segunda-feira, 3 de março de 2025

Annabel Lee - Edgar Allan Poe 1849

 “Annabel Lee” by Edgar Allan Poe


    • "Annabel Lee" is the last poem composed by Edgar Allan Poe, one of the foremost figures of American literature. It was written in 1849 and published not long after the author's death in the same year. It features a subject that appears frequently in Poe's writing: the death of a young, beautiful woman. The poem is narrated by Annabel Lee's lover, who forcefully rails against the people—and supernatural beings—who tried to get in the way of their love. Ultimately, the speaker claims that his bond with Annabel Lee was so strong that, even after her death, they are still together.

  • “Annabel Lee” Summary

    • Many years ago, there was a kingdom by the sea. In this kingdom lived a young woman called Annabel Lee, whom the speaker suggests the reader might know. According to the narrator, Annabel Lee's only ever thought about the love between them.

      They were both children, but their love went well beyond what love can normally be. In fact, this love was so special that the angels of heaven were jealous and desirous of it.

      For that reason, back then, Annabel Lee was killed by wind from a cloud. She was then taken away by people the narrator calls "highborn kinsmen," who could be the angels or Annabel Lee's own family members. They enclosed her in a tomb, still within the same kingdom.

      Retrospectively, the speaker believes that the angels, unhappy in heaven and envious of the love between him and Annabel Lee, caused the wind that killed her.

      Their love, says the speaker, was more powerful than the love between people older and wiser than them. Furthermore, no angel from heaven or demon under the sea could ever separate his soul from Annabel Lee's.

      Every time the moon shines, it brings the speaker dreams of his beloved. When the stars rise, he can sense her sparkling eyes. Every night the speaker lies down alongside Annabel Lee—whom he calls his "life" and "bride"—in her tomb, with the sound of the sea coming from nearby.

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A Diversidade linguística

 

Trump assina ordem para tornar inglês o idioma oficial dos EUA

Decisão inédita isenta organismos publicos ou financiados pelo Estado de disponibilizar documentos noutros idiomas

Acto visto como mais um ataque a imigrantes

O Presidente norte-americano Donald Trump assinou anteontem uma ordem executiva para tornar o inglês no idioma oficial dos Estados Unidos, um acto inédito na história do país.

O decreto revoga outro, assinado pelo então Presidente Bill Clinton em 2000, que exigia aos órgãos e agências do Governo, e às entidades por este financiadas, que fornecessem documentos, serviços e assistência linguística noutros idiomas que não o inglês quando fosse necessário. Essa exigência é agora retirada.

“Estabelecer o inglês como língua oficial não só agilizará a comunicação, mas também reforçará os valores nacionais e criará uma sociedade mais coesa e eficiente”, é referido no documento assinado por Trump. “Para promover a união, cultivar uma cultura americana partilhada para todos os cidadãos, garantir consistência nas operações governamentais, é do melhor interesse da América que o Governo Federal designe uma — e apenas uma — língua oficial”. Ainda não há data para entrada em vigor desta ordem executiva.

Os Estados Unidos nunca designaram um idioma oficial a nível federal, mas pelo menos 32 estados já tinham conferido esse estatuto ao inglês. Outros, como Alasca e o Havai, reconhecem oficialmente vários idiomas das suas comunidades nativas, e outros ainda, como o Novo México, a Califórnia ou Maine, disponibilizam documentos e informação em idiomas das suas comunidades históricas ou imigrantes, como o espanhol ou o francês.

Quase 68 milhões dos 340 milhões de habitantes dos EUA falam outra língua que não o inglês, incluindo 160 idiomas nativos, de acordo com o Censos norte-americano. O espanhol é falado por cerca de 40 milhões de pessoas no país.

“Ao acolher novos americanos, uma política que encoraje a aprendizagem e adopção da nossa língua fará dos Estados Unidos um lar partilhado e capacitará os novos cidadãos para alcançar o sonho americano. Falar inglês não só abre portas economicamente, mas ajuda os recém-chegados a envolverem-se nas suas comunidades, participarem de tradições nacionais e retribuírem à nossa sociedade. Esta ordem reconhece e celebra a longa tradição de cidadãos americanos multilíngues que aprenderam inglês e que passaram a língua para os filhos”, lê-se ainda na nota.

Mas o processo de concessão de nacionalidade norte-americana por via da naturalização, referido na alusão a “novos americanos”, já requer actualmente um domínio fluente da língua inglesa. E a mensagem de inclusão incluída na ordem executiva contraria as acções da Administração Trump, que tem feito do combate à imigração uma das prioridades neste regresso à Casa Branca.

O desinteresse e mesmo o repúdio de Trump ao uso de outros idiomas são de longa data. Durante a sua primeira candidatura presidencial, Trump chegou a criticar Jeb Bush, seu adversário na corrida à nomeação republicana, pelo facto de este dirigir-se em espanhol aos seus apoiantes hispânicos.



Um país deve ter uma língua oficial que tem de ser aprendida por todos, isto é um facto indesmentível.

Qualquer cidadão que venha dum país estrangeiro e que fixe residência no país onde pretende viver tem de aprender ou, pelo menos, saber a língua do país onde vai residir, independentemente das variadas línguas que lá se falem. Trump, neste aspeto, apenas cumpriu um requisito que lhe dá total poder para alterar uma lei sobre a língua oficial. A diversidade social, cultural e linguística continuará a existir sempre.


domingo, 2 de março de 2025

A Beleza e a Juventude não são eternas

 A beleza e a juventude são dádivas efêmeras que, paradoxalmente, só revelam sua plena significação à medida que se esvaem. Enquanto habitam o presente, são tratadas com indiferença ou mesmo desprezo, como se fossem atributos permanentes, propriedades naturais da existência. No entanto, quando o tempo, esse escultor inexorável, começa a desgastá-las, despertam uma ânsia melancólica, um desejo insaciável de resgate, como se fosse possível deter a marcha inevitável da finitude.

O erro fundamental reside na ilusão da posse. O jovem e o belo vivem como se fossem eternos, esquecendo-se de que aquilo que não é construído pela consciência não pode ser verdadeiramente valorizado. A juventude, com seu vigor irrefletido, e a beleza, com seu esplendor inconsciente, são dons que o tempo empresta e que a maturidade cobra com juros implacáveis. Só quando a areia da ampulheta começa a se acumular do outro lado é que surge a percepção do que foi perdido, e, com ela, o desespero daqueles que não souberam apreciar o instante.
O desespero pelo retorno daquilo que se foi revela uma incompreensão da natureza da vida. A tragédia não está no envelhecimento ou no ocaso da beleza, mas na recusa em aceitá-los como partes naturais da jornada humana. O culto ao passado, e a recusa em abraçar a transformação, é o reflexo de um espírito que não amadureceu. Quem busca desesperadamente rejuvenescer o corpo sem enriquecer a alma nada mais faz do que tentar aprisionar o rio do tempo em um frasco de vidro, ignorando que sua beleza está justamente no seu fluxo incessante.
Há, no entanto, uma alternativa à nostalgia estéril e ao desespero vaidoso: a transfiguração do olhar. Aqueles que compreendem a essência da existência sabem que há formas de juventude que não dependem da carne, e que a beleza pode se reinventar em outros âmbitos. O brilho da experiência, a serenidade do espírito e a profundidade do pensamento são formas de esplendor que resistem ao tempo. Só aquele que aceita a transitoriedade da vida pode encontrar, naquilo que vem após a juventude e a beleza física, uma beleza mais rara e duradoura, a da plenitude e da sabedoria.
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