sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

The Castle of the Templars of Ponferrada

 Did you know that the Castle of the Templars of Ponferrada, located in the province of León, Spain, is one of the most important and best preserved Templar fortresses on the Iberian Peninsula. Built from the 12th century, it was key in defending the Camino de Santiago and in the strategic control of the Bierzo

🏰🛡️
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General data
🇪🇸
Country: Spain
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Province: León
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City: Ponferrada
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Type: Medieval Templar Castle
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Initial construction: XII Century
• ino️ Strategic location: Camino de Santiago
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5 Interesting Facts
1. It was handed over to the Order of the Temple in 1178 to protect pilgrims of the Camino de Santiago.
2. After the dissolution of the Templars, it passed through the hands of different nobles and kings.
3. It combines Templar, Gothic and Renaissance architectural styles.
4. It hosts exhibitions and cultural events throughout the year.
5. It is the most representative historical symbol of the city of Ponferrada.





O airo-crestado

 Pequeno no tamanho, mas gigante na aparência, o airo-crestado chama atenção à primeira vista. Habitante das regiões geladas do Ártico, ele parece ter sido desenhado fora do seu tempo.

Com um topete curvado para a frente, quase como um adorno futurista, o pássaro exibe um visual que mistura elegância e estranheza. Os seus olhos claros reforçam a impressão de que saiu de um estúdio de design, não da natureza.
Conhecido cientificamente como Aethia cristatella, o airo-crestado vive em colónias nas falésias e ilhas do Pacífico Norte. Além da aparência incomum, é um exímio mergulhador, adaptado às águas frias e agitadas.



The Wondiwoi tree kangaroo

 The Wondiwoi tree kangaroo, one of the most elusive mammals on Earth, was dramatically rediscovered in 2018 in the remote montane forests of Papua, Indonesia.

First documented in 1928, the species disappeared from scientific records for nearly 90 years. With no confirmed sightings for decades, many experts assumed it had gone extinct. That assumption was overturned when British naturalist Michael Smith photographed a living individual, confirming the species had survived unseen for generations.
The Wondiwoi tree kangaroo is a medium-sized marsupial uniquely adapted for life in the trees. It has strong forelimbs for climbing, powerful hind legs, and a long tail that helps with balance as it moves through the forest canopy.
Despite its remarkable survival, the outlook for the species remains grim. Scientists estimate that fewer than 50 adult individuals may exist. Its extremely limited range leaves it highly vulnerable to hunting and ongoing habitat loss, making it one of the world’s most endangered mammals.
The rediscovery has renewed conservation interest, but it also serves as a stark reminder that survival alone does not guarantee safety. Without urgent protection, the Wondiwoi tree kangaroo could still slip into extinction—this time for good.



The Castle of Good Hope

 On this day, 2 January 1666 — exactly 360 years ago, the four cornerstones of the Castle of Good Hope (Kasteel de Goede Hoop) at the Cape were laid in present-day Cape Town, South Africa. The ceremony, carried out by Zacharias Wagenaer, Johan van Arckel, Gabbema, and Lacus under the Dutch East India Company (VOC), marked the start of construction of the oldest surviving building in South Africa. The Castle replaced the earlier Fort de Goede Hoop built in 1652 by Jan van Riebeeck, reflecting growing fears of British attacks and the VOC’s need for a stronger stone fortress. Completed in 1679, the Castle of Good Hope now stands as a national monument and museum, showcasing Dutch colonial architecture and South Africa’s early colonial history. Today, historians, archaeologists, and heritage professionals continue to preserve and study the site, which remains a cultural and historical landmark. Its strategic design, rich history, and enduring presence make the Castle a symbol of Cape Town’s complex colonial past and a vital link to South Africa’s architectural and historical legacy.



Observar o céu

 Os primeiros dias de janeiro já trazem bons motivos para observar o céu, com Lua, planetas e meteoros em destaque.

