“.. Era uma vez um menino que não morava em lugar nenhum, porque ele vivia entre os espaços do céu e do coração. Ele não tinha pressa, nem medo, porque sabia que a vida se revela devagar, em cada silêncio, em cada olhar que demora a encontrar outro olhar.
O menino das estrelas aprendeu que o mais importante não se vê com os olhos, mas com o sentir. Que as coisas pequenas, às vezes invisíveis, são as que carregam os maiores segredos do mundo — o brilho do afeto, o cheiro da lembrança, o calor de uma palavra sincera.
Ele dizia que todo mundo tem dentro de si um planeta particular, onde guardamos nossas lembranças, nossos sonhos e as coisas que amamos de verdade. E que, para cuidar desse planeta, basta uma flor de atenção, um pouco de tempo, e muita vontade de ser gentil consigo mesmo.
“Às vezes a gente perde tempo tentando entender o mundo lá fora, quando o que realmente importa é entender o que bate dentro da gente,” ele repetia, enquanto contava histórias de encontros que mudaram sua forma de olhar.
O menino das estrelas não tinha resposta para todas as perguntas, mas sabia escutar o silêncio — e no silêncio, ele encontrava o sentido que faltava.
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