A inteligência artificial atingiu um avanço histórico ao decifrar o acádio: pesquisadores da Universidade de Tel Aviv criaram um sistema que traduz diretamente inscrições cuneiformes para o inglês, abrindo acesso a milhares de documentos da antiga Mesopotâmia com notável precisão.
O acádio, usado por babilónios e assírios entre 2700 a.C. e 75 d.C., está inscrito em tabuletas de argila por meio de símbolos complexos. Até agora, sua tradução dependia de especialistas escassos, tornando o trabalho lento; a nova IA emprega redes neurais semelhantes às usadas em tradutores contemporâneos, acelerando muito a interpretação desses textos milenares.
O projeto superou desafios significativos, como fragmentação das tabuletas e sinais com múltiplos significados.
Para contorná-los, o sistema foi treinado com milhares de exemplos e calibrado para reconhecer padrões linguísticos e contextos históricos com alto nível de acerto.
Entre os documentos traduzidos estão cartas administrativas, textos religiosos, registros astrológicos, profecias e obras literárias, que lançam luz sobre crenças, conhecimento científico e o cotidiano na antiga Mesopotâmia.
Além disso, a tecnologia pode facilitar a decifração de outras escritas antigas - como hieróglifos egípcios e Linear B - ampliando os horizontes da arqueologia e da linguística computacional.
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