sexta-feira, 24 de outubro de 2025

A criação de nanobós

 Uma nova era da medicina desponta com a criação de nanobós pequenos o suficiente para navegar na corrente sanguínea humana. Cientistas desenvolveram robós microscópicos capazes de atingir e administrar medicamentos diretamente em células cancerígenas, reduzindo efeitos colaterais e aumentando a precisão dos tratamentos.

Esses nanobós são guiados por campos magnéticos e programados para reconhecer tipos celulares específicos, libertando o medicamento apenas onde é necessário. Isso preserva as células saudáveis - um avanço que pode revolucionar a quimioterapia e a medicina personalizada.
No futuro, os nanobós podem realizar microcirurgias, reparar tecidos ou monitorar doenças em tempo real.
Não é mais ficção científica - é ciência na sua forma mais diminuta e poderosa.



Mural de arte urbana

 Lisboa tem um novo mural de arte urbana, inspirado na emblemática figura da mitologia grega Medusa.

Conhecida por transformar a beleza em terror e os homens em pedra, é hoje um símbolo feminista perpetuado no mural MEDUSA x PADRÃO, da autoria da dupla espanhola PichiAvo e do português Add Fuel.
Partindo do mito e da matéria, o projeto funde a grandiosidade da antiguidade clássica com a riqueza da tradição azulejar portuguesa, refletindo como o passado é continuamente reinterpretado no presente.
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Um projeto da Underdogs10 com o apoio da Galeria de Arte Urbana | GAU para visitar na Rua D. Luís I, 12.



Gosto de relações com paixão, com verdade!

 Gosto de relações fortes. Daquelas que não se apagam com o tempo, que resistem às dúvidas e crescem com a entrega.

Relações com carácter, com paixão, com verdade.
Onde há espaço para dizer o que se sente — o “tenho saudades”, o “quero-te”, o “és importante para mim”.
Porque quando isso desaparece… o fogo apaga-se.
Fica uma relação morna, desequilibrada, onde um trava e o outro sente a ausência.
Mas os sentimentos não se travam. Ou se vivem… ou não existem.
Eu escolho sempre viver — com intensidade, desejo e um olhar posto no futuro.



Sofia Tolstaya

 For nearly five decades, Sofia Tolstaya was the indispensable force behind Leo Tolstoy, performing a multitude of roles that extended far beyond that of a wife. She was the essential infrastructure that supported his literary genius, acting as his primary copyist, editor, and archivist. Tolstoy's drafts were chaotic and nearly illegible, and Sofia famously copied the entire 1,200-page manuscript of War and Peace by hand at least seven times as he revised it, performing this meticulous work late at night after managing her daytime duties.

Her contributions were also the foundation of their financial and domestic life. She single-handedly managed all family finances, negotiated with publishers, protected copyrights, and ensured the commercial success of Tolstoy's books, providing the stability that allowed him the freedom to write. Simultaneously, she bore 13 children, raised the 8 who survived, and managed their large estate, creating the organized domestic space necessary for his work.
However, their partnership fractured tragically in Tolstoy's later years. His radical spiritual shift, which led him to renounce his property and wealth, created an unbearable conflict with Sofia, who was pragmatically safeguarding their children's future. She was cast as the materialistic villain obstructing his path to sainthood, a caricature that history long perpetuated. This conflict ended in 1910 when the 82-year-old Tolstoy fled home and died at a remote railway station, with his followers initially barring Sofia from his deathbed—a final, cruel symbol of how her decades of partnership were erased.
Today, history is correcting the record. Through her detailed diaries, we see a brilliant, complex woman. She did not write the novels, but she transformed his brilliant chaos into the polished masterpieces we know. In essence, while Tolstoy was the creative genius, Sofia was the organizational genius who made his work possible, and her story is no longer a footnote but a crucial chapter in understanding how great art is truly made.



A prática das gorjetas

 A prática das gorjetas teve origem na Europa medieval, entre nobres e aristocratas, como forma de agradecer aos criados por pequenos serviços. O termo vem do francês pourboire (“para beber”).

