A maternidade de um polvo é diferente de qualquer outro ser vivo.

Ela começa a pôr milhares de ovos entre 50 mil e 200 mil, dependendo da espécie que pendura cuidadosamente no teto do ninho, como pequenas pérolas suspensas.
Dedica-se inteiramente a eles: os mantém limpos, oxigenados e protegidos, soprando jatos de água sem cessar. Durante todo esse tempo, não abandona sua vigília abre mão da própria fome para garantir a vida que está por nascer.
Esse cuidado pode durar meses, e em algumas espécies, até anos. Quando finalmente os filhotes rompem as cápsulas e ganham o mar aberto, a mãe já está fraca, exausta e prestes a morrer.
Ela nunca verá seus descendentes crescerem. Seu corpo permanece no fundo, devolvido ao oceano, tornando-se parte da vida que ajudou a gerar.
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