sábado, 26 de julho de 2025

A Mandioca: Herança dos Índios

 A Mandioca: Herança dos Índios e Tesouro da nossa Terra

Desde tempos imemoriais, antes mesmo da chegada dos europeus ao Brasil, a mandioca já era cultivada e reverenciada pelos povos indígenas como base da alimentação e símbolo de fartura. Com raízes firmes no solo e no coração da cultura brasileira, esse alimento, conhecido também como aipim ou macaxeira, atravessou gerações, tornando-se essencial na mesa e na identidade do povo.
A importância da mandioca vai muito além da sua simplicidade. Dos seus tubérculos se extraem inúmeros produtos, sendo a farinha um dos mais tradicionais e simbólicos. O processo artesanal de produção da farinha é uma verdadeira dança entre o tempo, a técnica e o saber ancestral. Inicia-se com o cuidado na colheita e segue por etapas precisas: limpeza, ralação, prensagem, esfarelamento, peneiração e, finalmente, a torragem.
Cada etapa tem seu papel. Após a ralação, é essencial que a massa siga rapidamente para o passo seguinte do processo. Em climas tropicais, como o do Brasil, se ela permanecer por mais de 18 horas parada, a fermentação se instala, conferindo um gosto acre e impróprio para o consumo. A peneiração, além de homogeneizar a gramatura da farinha, separa os fragmentos maiores – conhecidos como crueira – que, após secos, ainda têm utilidade como ração animal.
A torragem é o coração da produção. É nesse momento que o forneiro, com sua experiência, transforma a massa crua em farinha dourada. A temperatura, o tempo e o modo de mexer definem o sabor e a textura. Um forno muito quente pode queimar a massa ainda húmida, formando bolos grosseiros. Por isso, em muitas casas de farinha tradicionais, utilizam-se dois fornos: um para secagem leve e outro para torração final, garantindo qualidade superior ao produto.
Além da farinha, da mandioca também se extraem a tapioca, o polvilho, a goma, e diversos quitutes típicos, como o beiju, o pão de queijo e até bolos. Cada preparo guarda, em si, um pedaço da memória indígena e do engenho popular. Ela é, portanto, mais do que um alimento: é um elo entre passado e presente, terra e mesa, cultura e nutrição.
Num país com tantas desigualdades e desafios alimentares, a mandioca ergue-se como símbolo de resistência, fartura e sabedoria. Herança viva dos primeiros habitantes do Brasil, ela continua a alimentar não apenas os corpos, mas também a história e a alma de um povo.



Festival Internacional de Música de Marvão

 Festival Internacional de Música de Marvão já encanta

O 11º Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM) está em pleno andamento desde o dia 18 de julho e promete continuar a encantar até ao próximo domingo.
Com mais de 15 mil visitantes esperados, o FIMM reafirma-se como um dos maiores encontros de música clássica ao ar livre da Península Ibérica, unindo excelência artística, beleza natural e envolvimento comunitário.
Organizado pela Marvão Music, o evento celebra a música clássica e o património cultural num dos cenários mais deslumbrantes de Portugal: a vila de Marvão, no coração do Parque Natural da Serra de São Mamede.
Com cerca de 40 atividades distribuídas por 10 dias, o festival oferece concertos, ensaios abertos, eventos para crianças, exposições de arte e visitas guiadas.
A edição deste ano foca-se na música de câmara, destacando obras de Beethoven, Debussy, Schönberg e muitos outros, num ambiente que favorece a proximidade entre artistas e público.
Os concertos decorrem em locais icónicos como o pátio do Castelo de Marvão, igrejas históricas, a cisterna do castelo e as ruínas da Cidade Romana de Ammaia. Vários destes eventos são de acesso gratuito, reforçando o compromisso do festival com a inclusão e a valorização do território.
A programação homenageia 25 compositores, incluindo figuras femininas como Lili e Nadia Boulanger, e contemporâneos como Luís Tinoco e Wolfgang Rihm, este último lembrado com um tributo especial, exatamente um ano após a sua morte.



A Livraria Bertrand do Chiado

 A Livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa, Portugal, funciona desde 1732 e é considerada a mais antiga do mundo em funcionamento. Algumas décadas após a abertura, o prédio original foi destruído por um grande terremoto e reerguido em 1773. Atravessou episódios marcantes da História ao longo de seus quase trezentos anos de existência, como uma guerra civil, o assassinato do rei D. Carlos I e a implantação da República. Atualmente, o espaço é dividido em ambientes que homenageiam escritores portugueses, entre os quais José Saramago, Almada Negreiros e Sophia de Mello Breyner Andresen, permitindo aos visitantes percorrer as salas como uma jornada pela literatura do país. Além de abrigar um acervo rico, a livraria promove cursos, oficinas, encontros com autores, lançamentos e debates. Os frequentadores também podem desfrutar de uma cafeteria anexa, ideal para uma pausa entre leituras.




A Livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa, Portugal, funciona desde 1732 e é considerada a mais antiga do mundo em funcionamento. Algumas décadas após a abertura, o prédio original foi destruído por um grande terremoto e reerguido em 1773. Atravessou episódios marcantes da História ao longo de seus quase trezentos anos de existência, como uma guerra civil, o assassinato do rei D. Carlos I e a implantação da República. Atualmente, o espaço é dividido em ambientes que homenageiam escritores portugueses, entre os quais José Saramago, Almada Negreiros e Sophia de Mello Breyner Andresen, permitindo aos visitantes percorrer as salas como uma jornada pela literatura do país. Além de abrigar um acervo rico, a livraria promove cursos, oficinas, encontros com autores, lançamentos e debates. Os frequentadores também podem desfrutar de uma cafeteria anexa, ideal para uma pausa entre leituras.
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O uso da vírgula em Português!

 1. Vírgula NÃO separa sujeito do verbo!

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Errado: O estudante inteligente, passou no exame.
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Certo: O estudante inteligente passou no exame.
➡️
Nunca ponha vírgula entre o sujeito e o verbo.
2. Usa-se vírgula para isolar o vocativo.
Vocativo = quando chamamos ou nos dirigimos a alguém.
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Exemplo:
Abraão, explica isso de novo.
Meus amigos, prestem atenção.
Senhor presidente, o povo está cansado.
3. Usa-se vírgula para separar elementos em sequência (lista)
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Exemplo:
Gosto de escrever, ler, ensinar e aprender.
Ela comprou pão, leite, café e bananas.
4. Usa-se vírgula depois de advérbios no início da frase.
Advérbios: ontem, hoje, talvez, finalmente, geralmente…
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Exemplo:
Hoje, vamos estudar pontuação.
Finalmente, ele respondeu a mensagem.
5. Usa-se vírgula para isolar explicações (orações explicativas).
✅
Exemplo:
O João, que estuda muito, passou com distinção.
A vírgula, aliás, é essencial para o bom entendimento.
6. Usa-se vírgula entre orações independentes ligadas por conjunções como “mas”, “porém”, “contudo” etc.
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Exemplo:
Estudei muito, mas não consegui terminar a prova.
Ela queria sair, porém estava chovendo.