sábado, 16 de agosto de 2025

Eça de Queiroz

 Há 125 anos em Paris, morria um dos maiores nomes da literatura portuguesa. Eça de Queiroz, debilitado por uma grave enterocolite. Aos 54 anos, deixava Portugal órfão de um dos seus olhares mais críticos e brilhantes.

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O corpo regressou a Lisboa um mês depois, num cortejo fúnebre com honras de Estado, seguido por milhares entre o Terreiro do Paço e o cemitério do Alto de São João. Décadas depois, os seus restos mortais seriam trasladados para Santa Cruz do Douro, em Baião, e, mais recentemente, voltou a acender-se o debate sobre o seu repouso no Panteão Nacional.
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Diplomata, jornalista e romancista, Eça foi renovador profundo da prosa portuguesa, diplomata e observador mordaz da sociedade. Entre Havana, Newcastle, Bristol e Paris, escreveu a parte mais marcante da sua obra, sempre com um olhar afiado sobre Portugal. A distância deu-lhe a clareza para pintar, com ironia e precisão, os retratos mais fiéis da nossa identidade.
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O Primo Basílio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias são mais do que romances — são retratos vivos das paixões, vícios e contradições do nosso país.
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Ler Eça é perceber que, mesmo 125 anos depois, a sua crítica social continua atual, provocadora e necessária. É confrontar-se com o espelho da nossa própria sociedade. É rir, indignar-se, refletir — e, acima de tudo, reconhecer que a boa literatura não envelhece.




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