No século XVII, em Inglaterra, a tradição espalhou-se por tabernas e cafés, onde os clientes deixavam moedas “to insure promptness” (para garantir rapidez) — expressão que deu origem à sigla T.I.P., de onde deriva o termo inglês tip (gorjeta).
No século XIX, o costume chegou aos Estados Unidos, levado por viajantes europeus ricos. Após a Guerra Civil, a gorjeta foi usada para evitar o pagamento de salários justos a trabalhadores negros, tornando-se símbolo de exploração laboral.
Durante os séculos XX e XXI, a gorjeta tornou-se prática comum em muitos países, especialmente nos EUA e Canadá (10%–20%). Em países como o Japão ou a Islândia, é pouco habitual ou até malvista. Na Europa e na América Latina, é geralmente opcional, variando entre 5% e 10%, e pode já vir incluída na conta.
Atualmente, continua a ser tema de debate laboral, por muitas vezes substituir parte do salário e contribuir para desigualdades no trabalho.



quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Christmas markets by train

 This holiday season, Italy is making festive travel extra special! FS Treni Turistici is launching a festive night train called “Espresso Monaco”, connecting Rome to Munich to explore the city’s famous Christmas markets.

The night train departs Rome on 5 and 12 December at 19:57 from Roma Termini and arrives in Munich the next day at 13:00. Return trips are on 7 and 14 December, leaving Munich at 13:40 and reaching Rome at 06:33. Along the way, the train stops at picturesque towns including Verona, Trento, Bolzano, Innsbruck, and more.
Passengers can enjoy a magical onboard experience with Christmas-themed decorations, festive music, bar and restaurant services, and even a small gift for each traveler. It’s the perfect combination of comfort, adventure, and holiday cheer, an ideal way to experience Europe’s festive spirit without the stress of airports or driving.



Os guardas nazis

 Os guardas nazis mais cruéis descobriram uma forma de tortura que ia além da dor física — uma violência que buscava destruir o que havia de mais sagrado no ser humano: o espírito.

Não bastava matar corpos. Era preciso apagar nomes, memórias e sonhos — reduzir pessoas a sombras sem passado nem futuro.
Ao chegarem aos campos, os prisioneiros eram despidos, raspados, numerados. Cada tatuagem era uma sentença: já não eram humanos, mas inventário. A identidade dissolvia-se junto ao frio, e a dignidade virava cinza antes mesmo da morte.
A brutalidade era arbitrária. As execuções aconteciam por qualquer motivo — ou por nenhum.
Cada corpo caído tornava-se um aviso silencioso: não há fuga, não há justiça, não há amanhã.
A fome devorava o raciocínio, o trabalho forçado destruía o corpo, e o tempo perdia sentido.
No meio da lama e o grito dos que já não tinham voz, a vida resumia-se a um único verbo: resistir.
E ainda assim, alguns o fizeram.
Porque, mesmo quando o mundo tenta apagar o humano, há sempre uma centelha que insiste em permanecer acesa —
a lembrança de um nome, o eco de uma prece, o olhar de quem se recusa a esquecer.
Enquanto houver alguém capaz de se lembrar, a desumanização jamais será total.




“O Aniversário”

 Um romance poderoso sobre o silêncio, a dor e a ruptura familiar, que se destaca pela contenção emocional e força narrativa.

"Bajani mostra capacidade de explorar as emoções de forma contida mas poderosa, com uma prosa incisiva capaz de analisar, minuciosamente, as dores dos personagens. Mergulhando nas profundezas de uma relação familiar marcada pela disfunção e pelo trauma, traz a nu os efeitos do abuso emocional e da ausência de afecto, mostrando como o silêncio pode ser tão destrutivo quanto a violência explícita. Mesmo já autónomo e fisicamente distanciado da realidade traumática, o protagonista revisita o passado como quem percorre um campo minado, tentando entender o que restou de si após a ruptura. “O Aniversário” não oferece respostas fáceis, mas permanece na mente muito depois de virada a última página."



