domingo, 21 de setembro de 2025

Klassens tid

 Na Dinamarca, desde 1993, todas as escolas oferecem uma prática semanal chamada Klassens tid — que pode ser traduzida como “tempo da classe”. Nesse momento, crianças e adolescentes entre 6 e 16 anos se reúnem para conversar sobre sentimentos, convivência e desafios do dia a dia, sempre com a mediação de um professor. O objetivo é estimular a empatia e ensinar, na prática, como lidar com emoções e relações humanas.

Durante essas aulas, os alunos têm a chance de expor problemas pessoais, discutir situações de conflito com colegas e refletir sobre o impacto das suas ações no grupo. Quando não há questões urgentes, o espaço é usado para atividades coletivas mais leves, que também ajudam a fortalecer os laços sociais e a compreensão mútua. É uma forma de educar não apenas para o conhecimento acadêmico, mas também para a vida em comunidade.
Essa iniciativa tornou-se parte do currículo escolar dinamarquês e é considerada tão importante quanto disciplinas tradicionais como matemática e ciências. O foco é preparar crianças e jovens para se tornarem adultos mais conscientes, capazes de ouvir, dialogar e respeitar diferentes pontos de vista. Não à toa, a Dinamarca aparece frequentemente entre os países com maiores índices de bem-estar e felicidade no mundo.
Ao incluir a empatia como parte oficial da educação, o país mostra que investir no desenvolvimento emocional é um passo essencial para construir uma sociedade mais justa e equilibrada. O exemplo dinamarquês inspira outras nações a repensarem seus métodos de ensino, lembrando que formar cidadãos solidários pode ser tão transformador quanto formar bons profissionais.



O Ganges

 O rio Ganges, na Índia, é para milhões um símbolo de pureza, de vida e de renascimento espiritual. Ali, fiéis se banham acreditando que cada gota pode lavar pecados e aproximar da eternidade. Mas por trás dessa imagem sagrada, esconde-se uma realidade que dilacera o coração.

Por tradição, crianças com menos de 12 anos não são cremadas. Seus pequenos corpos são lançados diretamente ao rio, entregues às águas como oferendas da inocência. A cena é brutal: pais desesperados, sem alternativa, depositam no Ganges aquilo que tinham de mais sagrado — os próprios filhos. Muitos relatam que não há escolha: “É a tradição, o rio os leva de volta para os deuses”.
Mas o que o rio devolve é dor. Às margens, não é incomum ver cães disputando os restos de crianças que a corrente trouxe de volta. Moradores dizem que, em algumas manhãs, ao caminhar pelas margens, encontram corpos inchados, meio submersos, e animais famintos lutando por eles.
Um pescador contou certa vez:
“Lançamos nossas redes, mas junto com os peixes, muitas vezes puxamos pedaços de gente. Já me acostumei a não olhar muito tempo, senão a alma não aguenta.”
Outro morador disse, em voz baixa:
“À noite, o rio chora. Quando o vento sopra sobre as águas, parece trazer o lamento das mães que deixaram seus filhos aqui.”
O Ganges é vida — mas também é morte. É reverenciado como um templo, mas muitas vezes é profanado como um cemitério a céu aberto. É o lugar onde devotos cantam mantras, mas também onde crianças inocentes são entregues sem dignidade.
Essa contradição é angustiante: o rio que deveria purificar, é também o que testemunha o abandono. Ele é o reflexo de uma sociedade partida, onde a fé convive com a fome, e o sagrado caminha lado a lado com o insuportável.
O Ganges continua fluindo, levando corpos, levando esperanças, levando orações. Mas também deixando nas margens uma pergunta que ecoa como uma ferida: até quando o sagrado vai ser usado para justificar a dor?



sábado, 20 de setembro de 2025

A mediocridade - Oliver Harden

 A mediocridade, em seu ímpeto insidioso, comparece diariamente como um banquete forçado, tentando enfiar-nos goela abaixo os restos de sua própria inanidade. Somos cercados por um exército de falsos profetas: idiotas que se arrogam vendedores de soluções universais, ignorantes que proclamam com pompa ilusórios avanços, enfermos da alma que, em sua própria cegueira, pretendem ditar preceitos de saúde e equilíbrio. Essa multidão do raso não edifica realidade, apenas constrói simulacros, pois quem vive prisioneiro de ilusões ineptas não tem autoridade para apontar caminhos.

