Há dois mil anos, enquanto o mundo ainda tacteava na escuridão do desconhecido, os romanos já desciam às profundezas do mar – não por poesia ou superstição, mas por engenharia. Sem oxigénio, sem fatos de neoprene, sem Google. Apenas com tubos de junco, coragem e uma ideia fixa na mente: dominar a natureza.
Foram eles que inventaram o betão que endurece debaixo de água – um milagre que nem o cimento armado moderno consegue igualar. Com esse segredo, ergueram portos no fundo do mar, como o de Cesareia, encomendado por Herodes. Uma obra tão ousada que, ainda hoje, faria qualquer engenheiro suar em bica.
E os mergulhadores? Desciam com sinos de ar presos à cabeça. A trinta metros de profundidade, peito aberto, enfrentavam a pressão, a escuridão, o desconhecido. Procuravam destroços de naufrágios, construíam fundações, desafiavam Poseidon com as próprias mãos.
Sem comentários:
Enviar um comentário