Romã: símbolo grego de sorte no Ano Novo
Os antigos gregos acreditavam que as sementes rubi da romã simbolizavam abundância, possivelmente por causa de sua quantidade. Elas também representavam fertilidade, eternidade e sorte.
Atualmente, segundo a tradição ortodoxa grega, na véspera do Ano Novo, a família se reúne na rua, e, quando o relógio marca a meia-noite, uma romã é arremessada contra a porta da casa. Quanto mais sementes se espalharem pelo chão, mais próspero será o Ano Novo.
Outra tradição ocorre no primeiro dia do ano. Quando os membros da família vão à igreja para participar da Divina Liturgia de São Basílio de Cesareia e celebrar o Ano Novo, o chefe da família leva consigo uma romã para abençoá-la. Ao retornar para casa, ele bate à porta, tornando-se a primeira pessoa a entrar na residência no novo ano. Em seguida, ele quebra a romã diante da porta ou contra ela, fazendo um pedido para que as sementes suculentas e abundantes encham o lar de saúde e felicidade — e tragam tantas alegrias quanto o número de sementes da fruta.
Diversas descobertas arqueológicas comprovam que a romã era conhecida no Mediterrâneo desde a antiguidade, como retratado na arte clássica.
Na ilha grega de Milos, em Filacopi, romãs foram representadas em urnas. Em Akrotiri, em Santorini, escavações revelaram urnas decoradas com motivos de romãs.
Na ilha de Creta, a fruta aparece em pinturas da cultura minoica do século XVII a.C. Já em Micenas, foi encontrado um belo colar com motivos de romãs douradas.
O Museu Arqueológico Nacional de Atenas preserva uma magnífica romã de bronze encontrada na Acrópole.
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