O que se promove, assim, não é conhecimento, mas ruído; não é verdade, mas espetáculo. A mediocridade, em sua essência, é ruidosa porque teme o silêncio, prolixa porque teme a profundidade. Seu reinado depende de enganar com aparências, de mascarar a própria vacuidade sob o verniz da retórica fácil e da promessa vazia.
Em tempos como os nossos, a mediocridade tornou-se quase um sistema, erigida como norma social e transformada em moeda corrente. O idiota é aplaudido como sábio, o ignorante assume a tribuna como oráculo e o doente é tomado por mestre de vitalidade. Nietzsche já advertia que o rebanho prefere as certezas banais às verdades difíceis, e é justamente nesse terreno que a mediocridade prospera, pois ela se alimenta da preguiça de pensar e da covardia de olhar o real sem filtros.
É preciso, contudo, uma resistência íntima, uma disciplina da lucidez. Resistir à mediocridade não é apenas recusar suas ofertas, mas sobretudo preservar em si mesmo um espaço de autenticidade onde a mentira não encontre abrigo. O espírito verdadeiramente crítico não se deixa encantar pelo brilho barato das soluções instantâneas, tampouco se entrega ao conforto narcótico da ilusão coletiva.
Pois viver em meio à mediocridade é inevitável, mas sucumbir a ela é escolha. E a tarefa do espírito que busca a verdade, por mais árdua que seja, é não permitir que o lixo do banal se confunda com o alimento do essencial.
Oliver Harden

A nova geração!

 Há crianças que chegam ao 1.º ano sem saber segurar bem no lápis. É verdade. Mas antes de apontar o dedo aos educadores de infância, como ouvi, convém olhar para os verdadeiros responsáveis por este fenómeno: as mudanças profundas no estilo de vida das crianças, a crescente permissividade parental e o abuso de ecrãs desde idades ridiculamente precoces.

Nunca tivemos tantas crianças com dificuldades em agarrar, recortar, desenhar ou regular a força da mão.
E nunca tivemos tantas crianças a passar horas coladas a tablets e telemóveis, com o polegar a deslizar para cima antes sequer de conseguirem usar bem os dedos em pinça.
A motricidade fina, aquela que permite segurar um lápis com precisão, não nasce por magia!
Constrói-se.
E constrói-se com plasticina, com blocos, com areia, com tesouras, com legos, com barro…
Constrói-se com corpo, com tempo, com liberdade e com frustração. Tudo aquilo que muitos pais (bem-intencionados, mas permissivos) estão a evitar,… porque “dá trabalho “, ou o “menino não quer”.
Hoje temos pais que preferem dar um tablet para “acalmar”, em vez de dar uma caixa de lápis.
Temos casas onde a criança manda mais do que experimenta. Onde brincar no chão suja, e por isso não se faz.
E depois, quando a criança chega ao 1.º ano sem saber segurar no lápis, a culpa… é do jardim de infância?
Errado. Claramente errado.
A função da educação pré-escolar não é preparar para o 1.º ciclo.
Não é treinar caligrafia nem ensinar a escrever o nome. É ajudar a crescer por dentro. A ser autónomo. A saber esperar. A lidar com o outro. A brincar com sentido. A desenvolver competências que são prévias, fundadoras, estruturantes.
Transferir para os educadores de infância a responsabilidade de corrigir o que está a falhar em casa (sono desregulado, pouca exigência, excesso de ecrãs, ausência de experiências ricas), é um abuso e um erro.
Mais ainda: esperar que o jardim de infância “adivinhe” o que o primeiro ciclo “vai exigir” e se adapte, é inverter a lógica do sistema.
A escola é que tem de se adaptar à infância, e não o contrário.
Alfredo Leite
Licenciado em psicologia

SAGA

 Pesquisadores brasileiros identificaram o Sistema Aquífero Grande Amazónia (SAGA), considerado o maior reservatório subterrâneo de água doce do mundo. Localizado sob a região amazónica, abrangendo os estados do Acre, Amazonas, Pará e Amapá, o SAGA possui um volume estimado de 162.520 km³, superando amplamente o Aquífero Guarani. Segundo especialistas, a água armazenada neste aquífero poderia abastecer toda a população mundial por cerca de 250 anos. Além de seu valor estratégico para o abastecimento humano, o reservatório está intimamente ligado à preservação ambiental, uma vez que a vegetação da Amazónia desempenha papel fundamental na recarga e manutenção do aquífero. Cientistas alertam que a exploração sustentável desse recurso é essencial para garantir sua disponibilidade para as futuras gerações e minimizar impactos ambientais.



