Compositor cubano de origem espanhola, 𝗝𝗨𝗟𝗜Á𝗡 𝗢𝗥𝗕Ó𝗡 nasce a 7 de Agosto de 1925, em Avilés (Astúrias), vive em Espanha, Cuba, México e Estados Unidos, vindo a falecer em Miami, em 1991, aos 65 anos.
Filho de um compositor e pianista, emigrou com a família, na adolescência, para Havana, cidade onde o pai fundaria o Conservatório Orbón, que Julián passa a dirigir depois da morte do progenitor, em 1944.
No ano seguinte obtém uma bolsa de estudo para Tanglewood e torna-se aluno de Aaron Copland, que o vai considerar “o mais talentoso compositor cubano da nova geração”.
Influenciado pelo neoclassicismo espanhol, por compositores como Manuel de Falla, Rodolfo Halffter ou Ernesto Halffter e pelos ritmos e elementos do folclore cubano, integra, por um breve período, o Grupo de Renovación Musical, promotor uma nova identidade musical cubana.
Descontente com a situação política na ilha, parte para a Cidade do México, em 1960, ensinando composição no Conservatório Nacional de Música, durante 3 anos. Um dos seus alunos será o maestro e compositor Eduardo Mata.
Em 1963, fixa-se em definitivo nos Estados Unidos, onde continuará a compor e a ensinar em universidades, recebendo o apoio das Fundações Guggenheim e Koussevitzky, assim como um prémio da Academia Americana de Artes e Letras.
Autor de peças sinfónicas, música de câmara e canções de grande poder expressivo e intensidade rítmica, as suas obras mais tardias revelam influências de Copland, Carlos Chávez e Villa-Lobos, cruzando o rigor clássico e a música tonal europeia com as sonoridades e força rítmica da América Latina.
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