quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Há três leis que nunca falham...

 "Às vezes, diante das injustiças, a gente tende a questionar tudo... fica tentando encontrar lógica onde parece só existir caos. Mas no fundo, a vida tem sua própria matemática, que não erra. Há três leis que nunca falham...

A da atração, que aproxima o que vibra na mesma frequência que a gente. A do retorno, que devolve ao coração exatamente aquilo que ele semeia no mundo. E a da colheita, que não permite que ninguém colha algo diferente do que plantou.
E é aí que o coração precisa aprender a confiar. Porque por mais que o tempo doa, por mais que as situações pareçam injustas, a vida sempre encontra um jeito de equilibrar a balança. Mais cedo ou mais tarde, cada gesto, cada palavra, cada silêncio… tudo volta. Nada se perde.
Então, talvez a maior prova de amor-próprio seja continuar escolhendo semear o bem, mesmo quando parece que o mal vence. Porque a vida observa em silêncio, e um dia, no tempo certo, a colheita chega… e quando chega, vem como um abraço que cura, como um reencontro que dá sentido a tudo. Ou com o peso da cobrança divina."



A viagem de comboio mais longa do mundo

 A viagem de comboio mais longa do mundo abrange 18.755 km e pode durar até 21 dias sem parar, começando em Lagos, Portugal, e culminando no Estreito de Singapura.

Este longo percurso atravessa 13 países, incluindo Portugal, França, Rússia, China, Laos, Tailândia, Malásia e Singapura.
Ao longo do trajeto, são feitas paragens obrigatórias em cidades como Lisboa, Paris, Moscovo, Pequim, Bangkok e Kuala Lumpur, entre outras.
Apesar da sua duração e da necessidade de transbordos em algumas paradas, esta viagem oferece uma opção mais sustentável em comparação com os voos!




LIDERANÇA FEMININA - Helena Sacadura Cabral

 LIDERANÇA FEMININA

Liderança feminina não respeita apenas a “mulheres ocupando lugares de poder”. Esses cargos (chefia, direção, presidência etc.) são espaços onde a liderança pode ser exercida, mas a liderança feminina vai muito além deles.
Assim:
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Não se restringe ao cargo: mulheres exercem liderança também em espaços informais – na família, em comunidades, em movimentos sociais, em projetos coletivos, mesmo sem o título de “chefe”.
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Envolve estilo e perspetiva: muitas vezes associa-se à liderança feminina características como cooperação, escuta ativa, empatia e visão de cuidado, embora tais qualidades não sejam exclusivas das mulheres.
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Tem dimensão política e social: ocupar espaços de poder formal é importante, mas a liderança feminina também está ligada a quebrar barreiras estruturais (machismo, desigualdade de oportunidades, estereótipos de género).
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É diversa: não existe um único jeito de liderar, sendo mulher. Há diferentes estilos, trajetórias e contextos.
Então, talvez possamos dizer que a liderança feminina não se resume a ocupar cargos de poder formal.
Ela está profundamente ligada ao poder de influenciar, de mobilizar pessoas e de transformar mentalidades e práticas sociais. Nesse sentido, não se mede apenas pela posição hierárquica, mas pela capacidade de provocar mudanças, abrir caminhos e inspirar novas formas de pensar e agir.


Um marco da minha infância!

 A série de animação 'Os Flintstones', criada por William Hanna e Joseph Barbera, estreou nos Estados Unidos a 30 de setembro de 1960. Foi a primeira série de animação exibida em horário nobre na televisão norte-americana e tornou-se um marco da cultura popular.




domingo, 28 de setembro de 2025

Separar o trigo do joio

 Separar o trigo do joio. Separar o prioritário do acessório. Separar o útil do supérfluo. Separar o são do podre. Separar o profundo do superficial. Separar o valor do preço. Separar o esforço do forçado. Separar a sinceridade da hipocrisia. As lágrimas sinceras das lágrimas de crocodilo. Separar a qualidade da quantidade. Separar o dizer do significar. Separar as oportunidades do oportunismo. Separar os elogios da bajulação. Separar o que vale a pena do que dá pena. Separar a dádiva da esmola. Separar a essência do rótulo. Separar o colorir do manchar. Separar o servir da serventia. Separar a magia dos truques. Separar o que dá luz e o que só quer brilho. Separar a água do lodo. O insignificante do importante. E o que sobra do que nos basta.




The Ocean Cleanup

 Um aspirador oceanico flutuante de 600 metros, criado por engenheiros holandeses no projeto The Ocean Cleanup, já removeu toneladas de lixo do Pacífico. Funcionando como uma barreira em U movida por correntes, captura de redes a microplásticos. A meta é ousada: reduzir em 90% a poluição plástica até 2040, salvar milhões de animais marinhos e proteger a saúde humana.