A Amazónia

 A Amazónia é a maior floresta tropical do planeta, ocupando uma área que se estende por nove países da América do Sul: Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Equador, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. O Brasil concentra cerca de 60% desse bioma, mas todos esses territórios juntos formam a chamada Pan-Amazónia, caracterizada por uma biodiversidade incomparável e por seu papel essencial na regulação do clima global. Além da fauna e flora abundantes, a região abriga inúmeras comunidades tradicionais e povos indígenas que dependem diretamente dos recursos naturais para sua sobrevivência, tornando a Amazónia um espaço estratégico tanto ambiental quanto culturalmente.




quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Uma iniciativa inovadora

 Na Alemanha, uma iniciativa inovadora está transformando a forma de oferecer abrigo para pessoas em situação de rua durante o inverno rigoroso. Foram instaladas cápsulas de dormir movidas a energia solar, projetadas para garantir segurança e aquecimento nas noites congelantes.

Essas cápsulas têm formato compacto e futurista, mas são suficientemente espaçosas para abrigar uma pessoa com conforto básico. Elas funcionam como refúgios individuais, equipados para proteger contra o frio intenso, vento e umidade, mantendo o interior aquecido mesmo quando as temperaturas externas despencam.
A energia necessária para o seu funcionamento vem de painéis solares, tornando a solução sustentável e independente de redes elétricas. Além disso, o design foi pensado para oferecer discrição, privacidade e dignidade aos usuários, ao mesmo tempo em que proporciona um espaço seguro contra os perigos da rua.
Esse projeto não apenas protege vidas em noites de inverno extremo, mas também representa um avanço na forma como a sociedade pode cuidar de seus cidadãos mais vulneráveis, unindo inovação tecnológica, compaixão e responsabilidade social.



10 curiosidades sobre Portugal

 Confira 10 curiosidades sobre Portugal:

1. Portugal é o 12º país mais antigo do mundo;
2. Portugal pertence geograficamente a três continentes;
3. 95% de Portugal é água;
4. A ponte Vasco da Gama é a maior da Europa ocidental;
5. A livraria mais antiga do mundo é portuguesa;
6. Sintra foi o primeiro lugar classificado como Património Mundial na categoria de Paisagem Cultural;
7. Portugal produz 50% da cortiça de todo o mundo;
8. A maior e mais bem conservada mancha de floresta Laurissilva encontra-se na Madeira;
9. As areias do Porto Santo têm propriedades medicinais;
10. A maior onda surfada foi na praia do Norte, em Nazaré.



Uma iniciativa sustentável

 Na Alemanha, foi criada uma iniciativa sustentável que vem chamando a atenção nos supermercados, máquinas automáticas que permitem recarregar frascos de xampu e condicionador.

A proposta é simples e inovadora: o cliente leva o seu frasco usado, posiciona na máquina e faz a recarga com o produto desejado. Além de prática, a ideia elimina a necessidade de novas embalagens plásticas, reduzindo drasticamente o desperdício.
Esse sistema reutilizável promove não apenas economia para os consumidores, mas também um grande impacto positivo para o meio ambiente. Trata-se de um passo concreto rumo a um consumo mais consciente, onde cada recarga significa menos plástico descartado e mais responsabilidade ecológica.



Manuel Maria Barbosa du Bocage

 Manuel Maria Barbosa du Bocage nasceu a 15 de setembro de 1765, na cidade de Setúbal.

Bocage foi um poeta árcade, movimento literário surgido na Europa no século XVIII, inspirado na Arcádia (região da Grécia Antiga), adotando um tom de exaltação da natureza e de um estilo de vida simples e bucólico.
O poeta participou também num período de transição do estilo clássico para o romântico, tendo influência na predominância do último na literatura portuguesa do século XIX.



Lola Montez - uma fera!

