sábado, 5 de julho de 2025

"O homem que imprimiu o futuro..."

 "O homem que imprimiu o futuro..."

Em uma pequena cidade chamada Mainz, no coração da Alemanha, nasceu por volta de 1400 um homem que mudaria o curso da história com algo tão simples... e tão poderoso quanto a palavra escrita. Seu nome? Johannes Gutenberg.
Filho de um ourives, Gutenberg cresceu entre metais, precisão e ideias ousadas. Ele era um pensador inquieto, um inventor nato. Enquanto o mundo ainda copiava livros à mão, um trabalho que podia levar anos, Gutenberg sonhava com um mundo onde o conhecimento fosse acessível a todos.
E foi dessa inquietação que nasceu a ideia revolucionária: criar uma máquina que pudesse imprimir páginas inteiras, em grande escala, com perfeição e rapidez. Uma prensa com tipos móveis, em que cada letra pudesse ser rearranjada, reutilizada e combinada para formar novas palavras, páginas, livros...
Por volta de 1440, após anos de testes e sigilo absoluto (pois a ideia era valiosa demais para ser compartilhada), Gutenberg finalmente criou a sua prensa tipográfica. E com ela, iniciou a impressão de um dos livros mais importantes da história: a Bíblia de Gutenberg. Foram cerca de 180 exemplares produzidos entre 1452 e 1455, uma façanha monumental para a época!
Era o início de uma verdadeira revolução: a Revolução da Imprensa. O que antes era privilégio de poucos monges copistas, agora começava a alcançar nobres, mercadores, estudantes e, aos poucos... o povo. O conhecimento começava a se libertar das muralhas da elite.
Gutenberg, sem saber, havia acendido o pavio do Renascimento, da Reforma Protestante, da ciência moderna. A impressão mudou tudo: ideias, religião, arte, política, educação. Tudo.
Mas ironicamente, Gutenberg morreu pobre e esquecido, por volta de 1468, sem imaginar que seu invento mudaria o mundo para sempre.
A Bíblia de Gutenberg tem 1.282 páginas e foi impressa com tipos móveis em latim.
Apenas cerca de 49 cópias completas sobreviveram até hoje.
A tecnologia de Gutenberg permaneceu praticamente inalterada por mais de 300 anos."



















A vida é uma dádiva de Deus e, por conseguinte, cada minuto é sagrado...

 

Arranjar coragem

No pesadelo recorrente que me põe diante São Pedro, enquanto este faz as contas para ver se me deixa entrar no Paraíso, não são os meus pecados que se contabilizam, mas os tempos que perdi. “Sabe”, diz Pedro com o dedo a percorrer uma lista onde constam todos os meus desperdícios horários, “A vida é uma dádiva de Deus e, por conseguinte, cada minuto é sagrado...”. “Eu sei, eu sei...”, digo eu, atrapalhado, “mas não me diga que perder tempo também não é um prazer divino...”.

“Sim, sim”, diz Pedro, zangado com os totais que vai encontrando, “mas o mais importante são as alegrias da vida que lhe passaram completamente ao lado...”.

A certa altura, Pedro deixa mesmo cair a lista e grita: “Mas o que é isto?” Tremo: “É o onanismo?”E ele: “Não, claro que não: o onanismo é importante para o desenvolvimento da sexualidade.”

“É isto!”, diz ele a apontar para uma rubrica que regista 83 mil horas e 45 minutos de vida. É a rubrica “Arranjar coragem”.

“Ó homem de Deus!”, diz Pedro, “mas em quantas guerras santas teve de participar, para ser preciso arranjar tanta coragem?”.

Como poderei defender-me? Eis as linhas gerais do que proponho dizer:

Arranjar coragem é uma ponte — uma ponte que custa muito a construir, para juntar duas margens que se repelem. De um lado, está a preguiça. E do outro, separada por um rio desgovernado, está a actividade odiada.

É por isso que leva tanto tempo a arranjar coragem. Não é de um momento para o outro que nos despedimos do quentinho de não fazer nada. É preciso jeitinho. O não fazer nada é muito sensível. É inseguro. Tem terror de ser abandonado. Não vai com “até jás”.

É preciso lentidão — e um grande cuidado para não ferir susceptibilidades.

Às vezes, para arranjar coragem para uma actividade que leva cinco minutos, é preciso uma hora. É uma hora de paciente mentalização perante a tarefa ameaçada. Para não falar na preparação psicológica para o sofrimento iminente.

Ganhar coragem é perder conforto. Custa porque é desumano.

Afirmar-se enquanto ser autêntico exige um ato de bravura rara, a coragem de não agradar.

 Numa era marcada pela diplomacia superficial e pela estética da aceitação, afirmar-se enquanto ser autêntico exige um ato de bravura rara, a coragem de não agradar. Num mundo onde o valor do indivíduo parece estar diretamente vinculado à sua capacidade de ser palatável aos outros, tornar-se desagradavelmente verdadeiro é quase uma heresia existencial. E, no entanto, é justamente esse gesto que revela a fibra mais nobre da alma, a fidelidade a si mesmo.