No dia 3 de janeiro, a Lua cheia abre o ano como superlua. Por estar mais próxima da Terra, ela aparece um pouco maior e mais brilhante, chamando atenção logo após o pôr do sol. É um evento fácil de observar, visível a olho nu.
Entre os dias 3 e 4 de janeiro, ocorre a chuva de meteoros Quadrântidas. Apesar de curta, é uma das mais intensas do ano em seu pico, podendo produzir dezenas de meteoros por hora em condições ideais. Noutros países, porém, a observação é limitada, pois o radiante fica baixo no horizonte norte antes do amanhecer, reduzindo bastante a quantidade de meteoros visíveis.
No dia 10 de janeiro, Júpiter entra em oposição, seu melhor momento do ano. O planeta aparece maior, mais brilhante e visível durante toda a noite, destacando-se facilmente no céu.
Já no dia 23 de janeiro, a Lua crescente passa perto de Saturno, formando uma bela dupla no início da noite, próxima ao horizonte oeste. Saturno pode ser visto a olho nu, e com telescópios simples.
Janeiro começa com o céu ativo e cheio de detalhes, perfeito para quem gosta de observar e se conectar com o universo.
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O Sal

Em algumas civilizações antigas, o sal era tão valioso quanto ouro. Ele não servia apenas para temperar alimentos, mas era essencial para conservar carnes e peixes, algo vital antes da invenção da refrigeração. Quem controlava o sal controlava a sobrevivência.
No Império Romano, soldados recebiam parte da sua remuneração em sal ou em uma quantia destinada à compra dele. Esse pagamento era chamado de salarium, termo que deu origem à palavra “salário”. O sal garantia que os soldados pudessem conservar alimentos durante longas marchas e campanhas militares.
O valor do sal era tão alto que rotas comerciais inteiras surgiram apenas para transportá-lo, e impostos sobre o sal já provocaram revoltas e crises políticas ao longo da história. Em alguns lugares, ele era usado até como moeda de troca.

Hoje o sal é barato e comum, mas por séculos foi símbolo de poder, riqueza e sobrevivência. Sempre que falamos em “salário”, estamos repetindo um lembrete histórico de quando um simples cristal branco sustentava exércitos e impérios. 




A República Islâmica do Irão

 Apesar de ser um país majoritariamente xiita cuja autoridade máxima é o aiatolá, a República Islâmica do Irão possui cadeiras no parlamento para suas comunidades religiosas tradicionais de diversas vertentes, sejam igrejas cristãs de ritos diferentes (uma cadeira para cada igreja), ou religiões distintas do Islão como o judaísmo e o zoroastrismo que podem eleger seus parlamentares para atuar na política nacional da nação religiosa e etnicamente diversa. Festividades das comunidades minoritárias como o Ano Novo Persa ou ''Nowruz'' e o Natal cristão são publicamente celebradas.



O Paquete Infante D. Henrique.

 O Paquete Infante D. Henrique.

Um levantar do véu da sua história
O paquete "Infante D. Henrique" realizou o seu último cruzeiro ao Funchal de Dezembro de 1976 a 3 de Janeiro de 1977, ficando fundeado no mar da Palha até Maio de 1977, ano em que o GAS (Gabinete da área de Sines) o adquiriu para acomodar alguns dos milhares de trabalhadores do complexo da área de Sines. Foi colocado numa lagoa artificial tornando-se uma presença bizarra e cara por terras alentejanas, degradando-se rapidamente.
Ao contrário do que acontecera a outros navios portugueses, cujo o fim era Kaohsiung, o cemitério de navios para a sucata, na Ilha Formosa, no ano de 1986, com o crescimento do mercado de cruzeiros no mundo, o armador grego George Potamianos adquiriu-o e transformou-o num paquete de luxo. Totalmente renovado interiormente, mantendo as linhas clássicas, o navio chegou a Lisboa em 1988, com o nome de «Vasco da Gama».
Potamianos fez renascer este navio que, durante seis anos, realizou cruzeiros nas Caraíbas e deu a volta ao mundo por diversas vezes. Continuou a ser motivo de admiração e registo em qualquer porto a que aportava.
Em 1994, foi vendido à Premier Cruises, companhia americana, para cruzeiros nas Caraíbas. No ano 2000, ficou sedeado na Europa, em Barcelona, para cruzeiros no Mediterrâneo, mas sem grande sucesso, devido á forte concorrência de outras companhias, como a Costa Crociere, o que provocou, uma vez mais, a sua imobilização. Por falência da companhia e por ordem da Autoridade do Porto de Barcelona, o navio ficou arrestado nesse mesmo ano. O seu último comandante foi Amadeu Albuquerque.
Durante três anos permaneceu acostado ao molhe norte do porto de Barcelona aguardando que alguém novamente o pusesse a navegar pelos quatro cantos do mundo ou simplesmente o adquirisse para o tornar num ex-libris. Encontrava-se em excelentes condições podendo assim navegar por mais uns 40 anos, mas a má sorte bateu de vez à porta.
Foi vendido para sucata e desmantelado na China em 2004.






