Calhau de São Jorge, São Jorge
De acordo com «Paulo Dias de Almeida, Tenente Coronel do Real Corpo de Engenheiros e a sua descrição da Ilha da Madeira de 1817-1827», citado pelo ilustre professor doutor Rui Carita (1982), «a Povoação desta Freguesia está em um terreno superior à ribeira, é muito saudável, e livre de humidades. A paróquia é a melhor de toda a Ilha. A maior parte das casas são feitas de taboado e cobertas de palha.
«As terras estão em poucas partes cobertas de arvoredos, mas ainda se conserva alguns nas margens da ribeira, os quais os carvoeiros continuam a cortar para carvão.
«Os caminhos de comunicação para a freguesia de St.ª Ana são péssimos. O que vai ao porto não é mau, ainda que passe por um formidável despenhadeiro.
«O porto tem muita rocha e os barcos que ali vão receber os vinhos não chegam a terra, recebem as pipas ao vai-vem, e muitas se perdem porque batem contra a rocha. É no pequeno terreno junto ao porto onde estão os armazéns dos vinhos, no só desta freguesia, como da freguesia de St.ª Ana. Só um morador habita efectivamente no porto, e os que por ali vivem de dia, do alto da povoação, a ela recolhem ao anoitecer.
«Um pequeno reduto com 2 peças de calibre 6, deitadas no chão, é a fortificação do porto, e foi feito por um particular. Não temos qualquer indicação do particular que o mandou edificar, por certo um grande proprietário da área. Da paróquia do Arco até à igreja de São Jorge, dista uma légua e três quartos e se gastam duas horas.»
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