O Muro Verde do Japão contra Tsunamis

 O Muro Verde do Japão contra Tsunamis

🌊🌲
Após os devastadores tsunamis que marcaram a história recente, o Japão decidiu investir numa solução grandiosa e sustentável para proteger sua costa. O país construiu um muro de 395 km de extensão, projetado para conter a força destrutiva das ondas gigantes. Mas o diferencial desse projeto não está apenas no concreto: ao longo da barreira, foram plantadas cerca de 9 milhões de árvores, transformando a obra numa defesa movida pela própria natureza.
A ideia é que a floresta atue como uma camada adicional de proteção, ajudando a reduzir a velocidade da água e a absorver parte da energia das ondas, além de preservar a biodiversidade da região. Essas árvores criam um ecossistema capaz de beneficiar não só o meio ambiente, mas também as comunidades locais, oferecendo sombra, qualidade do ar e um símbolo vivo de resiliência.
Esse muro verde representa mais do que uma engenharia de defesa, é uma aliança entre tecnologia e natureza, mostrando como o Japão aposta em soluções inovadoras e sustentáveis para enfrentar os desafios do futuro.





Mudar de vida sem ser por vontade própria - Helena Sacadura Cabral

 Mudar de vida sem ser por vontade própria

Sempre que fiz mudanças de vida, foi por vontade própria. Chegou a altura de ir fazer uma mudança que preferia não ter de fazer. Mas interiorizei e refleti assim.
Nem sempre as mudanças chegam como fruto de uma escolha consciente. Às vezes, a vida nos obriga a trilhar caminhos que nunca imaginamos percorrer. Uma demissão inesperada, o fim de um relacionamento, um acidente, uma perda, uma crise económica, uma doença — situações que não pedem permissão para entrar. É como se o chão conhecido desaparecesse debaixo dos pés, e fôssemos empurrados para um território desconhecido.
No início, há resistência. É natural sentir medo, raiva ou tristeza quando a mudança não nasce da nossa vontade. O que era estável se rompe, e o futuro se torna um borrão. Mas, por mais duro que pareça, é nesses momentos que a vida revela uma outra face: a de que se não temos controle total sobre tudo, ainda podemos escolher como reagir.
Adaptar-se não significa aceitar passivamente. Significa olhar para a nova realidade com honestidade, reconhecer as perdas e, aos poucos, construir algo diferente a partir delas. Mesmo as mudanças impostas podem carregar sementes de crescimento. Às vezes, o que hoje parece uma rutura pode, no futuro, ser lembrado como o ponto de viragem que nos levou a um lugar melhor.
Mudar sem querer não é apenas um desafio — é também um convite para rever valores, para descobrir forças escondidas, para encontrar novas possibilidades. Não é um caminho fácil, mas é um caminho que pode revelar quem realmente somos quando tudo muda. É o que vou fazer!

Helena Sacadura Cabral

Annie Ernaux

 Annie Ernaux, com uma carreira literária de mais de cinquenta anos e laureada com o Prémio Nobel da Literatura, partilha o seu percurso, os seus métodos e o olhar atento sobre o mundo que guia a sua escrita.

Neste relato introspetivo, a autora revela como transforma experiências pessoais em mensagens universais e reflete sobre a força da palavra e a profundidade do pensamento.
A voz de uma vida dedicada à escrita, agora partilhada com todos.



Uma revolução nos transportes e na mobilidade

 A 27 de setembro de 1825, a linha ferroviária entre Stockton e Darlington tornou-se a primeira do mundo a transportar passageiros e cargas com uma locomotiva a vapor. O feito marcou o início de uma revolução nos transportes e na mobilidade.

🚂


Nunca tivemos tantas receitas para tudo!

 Nunca tivemos tantas receitas para tudo e mais alguma coisa, receitas essas rápidas, imediatas, de pouco investimento que prometem uma vida revolucionária. É simples! Nunca tivemos tantos profissionais de saúde a vender estratégias e fórmulas, tanto investimento na estética para as gerações mais novas, tanta valorização da imagem e da aparência. E talvez esteja tudo certo e haja espaço para tudo, quando a intenção é ajudar e não só vender, ser conhecido ou ser visto como um guru de determinados temas, assuntos ou áreas. Nunca se chorou tanto com uma câmara na mão para gravar, nunca se partilhou tanto a casa, os filhos, os clientes e pacientes e a intimidade para mostrar como chegar a esse sucesso com beleza filtrada e harmonização, que promete leveza mas que às vezes só traz peso, comparação, prisão e um viver com um espelho ou um telemóvel na mão. Centrados na premissa das pessoas comprarem o que veem, começamos a confundir viver-se com partilhas sem limites nas redes sociais. Vendemos profundidade mas talvez estejamos mais supérfluos do que nunca, mais auto-centrados num ego que cresce pelo prisma do sucesso pelo algoritmo e da aparência. Não importa o que se traz por dentro, importa o que se mostra para fora. Talvez tudo isto seja só uma crise gestacional ou geracional, não sei, mas sei que a leveza não se compra com fórmulas, de forma rápida e sem um olhar profundo sobre quem somos, onde estamos, o que nós dói e como dói, para onde queremos ir e com quem. Com tempo e sem câmaras constantes. E serão de todas estas perguntas que nascerá a verdadeira beleza, aquela que nos faz sentir bem, serenos e com amor. E quando o trabalho interno está alinhado com tudo isto, então estaremos a construir saúde mental, que não virá de nenhum sucesso de algoritmo ou estratégia rápidas, mas de um autocuidado que passa essencialmente pelo carinho com que cuidamos de nós e dos outros, pelo respeito pelo que expomos, de nós e dos nossos, sem câmaras, reels e vídeos.

Diana Gaspar