O EUROTÚNEL...

 O EUROTÚNEL...

é um dos mais grandiosos projetos de infraestrutura do continente europeu.
O Eurotúnel é um túnel ferroviário submarino com 50,5 quilômetros de extensão, cuja ferrovia proporciona acesso entre França e Inglaterra, atravessando uma barreira geográfica entre os dois territórios, o Canal da Mancha. A viagem tem duração de 35 minutos, com velocidade média de 160 quilômetros por hora.
Inaugurado em 1994, o Eurotúnel foi financiado por franceses e britânicos, com custo de aproximadamente 16 bilhões de dólares.



1/01/1905: primeiro jogo do Sport Lisboa

 1/01/1905: primeiro jogo do Sport Lisboa

Foram 10 meses de preparação (29 treinos) para o pontapé de saída no primeiro dia de 1905, pelo meio-dia, no Campo das Salésias, ante o GS Campo de Ourique.
Sem a águia no peito, mas já vestidos de vermelho e branco - camisolas encarnadas, calções brancos e meias pretas, os pioneiros do nosso clube venceram por 1-0.
Presume-se que a equipa do Grupo Lisboa terá jogado num muito comum à época 2-3-5, com Pedro Guedes na baliza, José da Cruz Viegas (tido como o mentor das cores do equipamento) e Emílio Carvalho na retaguarda de Fortunato Levy, César de Melo e António Couto; na linha avançada, quatro fundadores – António Rosa Rodrigues, Raul Empis, Carlos França e José Rosa Rodrigues (o primeiro presidente) –, mais Silvestre Silva, o autor do golo solitário.
Escreve Alberto Miguéns, no seu Em Defesa do Benfica, que "o jogo era aguardado com expectativa nos meios futebolísticos de Lisboa, sendo anunciado na imprensa com destaque. O Grupo Sport Lisboa (abreviado para Grupo de Lisboa ou apenas Lisboa) estreava-se e apresentava alguns jogadores muito conceituados no círculo restrito dos desportistas da Capital, sendo mesmo capitaneado por António Couto o que era já um bom indicador. E o Grupo do Campo de Ourique com “nome feito” pelas vitórias que alcançara apresentava jogadores habituados a vencer.
Durante o jogo “houve fases interessantíssimas, que conservaram as inúmeras pessoas que assistiam ao desafio em constante ansiedade, pois que, jogando os dois grupos com denodo, ninguém sabia a quem caberia o triunfo. Belo desafio, na verdade, que mais uma vez confirmou os créditos já firmados dos jogadores dos dois grupos.”(Jornal da Noite, em 2 de Janeiro de 1905)
A vitória do nosso clube foi saudada pois era uma estreia prometedora. Logo no primeiro jogo arriscara-se um desafio com um clube de prestígio e o Clube saiu-se muito bem! Muitíssimo bem! A estratégia dos atletas – treinar para consolidar a equipa - começava a revelar-se acertada. A integração de jogadores casapianos consagrados foi uma ideia brilhante!"



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Our resistance to change

 “Unless you are a monastic, your life is probably characterized by a lot of resistance, especially to change,” Arthur C. Brooks wrote in April. Even the most adventurous people are susceptible to this, because change almost always means an uncertain or challenging future. Luckily, there are ways to figure out what’s holding you back—and ways to find release from those restraints.

