terça-feira, 29 de julho de 2025

Peixe Aranha A dor intensa que ninguém esquece

 Peixe Aranha A dor intensa que ninguém esquece

Se já foi picado por um peixe-aranha, sabe bem a intensidade da dor: súbita, aguda, como se tivesse pisado vidro incandescente. O veneno é libertado pelos espinhos dorsais e, além da dor extrema, pode causar inchaço, hemorragia e, em casos mais sensíveis, reações alérgicas graves. Saber como agir nos primeiros minutos é essencial para evitar complicações e aliviar o sofrimento.
Calor: o melhor aliado contra o veneno
João Cavaco, nadador-salvador da Ilha de Tavira, alerta para o erro mais comum: aplicar frio. “O frio contrai os vasos sanguíneos e mantém o veneno concentrado. É um erro. O que resulta mesmo é o calor”, afirma. O procedimento recomendado é simples, mas eficaz: mergulhar a zona afetada em água quente (acima dos 40 °C) durante pelo menos 30 minutos.
Caso não haja acesso a água quente, outras fontes de calor podem ajudar: areia escaldante, passadeiras ao sol ou até mesmo compressas quentes. O importante é aplicar o calor o mais rápido possível. “A rapidez na resposta pode fazer a diferença entre uma dor que dura minutos ou uma que se arrasta durante horas”, sublinha Cavaco.
Maré baixa? Risco aumentado
É durante a maré baixa que o perigo se intensifica. Como explica o nadador-salvador, “com o mar vazio, as pessoas caminham mais com os pés no fundo e é aí que o peixe-aranha se encontra, camuflado sob a areia”. Com maré cheia, o contacto com o solo é menor e o risco diminui consideravelmente. Além disso, nos dias mais quentes há maior afluência às praias, o que aumenta a probabilidade de alguém ser atingido. Não é que o peixe-aranha apareça mais com o calor, mas sim porque há mais pessoas a circular pela sua zona de habitat natural.




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