Viajar de comboio

 Viajar de comboio é uma lição de humildade. Entramos com a ilusão de saber para onde vamos, mas o movimento depressa nos desmente. As estações passam como capítulos mal pontuados: umas deixam marcas, outras são apenas nomes que não voltamos a pronunciar. E tu, sentado à janela, percebes que o vidro é um espelho disfarçado. O que vês lá fora é o reflexo do que deixaste para trás , pessoas, pressas, planos que o tempo arquivou.

O comboio tem essa honestidade que a vida raramente concede: não espera por ninguém, mas também não julga quem chega atrasado. Vai. Sempre. E tu, que o acompanhas, aprendes a medir o tempo pela cadência das rodas e não pelos relógios. Há uma espécie de sabedoria nesse andamento constante , o reconhecimento de que tudo o que é verdadeiramente importante acontece entre uma paragem e outra.
No fundo, viver é isto: olhar pela janela, saber que o destino pode mudar e, ainda assim, não sair do lugar. Porque às vezes o melhor da viagem é o próprio caminho , e a lucidez tranquila de quem sabe que não há regresso, só continuação.





Descoberta japonesa

 A descoberta japonesa que pode mudar o destino da longevidade humana

Um grupo de cientistas japoneses anunciou um avanço que pode redefinir os limites da vida humana. Eles desenvolveram uma substância experimental capaz de prolongar a expectativa de vida para até 250 anos, mantendo vitalidade celular e reduzindo drasticamente o envelhecimento.
O medicamento atua diretamente sobre os telómeros, estruturas nas extremidades dos cromossomas que se encurtam com o tempo e são uma das principais causas do envelhecimento. A nova fórmula contém compostos bioativos inspirados em enzimas regenerativas encontradas em organismos marinhos e em ervas tradicionais do Japão, capazes de restaurar o comprimento dos telômeros e reativar a regeneração celular.
Em testes com ratos e primatas, o fármaco demonstrou melhorias significativas na função cognitiva, muscular e imunológica, além de retardar o aparecimento de doenças degenerativas. Os cientistas acreditam que, em humanos, o mesmo processo poderia duplicar ou até triplicar a longevidade, desde que acompanhado por hábitos saudáveis e uma dieta balanceada.
A pesquisa ainda está em fase de experimentação clínica, mas já desperta enorme interesse global. Para os pesquisadores, esse avanço não é apenas sobre viver mais tempo, é sobre viver com qualidade, lucidez e plenitude por séculos.
Se confirmados os resultados, o Japão pode estar prestes a entregar ao mundo o primeiro passo concreto rumo à extensão radical da vida humana, um feito que transformaria medicina, economia e a própria noção do tempo na Terra.



Elizabeth Cochrane

 Sabia dessa?

✊🔥
Em 1885, uma jovem de 18 anos leu: “Para que servem as mulheres? Para ter filhos e cozinhar.”
Elizabeth Cochrane não aceitou. Escreveu uma resposta corajosa — e nasceu Nellie Bly, pseudónimo de uma mulher que revolucionaria o jornalismo com coragem, verdade e sede de justiça.
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Aos 23, fingiu loucura e foi internada num manicómio para mostrar ao mundo os horrores enfrentados por mulheres esquecidas.
🧠🚨
Sobreviveu a 10 dias de terror e publicou uma reportagem que mudou leis e salvou vidas.
Mais tarde, deu a volta ao mundo em 72 dias, desafiando tudo o que se esperava de uma mulher da época.
🌍🕰️
Correspondente de guerra, inventora, empresária... Nellie nunca pediu permissão para existir — e por isso, vive até hoje em toda mulher que ousa falar alto, escrever com a alma e enfrentar o mundo de cabeça erguida.




O acádio

 A inteligência artificial atingiu um avanço histórico ao decifrar o acádio: pesquisadores da Universidade de Tel Aviv criaram um sistema que traduz diretamente inscrições cuneiformes para o inglês, abrindo acesso a milhares de documentos da antiga Mesopotâmia com notável precisão.