Researchers have found that our resistance to change is rooted in at least four sources: routine seeking, emotional reaction to imposed change, a short-term focus, and a reluctance to rethink things. Scholars have also argued that change-resistance can be epigenetic—a trait that becomes heritable by modifying how genes are expressed at a cellular level.
“This helps explain why most people naturally resist change—whether that change involves becoming single even when a relationship has gone south, remaining in a job that bores you, or staying put in a city you haven’t liked for years,” Brooks continued. “And that also explains why, as natural as change-resistance is, it tends not to improve your happiness.”
There are, however, ways to tackle situations where resistance feels natural but is lowering the quality of your life. One method is to focus on process, not outcome. “Resisting an outcome you probably have little control over will make you miserable,” Brooks wrote. “So, instead, allow yourself to work on the processes that you can control more, and you will feel better.”
Another way to curtail resistance is to practice mindful absorption. “This will improve your performance and reduce your stress,” Brooks continued. “Say, for example, that your romantic relationship is in trouble: Shelve your fear that your partner might leave you at some future date, and instead be mindful of your role in the relationship today and what you can do to make it better.” Being fully present and attentive as a partner, Brooks wrote, “gives you a better chance of success—if not in this relationship, then in your next one.”



Visitação - uma aposta da Relógio d' Água!

 Uma propriedade arborizada junto a um lago em Brandeburgo, nos arredores de Berlim, está no centro deste romance. Abrangendo mais de cem anos de história alemã — do século XIX à República de Weimar, da Segunda Guerra Mundial à República Democrática Alemã, e, por fim, à reunificação e às suas consequências —, Visitação apresenta a vida de doze pessoas que procuram fazer deste pequeno e mágico refúgio o seu lar.

O romance penetra no quotidiano da casa, narrando as paixões e os destinos dos seus habitantes. Melancólico e poético, Visitação compõe um mosaico literário do último século, abrindo feridas e oferecendo momentos de reconciliação.
“Entre os romancistas mais sofisticados e poderosos que temos.” [The New York Times]
“A capacidade de envolvimento emocional que Erpenbeck consegue criar em tão poucas páginas é prova da sua mestria.” [Michel Faber, The Guardian]
“Uma narrativa minuciosa. Uma exploração do tempo, da memória e da história.” [The New Yorker]



A instalação e inauguração do Santuário de Nossa Senhora da Paz

 Neste Dia Mundial da Paz, trazemos à memória a instalação e inauguração do Santuário de Nossa Senhora da Paz.

Este monumento, que totaliza cerca de 25 metros de altura, num projeto do arquiteto Emanuel Ribeiro e com peça escultórica de José Pereira, está localizado no Terreiro da Luta, na freguesia do Monte. Foi erguido na sequência do bombardeamento do Funchal na I grande Guerra.
Efetivamente, a capital da Madeira foi atacada por um submarino alemão no dia 3 de dezembro de 1917, resultando em grandes danos materiais em terra e no afundamento da canhoneira da marinha francesa “Surprise”, do vapor “Dacia” e ainda do navio de transporte de submarinos “Kanguroo”. No dia 17 desse mês, novo submarino alemão detona cerca de 50 obuses contra alvos em terra, causando o pânico geral e ditando um posterior recolher obrigatório e uma política de escuridão total pela noite, até ao final desse conflito bélico.
O constante sobressalto e receio pela vida, levou à promessa do pároco do monte, padre José Marques Jardim, de erguer um monumento em caso de paz, o que veio a se suceder no dia 14 de agosto de 1927, numa ação incluída no programa de celebração do Dia de Nossa Senhora do Monte. A cerimónia da bênção da imagem foi conduzida pelo Bispo do Funchal, D. António Manuel Pereira Ribeiro.
O rosário que ornamenta a base do Santuário de Nossa Senhora da Paz, tem grande valor simbólico não só religioso, como também histórico. Incorpora vários elos das correntes dos navios supracitados, que foram carregados às costas de devotos, que seguiram em procissão, desde a baía do Funchal até ao seu destino final.



O voo comercial regular mais curto do mundo

 Entre duas ilhas do arquipélago de Orkney, na Escócia, acontece o voo comercial regular mais curto do mundo. A rota liga Westray a Papa Westray, cobre apenas 2,7 quilómetros e dura cerca de 80 segundos. Em dias com vento favorável, o trajeto pode ser feito em apenas 47 segundos — tempo quase insuficiente até para apertar o cinto de segurança.