 Lola Montez: a mulher que nunca pediu permissão

O seu nome verdadeiro era Eliza Rosanna Gilbert, nascida na Irlanda em 1823. Aos dezesseis anos já havia desafiado a sua família casando com um homem mais velho, mas logo abandonou aquele casamento. Fugiu para a Europa e reinventou-se como Lola Montez, a bailarina espanhola", uma personagem que lhe abria as portas da fama... e do escândalo.
Na Baviera conquistou o próprio rei Luis I, um monarca de mais de 60 anos que caiu rendido à sua ousadia. A lenda conta que, num baile, o rei perguntou se o seu voluptuoso busto era natural ou uma farsa do vestido. Lola, sem pestanejar, mostrou-lhe em público, deixando claro que com ela as subtilezas não existiam.
O romance foi tão apaixonado quanto turbulento. Influenciou o rei, enfureceu a corte e ganhou inimigos em todos os cantos. Quando um jornal a atacou, ela não enviou cartas de protesto: entrou na redação e chicoteou o editor com um chicote. Se algum homem a desafiasse, respondia com a mesma audácia: pedia duelos de arma e quando eles se recusavam, atacava-os com os punhos.
A sua vida foi uma sucessão de episódios incendiários: amante de artistas como Liszt e Dumas, viajante incansável pela Europa, América e Austrália, amazona, esgrimista e atiradora. Nos Estados Unidos, até enfrentou o movimento sufragista, que considerava demasiado dócil. Para ela, as mulheres não deviam pedir direitos, mas arrebatá-los com factos, como as lendárias Amazonas.
Morreu jovem, com apenas 39 anos, mas deixou para trás um eco que ainda ressoa: o de uma mulher que nunca se deixou domesticar, que desafiou reis, intelectuais e preconceitos.
Lola Montez foi fogo em tempos sombras. Uma mulher que não buscava aprovação: apenas vivendo em chamas.



O Palácio Burnay

O Palácio Burnay, também chamado de Palácio dos Patriarcas por ter sido a residência oficial de verão dos patriarcas de Lisboa, está localizado na freguesia portuguesa de Alcântara, no concelho de Lisboa, mais precisamente na Rua da Junqueira, e foi projetado por Nicola Bigaglia. Este palácio está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1982. 





segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Cápsulas futuristas

 Na Alemanha, cápsulas futuristas estão sendo usadas para abrigar moradores de rua durante noites de frio intenso. Equipadas com painéis solares, aquecimento, luz e ventilação, essas cápsulas oferecem segurança, privacidade e calor — uma solução incomum que mistura tecnologia e empatia de forma surpreendente.




O código QR (Quick Response)

 O código QR (Quick Response) foi criado em 1994 pelo engenheiro japonês Masahiro Hara, da empresa Denso Wave (uma subsidiária da Toyota).

A parte especial dessa história é que, apesar de registrar a patente, a empresa decidiu não cobrar pelo uso. Ou seja, qualquer pessoa ou empresa poderia usar a tecnologia gratuitamente.
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Isso permitiu que o QR code se popularizasse no mundo todo, sendo usado hoje em restaurante sabor , bilhetes de transporte, pagamentos, exames médicos e muito mais.
Em 1994, o engenheiro japonês Masahiro Hara, da empresa Denso Wave, criou o código QR, um design inovador que superava os códigos de barras tradicionais. Sua invenção podia conter milhares de caracteres e ser scaneada de qualquer ângulo.
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Uma Decisão que Mudou o Mundo
O que realmente transformou o código QR numa ferramenta global não foi apenas sua tecnologia, mas a decisão altruísta da Denso Wave. Ao invés de buscar lucro, a empresa optou por manter a patente sem aplicá-la, permitindo o uso global gratuito.
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Essa escolha de priorizar o compartilhamento transformou o código QR em algo onipresente, permitindo desde cardápios de restaurantes e passagens aéreas até exames médicos essenciais.
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O legado de Masahiro Hara e da Denso Wave mostra que, às vezes, a inovação mais impactante é aquela que é oferecida livremente para o bem comum, tornando a vida de milhões de pessoas mais prática e conectada.



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Uma ponte suspensa

 No coração de um desfiladeiro na Geórgia, algo tão insano quanto belo foi construído. Uma ponte suspensa de 240 metros, feita de aço e cristal, paira a 280 metros de altura sobre um abismo. Mas a loucura não para por aí. No centro da estrutura, como uma jóia cravada na montanha, há um café-bar em forma de diamante. É uma experiência tão única que parece ter saído de um filme, e ela se tornou uma das atrações mais impressionantes do mundo.

