quinta-feira, 7 de agosto de 2025

TÚMULO DE D. JOÃO I e de D. FILIPA DE LENCASTRE.

 TÚMULO DE D. JOÃO I e de D. FILIPA DE LENCASTRE.

João I de Portugal (Lisboa, 11 de abril de 1357[1] – Lisboa, 13 de agosto de 1433[2]), conhecido como o Mestre de Avis e apelidado de o de Boa Memória, foi o rei de Portugal e dos Algarves de 1385 até sua morte, sendo o primeiro monarca português da Casa de Avis e o décimo rei de Portugal.
Era o filho ilegítimo do rei D. Pedro I de Portugal com sua amante Teresa Lourenço,[3] tendo sido escolhido e aclamado como rei nas cortes de Coimbra, durante a Crise de 1383–1385.
D. João era filho ilegítimo do rei D. Pedro I e de D. Teresa Lourenço, uma dama galega[4] ou de uma filha de Vasco Lourenço da Praça, um mercador de Lisboa.[5] Em 1364, foi consagrado mestre da Ordem de Avis, sendo nomeado por seu pai.[6]
Cresceu com o referido seu avô materno. Depois da investidura nessa Ordem de cavalaria, o Mestre passou aos cuidados do comendador-mor da cidade, Fernão Rodrigues de Sequeira. Visitava de vez em quando a corte, desenvolvendo amizade com o seu meio-irmão, o infante D. João, filho de Inês de Castro[7].
Durante o reinado do rei Fernando I, seu meio-irmão, em 1382 devido a intrigas da então rainha Leonor Teles, João foi preso em Évora e com ordem de execução. Pediu ajuda ao conde de Cambridge, tio de Filipa de Lencastre e foi solto. Este episódio iria tornar João cauteloso.[6]
João foi eleito rei nas cortes da cidade de Coimbra, em abril de 1385, depois de um período de interregno, entre 1383-85, sendo conhecido por crise de 1383-1385. Após a morte do rei Fernando, meio-irmão de João, o país mergulhou em confusão e guerra civil. João foi escolhido para liderar uma revolta contra a regente Leonor Teles, rainha viúva. Tratou-se, então de uma revolução, pois o poder da regência passou para João que foi aclamado em Lisboa, Regedor e Defensor do Reino.[1] Tratou, então de defender o país contra as investidas castelhanas, rodeando-se de amigos que o apoiaram, como Nuno Álvares Pereira que revelou ser um génio militar.
Com o apoio do condestável do reino, Nuno Álvares Pereira e aliados ingleses travou a Batalha de Aljubarrota contra o reino de Castela, que invadira o país. A vitória foi decisiva: Castela retirou-se, acabando bastantes anos mais tarde por o reconhecer oficialmente como rei.
Prisão de João, mestre de Avis
Casou, em 2 de fevereiro de 1387, com Filipa de Lencastre,[8] filha de João de Gante,[3] fortalecendo por laços familiares a aliança Luso-Britânica, esta aliança perdura até hoje. Filipa era uma rainha culta, neta do rei Eduardo III de Inglaterra. Deste casamento nasceram oito filhos, sendo que os dois primeiros morreram novos. Os restantes ficaram conhecidos como Ínclita geração.
A primeira metade do reinado foi marcado pela guerra contra Castela. Depois de feita a paz, para prestígio internacional,[9] iniciou-se a expansão territorial para África e Atlântico, começando em 1415, a conquista de Ceuta, praça estratégica para a navegação no norte de África, o que iniciaria a expansão portuguesa. Aí foram armados cavaleiros os seus filhos D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique, irmãos da chamada ínclita geração.
A grande vitória obtida em Aljubarrota foi assinalada com a construção do Mosteiro da Batalha, um monumento que levou mais de cem anos a concluir de estilo gótico e estilo manuelino, onde está sepultado com a rainha e seus descendentes diretos.



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