Mesmo extremamente breve, o serviço opera como um voo comercial completo, com bilhetes vendidos e horários regulares. A curiosidade transformou a rota em atração turística, atraindo entusiastas da aviação de várias partes do mundo. O pequeno avião turboélice voa tão baixo e por tão pouco tempo que muitos passageiros brincam que daria quase para nadar entre as ilhas.
Em operação contínua desde 1967, o voo é mais do que uma curiosidade: trata-se de um elo essencial para as pequenas comunidades locais, oferecendo uma alternativa rápida aos ferries, que podem levar muito mais tempo dependendo das condições do mar.



Quarenta e seis anos depois

 Quarenta e seis anos depois resta a memória de um dos mais violentos sismos ocorridos no arquipélago açoriano.

O evento ocorreu às 15:42 horas e teve uma magnitude 7,2 na escala de Richter. Causou 71 vítimas mortais (51 na ilha Terceira e 20 na de São Jorge) e mais de 400 feridos.
Danificou mais de 15 500 edifícios o que originou cerca de 15 000 desalojados.



A felicidade não é igual para toda a gente

A felicidade não é igual para toda a gente, porque cada um de nós tem a sua forma de ver a vida. No entanto, e precisamente porque não é igual para toda a gente, não se esgota, alimenta-se. A felicidade é uma atitude perante o que nos vai acontecendo e que nós vamos aprendendo a conhecer com o tempo. Na verdade, os anos que vão passando são como irmãos mais velhos que nos ajudam a crescer e a desenvolver a sabedoria que só o tempo nos permite. Precisamos de calma num mundo em constante correria, precisamos de silêncio num mundo em insistente ruído, precisamos de flores num mundo cada vez menos natural, precisamos de tranquilidade num mundo cada vez mais instável, precisamos de magia num mundo cada vez mais avesso aos sonhos. Felicidade é sabermos o que nos faz felizes e arranjar um bocadinho, todos os dias, para nos sentirmos inteiros: um livro, um chá, uma caminhada, um poema, uma canção, um perfume, uma açorda, uma madrugada ou uma lua cheia.

Feliz 2026 para nós 




Romã: símbolo grego de sorte no Ano Novo

 Romã: símbolo grego de sorte no Ano Novo

Quebrar uma romã no primeiro dia do Ano Novo é um antigo costume grego que perdura até hoje, pois esta fruta é considerada um símbolo de vida e sorte.
Os antigos gregos acreditavam que as sementes rubi da romã simbolizavam abundância, possivelmente por causa de sua quantidade. Elas também representavam fertilidade, eternidade e sorte.
Atualmente, segundo a tradição ortodoxa grega, na véspera do Ano Novo, a família se reúne na rua, e, quando o relógio marca a meia-noite, uma romã é arremessada contra a porta da casa. Quanto mais sementes se espalharem pelo chão, mais próspero será o Ano Novo.
Outra tradição ocorre no primeiro dia do ano. Quando os membros da família vão à igreja para participar da Divina Liturgia de São Basílio de Cesareia e celebrar o Ano Novo, o chefe da família leva consigo uma romã para abençoá-la. Ao retornar para casa, ele bate à porta, tornando-se a primeira pessoa a entrar na residência no novo ano. Em seguida, ele quebra a romã diante da porta ou contra ela, fazendo um pedido para que as sementes suculentas e abundantes encham o lar de saúde e felicidade — e tragam tantas alegrias quanto o número de sementes da fruta.
Diversas descobertas arqueológicas comprovam que a romã era conhecida no Mediterrâneo desde a antiguidade, como retratado na arte clássica.
Na ilha grega de Milos, em Filacopi, romãs foram representadas em urnas. Em Akrotiri, em Santorini, escavações revelaram urnas decoradas com motivos de romãs.
Na ilha de Creta, a fruta aparece em pinturas da cultura minoica do século XVII a.C. Já em Micenas, foi encontrado um belo colar com motivos de romãs douradas.
O Museu Arqueológico Nacional de Atenas preserva uma magnífica romã de bronze encontrada na Acrópole.
Foto: bela ânfora de vidro helenística em forma de romã. Século II a.C. - Século I d.C.