trying to live a life of her choosing. When Noenka’s abusive husband of just nine days refuses her request for divorce, she flees her hometown in Suriname, on South America’s tropical northeastern coast, for the capital city of Paramaribo. Unsettled and unsupported, her life in this new place is illuminated by romance and new freedoms, but also forever haunted by her past and society’s expectations.

Find out about the International Booker 2025-longlisted book: https://thebookerprizes.com/the.../books/on-a-womans-madness
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The International Booker 2025-longlisted (2)

 A Leopard-Skin Hat, written by Anne Serre and translated by Mark Hutchinson, tells the story of an intense friendship between the Narrator and his close childhood friend, Fanny, who suffers from profound psychological disorders. A series of short scenes paints the portrait of a strong-willed and tormented young woman battling many demons, and of the narrator’s loving and anguished attachment to her. Serre poignantly depicts the bewildering back and forth between hope and despair involved in such a relationship, while playfully calling into question the very form of the novel.

Find out about the International Booker 2025-longlisted book: https://thebookerprizes.com/the.../books/a-leopard-skin-hat
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Oliver Harden pergunta

 As Perguntas que Ninguém Responde

Diga-me, afinal, quem sou eu? Mas diga-me com urgência, antes que o tempo dissolva esta pergunta no vazio, pois já me sinto, agora mesmo, dissolver, como um punhado de areia jogado ao vento. Sou apenas esta voz que pergunta, ou sou também aquele que escuta? E se sou ambos, quem, então, é o verdadeiro?
Há noites em que acordo de súbito, tomado por um pensamento inominável. Algo sussurra dentro de mim, como se uma segunda consciência despertasse nas sombras do meu próprio ser, “O que queres da vida?”, pergunta essa voz, e eu hesito. Sim, hesito porque nunca soube o que realmente quero. A verdade é que não sei sequer se quero alguma coisa. Ah, mas como é humilhante não saber desejar, como é cruel estar vivo e não possuir um desejo nítido que arraste a existência para além do próprio absurdo!
E se o que desejo não me pertence? Se o que me move são vontades emprestadas, reflexos de um espelho que não é o meu? Pois já observei homens que andam pela vida carregando paixões como fardos, não porque as escolheram, mas porque lhes foram dadas, como um destino irremediável. E eu, o que realmente me pertence?
E se, no fundo, eu não for quem penso ser? Não sou, afinal, uma soma de encontros, de frases ouvidas ao acaso, de livros lidos sem plena compreensão? Sim, sim, sou um mosaico de fragmentos roubados, uma colagem de gestos e ideias de outros homens. E se me tirassem tudo isso, o que restaria?
Diga-me, então, se amanhã eu desaparecesse, alguém realmente sentiria minha ausência? Ou apenas notariam o espaço vazio que eu ocupava, como se notam os móveis deslocados numa sala? A minha existência deixa marcas ou apenas leves ondulações que se apagam no instante seguinte?
E se Deus, este mesmo Deus que ora ignoro, ora temo, não for mais do que uma invenção do meu desespero? Se Ele não me observa, se Ele não me julga, se Ele sequer existe, então quem me condena senão eu mesmo? Ah, eis a pior das respostas, pois se sou meu próprio juiz, então sou também meu próprio carrasco.
E se o sentido da vida for apenas seguir em frente sem jamais encontrar resposta alguma? Então por que ainda pergunto? Por que insisto em cavar este abismo dentro de mim? Ah, mas não posso evitar, perguntar é o meu único consolo.
E, no entanto, quem me garante que, ao final, alguma resposta realmente importa?
Oliver Harden
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