quarta-feira, 24 de setembro de 2025

“Quem se levanta leva martelada, mas também faz história”

 “Quem se levanta leva martelada, mas também faz história”

A imagem do prego que se destaca traz uma metáfora poderosa sobre a vida em sociedade. Assim como o prego que se sobressai inevitavelmente recebe a martelada, muitas vezes quem ousa ser diferente, quem decide sair do padrão ou levantar a cabeça, acaba enfrentando críticas, resistência ou até ataques. O mundo, em sua busca por uniformidade, tende a punir aqueles que se recusam a ser apenas mais um na multidão. Essa "martelada" representa os desafios que vêm com a coragem de ser autêntico.
Por outro lado, é justamente esse prego que se sobressai que sustenta, que prende e que chama a atenção. O destaque pode trazer dificuldades, mas também é o que abre caminhos para transformação, inovação e liderança. Na imagem, o prego solitário em meio à paisagem fria simboliza a solidão de quem escolhe ser diferente, mas também a sua força de resistir. Afinal, o que vale mais: viver uma vida invisível, sem riscos, ou suportar algumas marteladas para deixar uma marca no mundo?
Ademir da Silva Matos



Your memory never truly stops growing

 Your memory never truly stops growing. Studies show that the human brain continues producing new memory cells, even in older age, giving hope in the fight against Alzheimer’s and other cognitive decline conditions.

These newly formed memory cells, or neurons, are generated in the hippocampus, the part of the brain responsible for learning and memory. Neurogenesis, the process of creating new neurons, supports cognitive function and helps maintain mental sharpness, even as we age. This discovery challenges the long-held belief that our brains lose the ability to grow new cells later in life.
Researchers also found that lifestyle factors can influence the growth of new memory cells. Regular physical activity, mental exercises like puzzles or learning new skills, a balanced diet, and sufficient sleep all contribute to supporting neurogenesis. Social engagement and stress management also play a crucial role in maintaining a healthy brain.
The implications of these findings are significant for Alzheimer’s research. By promoting the growth of new memory cells, it may be possible to slow the progression of memory loss, enhance cognitive resilience, and improve overall quality of life for seniors.
This research underscores that it is never too late to take steps to protect and nurture the brain. Small, consistent efforts can have a lasting impact on cognitive health, giving hope to millions at risk of age-related memory decline.
The brain’s ability to keep producing memory cells reminds us of the incredible adaptability and resilience of the human mind, proving that learning, growth, and recovery are possible at any age.



Abril de 1945

 Abril de 1945.

O Terceiro Reich estava em ruínas. O império nazi, que havia semeado terror por toda a Europa, desmoronava diante do avanço aliado. Mas, no meio do caos, algo inesperado aconteceu.
Um oficial alemão apresentou-se aos britânicos. Não trazia rendição, nem ameaça de combate. Trazia uma proposta incomum: uma trégua. Ele falou de um campo tomado pelo tifo e por doenças letais. Se a epidemia rompesse os arames, não seriam apenas os prisioneiros que morreriam, mas também soldados e civis britânicos.
Desconfiados, os britânicos enviaram patrulhas. O que viram confirmou o impensável. Em 12 de abril, estabeleceram uma zona neutra de 48 km². Nenhum tiro seria disparado. Os guardas nazis ficariam até a chegada dos aliados, e depois retornariam às suas linhas. Era um pacto estranho, quase absurdo, mas inevitável.
Três dias mais tarde, as tropas aliadas entraram em Bergen-Belsen. Eram soldados endurecidos pela guerra, mas nada poderia prepará-los para aquele cenário. Sessenta mil prisioneiros famintos, transformados em espectros humanos. Treze mil cadáveres apodrecendo ao sol. Um cheiro de morte que não se dissipava.
Aquele lugar não era apenas um campo. Era uma engrenagem de crueldade meticulosa, projetada para destruir vidas em silêncio.
O jornalista da BBC, Richard Dimbleby, foi um dos primeiros a narrar o horror. Seu relato era tão brutal que a própria emissora hesitou em transmiti-lo — parecia impossível que aquilo fosse verdade. Mas Bergen-Belsen não era propaganda. Era a prova irrefutável de até onde a humanidade pode descer quando a barbarie se organiza no sistema.




Resultado vs Aprendizagem! Diana Gaspar

 Queremos resultados mais do que caminhos, queremos ser vistos mais do que aprender a olhar e a ser olhados.

