sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Miguel Esteves Cardoso a propósito de outros "Dias das Bruxas"!

 

Sustos de ano inteiro

Mais medonha do que os cenários de terror que acompanham a noite das bruxas, é a ingratidão: o esforço concertado dos seres humanos para destruir o planeta que lhes dá tudo o que precisam para viver.

Na New Yorker, o monstro da semana é a lampreia. Aí se dá conta dos rios de dinheiro e de veneno que são necessários para matar as comilonas das lampreias. E entrando directamente para o primeiro lugar na tabela das palavras novas para Novembro está “lampricida”. A reportagem de Katie Thornton é séria, mas consciente do potencial humorístico destes chupistas muito mais antigos do que os dinossauros. Daí o título ao estilo do semanário nazi Der Sturmer: The Feds Who Kill Blood-Sucking Vampires.

Um dos maiores crimes das lampreias é comer as trutas que os americanos tanto gostam de pescar e comer. Atente-se ao poder inamovível da cultura: em Portugal seríamos capazes de matar as trutas para salvar as lampreias.

Aqui, a lampreia está cada vez mais cara. Já nos EUA está cada vez mais cara de exterminar. Porque é que não trocamos cem mil toneladas da nossa maior praga (o lagostim do rio) por cem mil toneladas da maior praga deles (a lampreia)? Se fosse preciso, pagaríamos também um suplemento de truta salmonada.

Felizmente, o terror das invasões — sem as quais não passam os filmes de terror — tem sempre um lado paradoxal. As pragas de mexilhão, por exemplo, têm uma vantagem: deixam a água muito limpinha, servindo até para a desintoxicar.

Será desta água limpinha que as lampreias tanto gostam?

Os meus amigos peruanos e mexicanos riem-se muito a falar da maneira como nós, europeus, fugíamos das batatas e dos tomates, convencidos de que nos queriam envenenar.

Não será a mesma coisa com o lagostim do rio, e outras indesejadas criaturas marinhas? A solução não será comer e calar? Ou, pelo menos, comer a maior quantidade possível e converter o resto em douradinhos? E que tal secá-los, e comê-los ao jeito do bacalhau?

Aposto que não é mau.

Did you know Halloween’s spooky fun is truly Made in Europe?

 Did you know Halloween’s spooky fun is truly Made in Europe?

🎃
From the ancient Celtic festival of Samhain to today’s glowing pumpkins and costumes, this tradition carries centuries of magic.
Over 2,000 years ago, the Celts marked the end of harvest and the start of winter, believing spirits could cross into our world. To keep them away, they lit bonfires, wore costumes, and offered food. These spooky traditions evolved into the Halloween we know today.
Whether you’re carving pumpkins or trick or treating, you’re celebrating beautiful, deep-rooted European heritage.
Happy Halloween!
👻🍂🕯





segunda-feira, 27 de outubro de 2025

O Captain! My Captain - Walt Whitman

 


A revolutionary gel that can regrow joint cartilage

 Scientists in Germany have developed a revolutionary gel that can regrow joint cartilage without the need for implants or surgery. This breakthrough offers new hope for people suffering from joint pain, arthritis, or cartilage degeneration, providing a non-invasive solution to restore mobility and reduce discomfort.

The gel works by stimulating the body’s natural cartilage regeneration processes, encouraging damaged joint tissue to heal and rebuild over time. Unlike traditional treatments, which often involve invasive procedures or artificial implants, this innovative therapy harnesses the body’s own healing mechanisms for effective and long-lasting results.
Early studies show promising outcomes, with patients experiencing improved joint function, reduced pain, and increased flexibility. Experts believe that this gel could transform orthopedic care, potentially reducing the need for surgeries and enhancing quality of life for millions worldwide.
This advancement highlights the power of regenerative medicine and its potential to provide natural, less invasive solutions for chronic joint issues. Regular consultation with medical professionals is essential to ensure safe and effective treatment.