sexta-feira, 24 de outubro de 2025

A prática das gorjetas

 A prática das gorjetas teve origem na Europa medieval, entre nobres e aristocratas, como forma de agradecer aos criados por pequenos serviços. O termo vem do francês pourboire (“para beber”).

No século XVII, em Inglaterra, a tradição espalhou-se por tabernas e cafés, onde os clientes deixavam moedas “to insure promptness” (para garantir rapidez) — expressão que deu origem à sigla T.I.P., de onde deriva o termo inglês tip (gorjeta).
No século XIX, o costume chegou aos Estados Unidos, levado por viajantes europeus ricos. Após a Guerra Civil, a gorjeta foi usada para evitar o pagamento de salários justos a trabalhadores negros, tornando-se símbolo de exploração laboral.
Durante os séculos XX e XXI, a gorjeta tornou-se prática comum em muitos países, especialmente nos EUA e Canadá (10%–20%). Em países como o Japão ou a Islândia, é pouco habitual ou até malvista. Na Europa e na América Latina, é geralmente opcional, variando entre 5% e 10%, e pode já vir incluída na conta.
Atualmente, continua a ser tema de debate laboral, por muitas vezes substituir parte do salário e contribuir para desigualdades no trabalho.



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