Numa sociedade e numa escola que premeia quase em exclusivo o resultado, vemos a aprendizagem como um caminho para o desenvolvimento de competências humanas negado, e sem importância. Tornarmo-nos assim robôs perfeitos. Perfeitos na arte de deixar de pensar pela própria cabeça. Estamos capazes de reproduzir resultados mas incapazes de criar caminhos alternativos. Tudo é chato e não há nada para fazer fora daqui. Vivemos para que nos vejam ou para que vejam o que conseguimos comprar, mostrar e parecer.
Deixámos de valorizar quem somos para passarmos a valorizar o que temos. Escondemo-nos em perfis, em filtros, em marcas e na aparência. Falamos por mensagens e não sabemos conversar. Não há palavras ouvidas e escutar está fora de moda. Estamos vazios, ausentes e quase incapazes de sentir para além do que parece vivermos dentro de nós.
Ler é uma seca, o conhecimento parece só ser válido traduzido numa média, que nos vai dar um título que nos levará a ter mais possibilidades para comprar o que se calhar achamos que nos vais tornar felizes. Estamos sem rosto, sem alegria, sem entusiasmo e sem vida. As flores são de plástico, os ovos vêm dos supermercados e a floresta tem bichos e suja a roupa. Na escola, é mais fácil copiar do que pensar, reproduzir do que criar, memorizar do que aprender.
Questionar é raro e refletir uma necessidade está quase em vias de extinção. É mais fácil reproduzir conteúdos do que questionar os mesmos, as motivações estão só nos prazeres imediatos e queremos consumir coisas. Não resolvemos angústias, abafamos o que nos dói em comida, álcool, drogas e coisas.
Passamos a vida a esperar o pior, justificamos o que dá trabalho com falta de jeito ou competências, vivemos de rótulos e não queremos parar por nada. Afinal, parar é morrer e morrer ninguém quer numa sociedade que não está preparada para perder nem para integrar a morte.
Estamos todos exaustos, sem rumo, sem vida à espera que haja alguém que nos retire do marasmo e da dor, e que nos devolvam a tal vida perfeita que parece existir nas vidas que vemos passar em perfil.
Diana Gaspar



domingo, 21 de setembro de 2025

“LOVE IS THE ONLY THING WORTH EVERYTHING” - Helena Sacadura Cabral

 “LOVE IS THE ONLY THING WORTH EVERYTHING”

( Barbie Adler )
Sei lá porquê, hoje ao acordar, dei-me conta de algo simples e, ao mesmo tempo, imenso. O quê? Simplesmente, a certeza de que o amor é o único sentimento que, realmente, vale tudo.
Não falo de grandes gestos, daqueles que parecem feitos para o mundo ver.
Falo do amor miúdo, que se esconde em silêncios, em mãos que se encontram sem querer, em abraços que demoram um pouco mais do que o costume.
Falo do amor que se sente na pele, no riso leve que escapa, no cuidado quase invisível, mas que aquece mais do que qualquer chama. Tudo o resto parece tão frágil, tão passageiro... Os planos mudam, as certezas caem, o tempo corre e rouba-nos os detalhes.
Mas o amor - esse - não se perde.
Esse, espalha -se, floresce nos lugares mais improváveis, insiste em nos lembrar do que somos feitos.
Por isso, acordei, invadida por algo como um segredo escrito nas margens das páginas do meu próprio coração: o amor é a única coisa que vale tudo.
No fundo, tudo o que buscamos - em conquistas, em sonhos, em vitórias - é uma forma de amar ou de ser amado.
Talvez seja por isso que o amor seja a única coisa que justifica o tudo.
Porque nada mais, resiste ao tempo. A matéria desfaz-se, a glória é esquecida, o poder dissolve-se. Até as certezas mais sólidas se mostram frágeis quando a vida muda de rumo.
Mas o amor... o amor permanece.
Ele é a raiz invisível das escolhas que fazemos, é a ponte que atravessa abismos, é o sentido que aparece quando todas as respostas falham.
Amar exige coragem, exige entrega, exige uma vulnerabilidade que muitas vezes assusta. Mas é justamente aí que está sua grandeza: no risco de se perder para se encontrar no outro, no movimento de sair de si para, paradoxalmente, se tornar mais inteiro.
E talvez a verdade mais simples e mais difícil seja essa: só o amor dá valor ao que somos, só ele transforma o efémero em eterno.