O desejo de agradar, embora frequentemente travestido de virtude social, é muitas vezes uma forma dissimulada de servidão voluntária. O sujeito que se modela em função do olhar alheio já não pensa com sua própria cabeça, mas com o reflexo do outro. Ele se desfigura para caber no campo da aprovação, perde sua voz no coro dos aplausos, tornando-se, como diria Kierkegaard, mais um “funcionário da existência”, um ser genérico, sem vértebra espiritual.
Ter coragem de não agradar não é adotar uma postura de confronto estéril, mas sim cultivar uma ética de sinceridade. É preferir o risco da incompreensão à segurança da máscara. É estar disposto a perder a simpatia do outro para preservar a inteireza de si. Tal coragem não nasce da arrogância, mas da integridade. Implica suportar o peso de ser mal interpretado, rejeitado, talvez até odiado, mas jamais corrompido.
Nietzsche, em sua genealogia dos valores, já denunciava o caráter ressentido da moral do rebanho, que sacrifica a exceção em nome da harmonia coletiva. O espírito livre, ao contrário, afronta o consenso, recusa o conforto do conformismo e, por isso mesmo, desagrada. Ele desagrada porque pensa, e pensar, verdadeiramente pensar, é sempre uma perturbação. A autenticidade é, nesse sentido, um escândalo moral para uma sociedade moldada pela imagem e pela performance.
A coragem de desagradar é também uma forma de amor. Amor pelo que se é, não pelo que se espera ser. É uma recusa da hipocrisia estética que transforma sujeitos em personagens e relações em trocas de utilidade. Desagradar pode ser um ato de respeito, respeito pela verdade, pela coerência, pela lucidez. Só pode dialogar verdadeiramente aquele que aceita o risco do conflito, pois o diálogo não é o espaço da diplomacia, mas da alteridade.
Há uma solidão inevitável nesse caminho, mas não uma solidão estéril. É a solidão fecunda dos que não trocam sua alma por aceitação. Dos que, como Simone Weil, sabem que “a atenção pura é uma forma de oração”, e que essa atenção começa por si, pela escuta silenciosa da própria consciência.
Por fim, é preciso lembrar que agradar pode ser fácil, mas permanecer é raro. E só permanece aquele que teve a coragem de, em algum momento, desagradar. Pois quem vive para agradar, nunca será lembrado com verdade, apenas com simpatia, essa forma pálida de memória.
Oliver Harden

The Bridges of Madison County (1995)

 The Bridges of Madison County (1995)

This poignant drama explores a fleeting, powerful connection that challenges the boundaries of love, commitment, and time. Francesca Johnson (Meryl Streep), a quiet Iowa housewife, leads a modest life until Robert Kincaid (Clint Eastwood), a National Geographic photographer, drives into town seeking directions. Over just four days, they embark on a deeply emotional affair that reshapes both their lives. The film is a meditation on passion, choice, and the cost of staying loyal versus following your heart. Adapted from the bestselling novel, it’s deeply emotional and laced with the ache of ‘what might have been.’ Through subtle direction and incredible performances, The Bridges of Madison County invites viewers to reflect on the moments that define us—and the love stories that never fade, even when left behind.








The Bridges of Madison County (1995)
This poignant drama explores a fleeting, powerful connection that challenges the boundaries of love, commitment, and time. Francesca Johnson (Meryl Streep), a quiet Iowa housewife, leads a modest life until Robert Kincaid (Clint Eastwood), a National Geographic photographer, drives into town seeking directions. Over just four days, they embark on a deeply emotional affair that reshapes both their lives. The film is a meditation on passion, choice, and the cost of staying loyal versus following your heart. Adapted from the bestselling novel, it’s deeply emotional and laced with the ache of ‘what might have been.’ Through subtle direction and incredible performances, The Bridges of Madison County invites viewers to reflect on the moments that define us—and the love stories that never fade, even when left behind.

LUÍS JARDIM, Que posso escrever ?? Quase tudo e quase nada…

 LUÍS JARDIM, Que posso escrever ?? Quase tudo e quase nada…

Hoje é o dia do seu 75 aniversário…
Conheci um enorme músico e um amigo do caraças!
Conheci o Luís em 1999, estava ele em Vale de Lobos, a partir daí produziu-me 4 álbuns.
Eu não queria gravar a canção “Mentira” e foi o Luís que deu-lhe uma roupagem diferente tendo ido buscar o Gavin Wright (violinista da London Session Orchestra) que é também o músico que tocou o lendário riff melódico dos Verve (Bitter Sweet Symphony)
O Luís tocava num pub londrino de jazz e de renome internacional “Ronnie Scott” e no dia em que fui vê-lo tocar, estava o Charlie Watts dos Rolling Stones na bateria e o Luís na percussão como director musical.
Vi-o a tocar com o Robbie Williams para a VH1 a canção “Come Undone”, participou com o cantor SEAL em vários álbuns deste e também gravou nos álbuns “Forty Licks e Voodoo lounge dos Rolling Stones” e tantos outros artistas internacionais
O que ele ficava possesso comigo quando eu ia vasculhar os créditos oficiais dos artistas internacionais para ver se o nome dele constava em cada álbum…. E é verdadeiro!
A última vez que o vi tocar ao vivo foi em 2022, fui ter com ele a Paris para assistir à sua interação na percussão com os “Marillion”
E ultimamente visitava-o na Covilhã onde convivíamos sempre que o reencontrava e também com a sua Mulher Teresa
Sempre que estávamos juntos, sentia-me contente porque divertia-me com as suas histórias e memórias
Através dele, cheguei a Vancouver em 2004 para gravar no Warehouse Studios com a banda do Bryan Adams
Continuarei a gostar do Luís Jardim como sempre o fiz porque para mim será sempre um gajo fantástico! Seremos amigos até ao fim da nossa estrada.
Um forte abraço às suas filhas, à Teresa Silveira e família
☦️🎵
Jpedro pais