O acádio, usado por babilónios e assírios entre 2700 a.C. e 75 d.C., está inscrito em tabuletas de argila por meio de símbolos complexos. Até agora, sua tradução dependia de especialistas escassos, tornando o trabalho lento; a nova IA emprega redes neurais semelhantes às usadas em tradutores contemporâneos, acelerando muito a interpretação desses textos milenares.
O projeto superou desafios significativos, como fragmentação das tabuletas e sinais com múltiplos significados.
Para contorná-los, o sistema foi treinado com milhares de exemplos e calibrado para reconhecer padrões linguísticos e contextos históricos com alto nível de acerto.
Entre os documentos traduzidos estão cartas administrativas, textos religiosos, registros astrológicos, profecias e obras literárias, que lançam luz sobre crenças, conhecimento científico e o cotidiano na antiga Mesopotâmia.
Além disso, a tecnologia pode facilitar a decifração de outras escritas antigas - como hieróglifos egípcios e Linear B - ampliando os horizontes da arqueologia e da linguística computacional.
Com isso, línguas extintas podem ser recuperadas, possibilitando uma compreensão mais profunda das civilizações que moldaram a história.



Reciclagem e aproveitamento de resíduos

 A Suécia tornou-se uma referência mundial em reciclagem e aproveitamento de resíduos. O país recicla tanto que passou a importar lixo de outras nações para manter suas fábricas de energia a funcionar. Hoje, menos de 4% do lixo sueco vai para aterros, e parte do que sobra é transformada em calor e eletricidade para milhões de lares — um verdadeiro exemplo de sustentabilidade em ação.




Assim iniciou as medições da profundidade do mar... ⚓🌍

 Assim iniciou as medições da profundidade do mar...

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Magalhães e o mistério das águas profundas
No início do século XVI, o mundo era um mapa incompleto, cheio de espaços em branco e oceanos que pareciam infinitos. Foi nesse cenário que surgiu Fernão de Magalhães, o navegador português que ousou provar que a Terra podia ser contornada e que o mar, por mais vasto que fosse, tinha um fundo que o homem podia tentar medir.
Durante sua lendária expedição de 1519, Magalhães e sua frota enfrentaram mares desconhecidos, tempestades, calmarias e o frio cortante das terras austrais. Ao atravessar o estreito que mais tarde levaria seu nome, o Estreito de Magalhães, o comandante sabia que um erro de cálculo poderia significar o fim. Para sobreviver, precisava entender a profundidade das águas que navegava.
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Foi então que se serviu de um antigo método náutico: lançar pesos de ferro ou bolas de canhão presas a longas cordas, marcadas em braças (cerca de 1,8 metro cada). Assim, os marinheiros mediam o quanto o peso demorava a tocar o fundo, estimando a profundidade do mar.
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Esse método era rudimentar, mas representava o que havia de mais avançado em navegação empírica.
Algumas vezes, ao içar o peso de volta, ele vinha coberto de lama, areia grossa ou fragmentos de conchas, pistas sobre o tipo de solo submerso. Essas pequenas amostras ajudavam Magalhães a interpretar o comportamento das correntes, identificar regiões rasas ou perigosas e decidir por onde seguir.
Era uma ciência feita com as mãos, com o tato, com o olhar atento de quem lia o oceano como um livro sem letras.
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Em sua travessia, Magalhães foi o primeiro europeu a cruzar o Pacífico, um mar que ele batizou de “Mar Pacífico”, por suas águas aparentemente calmas após meses de tormentas. E, mesmo sem saber, a sua busca prática por segurança nas rotas marítimas foi o embrião da oceanografia moderna.
Os primeiros a medir a profundidade com pesos, como Magalhães, foram os precursores dos grandes exploradores científicos que, séculos depois, desvendariam as fossas e montanhas do fundo do mar com cabos, ecos e sonares.
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Enquanto hoje medimos o fundo do oceano com satélites e submersíveis, Magalhães o fazia com fé, ferro e coragem, lançando ao abismo o peso de um canhão e esperando, em silêncio, que o mar respondesse.