Helena Sacadura Cabral

Home Economics

 Em Vigo, Espanha, o Colégio Monte Castelo implantou em 2018 um curso de “Home Economics” para meninos — ensinando costura, cozinha, passar roupa, lavar e outras tarefas domésticas — como parte de uma iniciativa para combater estereótipos de género. As aulas são feitas por professores, voluntários e pais, e o objetivo é mostrar que responsabilidades domésticas não devem ficar só para um género. A ideia encontrou resistência no início, mas hoje muitos alunos e famílias elogiam o projeto.






O casuário

 O casuário é considerado a ave mais perigosa do mundo.

É o único pássaro capaz de matar um homem com um único golpe!
🔹
Extremamente agressivo, não teme feras, pode matar cães e até quebrar vidro.
🔹
Apesar de enorme (chega a 1,70m de altura), não voa. É a segunda ave mais pesada do planeta, perdendo apenas para o avestruz.
🔹
Vive principalmente na Nova Guiné e, embora se alimente de frutas, sua ferocidade impressiona.
O mais curioso é o comportamento reprodutivo:
👉
A fêmea põe os ovos perto de qualquer macho e vai embora.
👉
O macho, sozinho, incuba os ovos por cerca de 9 meses e cria os filhotes.
À primeira vista, parecem aves belas e tímidas. Mas, se você chegar perto demais… cuidado!
⚠️
Um chute pode quebrar ossos.
⚠️
Uma investida com sua garra, afiada como uma adaga, pode ser fatal.
Uma criatura fascinante, perigosa e ao mesmo tempo única na natureza.

🌿✨



Ricardo Reis, "o heterónimo das odes clássicas"

 Ricardo Reis, "o heterónimo das odes clássicas", faz hoje, 19 de Setembro de 2025, 138 anos. Na célebre carta da origem dos heterónimos', escrita a Adolfo Casais Monteiro a 13 de Janeiro de 1935, Fernando Pessoa refere que Ricardo Reis nasceu em 1887 (embora não se recorde do dia e mês), no Porto. O assunto da data virá a ser clarificado pelo mapa astral que aqui se reproduz.

Pessoa descreve Reis como sendo um pouco mais baixo, mais forte e seco que Caeiro, com cara rapada. Adiciona que este seu heterónimo fora educado num colégio de jesuítas, era médico e vivia no Brasil, desde 1919, para onde se tinha exilado, por ser monárquico. Tinha formação latinista e semi-helenista. Fernando Pessoa atribui a este heterónimo um purismo que considera exagerado e refere que escreve em nome de Ricardo Reis, «depois de uma deliberação abstracta, que subitamente se concretiza numa ode».
No Colóquio Athena 100, a 21 de Novembro de 2024, na Casa Fernando Pessoa, Nuno Ribeiro foi o primeiro investigador a identificar, em décadas de estudos pessoanos, que a primeira publicação do heterónimo Ricardo Reis NÃO ACONTECEU em 1924, no nº 1 da revista Athena (Lisboa, Out. 1924), como até ao ano passado sempre foi referido.
Com efeito, o investigador identificou e estabeleceu que o primeiro poema de Ricardo Reis, em forma impressa, viu a luz do dia um ano antes, em 1923, no livro de António Botto “Motivos de Belleza” (Portvgalia Livraria - Editora. Lisboa). Há muito que se conhecia e citava a introdução/prefácio que Fernando Pessoa escreveu para este livro do seu amigo, mas a inclusão do poema de Ricardo Reis na obra sempre esteve de fora dos artigos e compêndios pessoanos.
Mais curiosas ainda, são as diferenças de algumas palavras na ode “As rosas amo dos jardins de Adónis”, também mencionadas por Nuno Ribeiro, o que nos deixa perceber que Fernando Pessoa ainda retrabalhou o poema, entre o deixá-lo incluir isolado no livro de Botto, em 1923; e publicá-lo como segunda das 20 odes do “Livro Primeiro” de Ricardo Reis que surgem na revista Athena de 1924. Onde Fernando Pessoa opta, como referiu Nuno Ribeiro, “por um estilo mais arcaizante”.
Cotejando os vários projectos Ricardianos existentes no Espólio de Fernando Pessoa, as Odes de Ricardo Reis seriam organizadas em “Livros”. Pessoa previu publicar, pelo menos, cinco desses “Livros”, mas o da Athena foi o único efectivamente acabado.



A Torre de Centum Cellas

 A Torre de Centum Cellas é um dos monumentos mais enigmáticos de Portugal.