Essa obra-prima arquitetónica, com um investimento de 40 milhões de euros, está localizada no Desfiladeiro Dashbashi, e tornou-se no novo ponto turístico do país. A ponte oferece vistas espetaculares das cascatas e cavernas da região. E para os mais corajosos, uma tirolesa permite cruzar o desfiladeiro de bicicleta. Uma prova de que, para o ser humano, o limite não é o céu, mas o próximo desafio.




O bioma Pampa

 O bioma Pampa, também chamado de Campos Sulinos, é característico do sul do Brasil, ocupando principalmente o estado do Rio Grande do Sul. Ele se estende ainda pelo Uruguai e Argentina, formando uma ampla região de campos naturais. A sua paisagem é dominada por gramíneas, pequenas árvores e arbustos, sendo um ambiente favorável à pecuária extensiva e à agricultura. O clima é subtropical, com estações bem definidas e invernos frios. O Pampa abriga grande biodiversidade, incluindo espécies adaptadas aos campos abertos, como o tatu-mulita, o veado-campeiro e diversas aves. No entanto, é um dos biomas mais ameaçados do Brasil, devido à expansão da agricultura mecanizada (como soja, milho e arroz), à silvicultura com espécies exóticas (como eucalipto e pinus) e à fragmentação dos ecossistemas, o que compromete sua conservação.




Frank Abagnale - o falso piloto!

 Frank Abagnale nunca pilotou um avião mas viveu durante anos como se fosse piloto da PAN AM, a maior companhia aérea do mundo na década de 60. Mandou fazer um uniforme com as insígnias de copiloto e forjou um cartão de identidade que o apresentava como funcionário da companhia. Como se vê na imagem #1 o rapaz até tinha "pinta" de copiloto. Tenho uma foto minha exatamente com aquele sorriso, aquela pose e aquele uniforme. Nessa altura era frequente os tripulantes da PAN AM viajarem como "extra crew" para várias partes do mundo para substituir colegas ou fazer serviços não previstos na escala mensal. Foi assim que Frank Abagnale visitou 80 países ficando alojado em dezenas de hotéis com os quais a PAN AM tinha contrato. Para dar maior credibilidade à sua imagem um dia até se fez fotografar sentado no lugar do copiloto quando o avião estava no solo (foto #2). Obviamente arranjou muitas namoradas pelo caminho a quem invariavelmente roubou. Para se financiar ia descontando cheques falsos em vários bancos. Dizia o bom do Frank que as pessoas gostam de uniformes e que os pilotos de então eram de tal forma admirados que toda a gente confiava neles. Era verdade. Depois fartou-se de viajar, criou uma nova identidade e resolveu ser médico sem nunca ter estudado medicina. Acabou na prisão mas quando saiu foi contratado pelo FBI para ajudar a descobrir vigaristas como ele.




Vale Vestfjord, no sul da Noruega

 Noruega instalou enormes espelhos nas encostas das montanhas para refletir a luz do sol em cidades que ficam sem luz solar direta por meses durante o inverno. Essa solução inovadora foi implementada em Rjukan, uma pequena cidade localizada no profundo

Vale Vestfjord, no sul da Noruega.
Devido às montanhas íngremes que a cercam, Rjukan não recebe luz solar direta de setembro a março.
Segundo a CNET, a cidade instalou três espelhos gigantes em 2013, cada um com cerca de 17 metros quadrados, numa montanha próxima para refletir a luz solar na praça central da cidade.
Esses espelhos são controlados remotamente, alimentados por energia solar e eólica, e programados para seguir o caminho do sol pelo céu.
Eles ficam aproximadamente a 450 metros acima da cidade e giram em dois eixos para direcionar a luz do sol para dentro do vale. O projeto foi inspirado por uma ideia proposta em 1913 pelo fundador da cidade, Sam Eyde, mas só se tornou viável com a tecnologia moderna.
De acordo com o The Hyper Hive, os espelhos transformaram a vida em Rjukan, permitindo que os moradores aproveitem a luz natural durante os meses mais escuros. É um exemplo impressionante de como engenharia e criatividade podem superar desafios geográficos.