🇵🇹
Situada perto de Belmonte, a Torre de Centum Cellas é uma construção romana envolta em lendas. Terá sido parte de uma villa romana e guarda ainda muitos mistérios.
Situada às portas de Belmonte, a Torre de Centum Cellas é um dos monumentos mais intrigantes da paisagem arqueológica portuguesa.
A sua forma imponente e as origens pouco claras alimentam um misto de fascínio e especulação, tornando-a numa peça singular do património romano na Península Ibérica.
A estrutura, em granito, apresenta uma planta retangular de cerca de 11,5 por 8,5 metros e eleva-se até aos 12 metros de altura.
Apesar de desprovida da cobertura original, mantém uma presença marcante na paisagem, com vãos, aberturas e compartimentos que têm alimentado várias hipóteses ao longo dos séculos.
Já se falou de uma torre de vigia, prisão romana ou mesmo de ligações a civilizações longínquas, teorias que hoje se consideram infundadas.
Investigadores ajudaram a clarificar a sua origem: a torre terá feito parte de uma villa romana do século I d.C., pertencente a um abastado comerciante de estanho, Lucius Caecilius, nome que surge associado à inscrição “Centum Cellas”.
Em redor da torre, escavações revelaram vestígios de armazéns, áreas de habitação, e o que se pensa terem sido termas e alojamentos para escravos, entretanto perdidos com o tempo...



Uma criança diferente!

Em criança, Gillian Lynne parecia um problema. Ela não ficava sentada, distraía-se facilmente, não seguia as lições. Na escola ela era castigada, repreendida e recompensada pelas poucas vezes que ela se concentrava. Em casa não era diferente: as suas notas baixas só traziam mais castigos.
Um dia, a sua mãe foi chamada à escola. Os professores falavam de transtornos, até de medicação. Então um velho mestre interveio. Levou a garota para outro quarto, ligou o rádio e, quando a música começou a tocar, Gillian levantou-se e começou a dançar sozinha, como se o movimento fosse a sua língua natural.
O professor sorriu e disse: "Gillian não está doente, Gillian é bailarina".
A sua mãe levou-a a aulas de dança, onde ela descobriu que ela não era a única "diferente". Lá todos compartilhavam a sua energia e paixão por se mover. Essa descoberta mudou o seu destino: Gillian tornou-se bailarina profissional, abriu a sua própria academia e, em 1981, atingiu o topo como coreógrafa do musical “Cats”, um dos mais famosos de todos os tempos.

A sua história lembra-nos que muitas crianças que parecem “inquietas” ou “incomodáveis” simplesmente têm um talento diferente. O mundo muda quando alguém decide ver potencial onde os outros só veem um defeito. 




Frederick Banting and Charles Best

 In 1922, a team of scientists arrived at the Toronto General Hospital, where wards were filled with children suffering from advanced diabetes. Many of the young patients were in diabetic comas, teetering on the edge of death from ketoacidosis. Others were barely surviving on starvation diets—then the only known way to slow the disease. Parents sat helplessly by their children's bedsides, waiting for the inevitable.

Then something extraordinary happened. The scientists went from bed to bed, injecting each child with a new purified extract called insulin. As they reached the last child, still unconscious, the very first child they had treated began to stir. One by one, the children awoke, emerging from their comas. What had been a ward filled with grief and despair transformed into a room overflowing with relief and joy.
This groundbreaking moment was the result of tireless work by Frederick Banting and Charles Best, under the guidance of John Macleod at the University of Toronto. With James Collip’s help, they refined and purified insulin, making it viable for widespread medical use. Rather than profit from their discovery, Banting, Best, and Collip sold the patent to the University of Toronto for just one dollar, believing it belonged to the world. In 1923, Banting and Macleod were awarded the Nobel Prize in recognition of their life-saving breakthrough.



Tóquio Bay Aqua-Line

 Parece uma autoestrada tirada de um filme de ficção científica, mas é muito real.

O Tóquio Bay Aqua-Line é uma obra-prima da engenharia que combina uma ponte de 4,4 km e um túnel submarino de 9,6 km, ligando Kawasaki a Kisarazu através da baía de Tóquio.
O mais impressionante é o seu ponto intermediário: a ilha artificial Umihotaru, uma área de descanso flutuante que oferece vistas panorâmicas espetaculares sobre o mar e a cidade.
Construído para reduzir o tempo de viagem de 90 para apenas 15 minutos, este colosso da infraestrutura não só desafia a geografia, mas também as forças da natureza, resistindo a terremotos e tufões.
Umihotaru não é apenas uma área de descanso, mas um destino em si mesmo, com lojas, restaurantes e mirantes que fazem desta travessia uma experiência inesquecível!