domingo, 28 de dezembro de 2025

A maior queda sem paraquedas

 Em janeiro de 1972, um voo comum da companhia aérea Jugoslava JAT atravessava o céu da Europa quando, a mais de 10 mil metros de altitude, a aeronave simplesmente se partiu no ar. Uma explosão — atribuída depois a uma bomba no compartimento de bagagens — transformou o voo 367 em destroços espalhados por uma região montanhosa e coberta de neve da então Checoslováquia. Nenhuma das pessoas a bordo deveria ter sobrevivido.

Mas sobreviveu.
Entre os tripulantes estava Vesna Vulović, uma jovem comissária de apenas 22 anos que nem deveria estar naquele voo. Ela foi escalada por engano, confundida com outra funcionária de nome semelhante. No momento da explosão, Vesna ficou presa numa parte da fuselagem que permaneceu parcialmente intacta. Esse fragmento quebrou-se em queda livre, atingindo uma encosta inclinada, coberta por árvores e neve — um conjunto improvável de fatores que acabou amortecendo o impacto.
Moradores da região encontraram Vesna inconsciente, com ferimentos gravíssimos, mas viva. Os médicos mais tarde explicariam que sua sobrevivência foi resultado de uma combinação raríssima de circunstâncias físicas e acaso extremo. Após meses de recuperação, ela voltou a andar e reconstruiu a vida, longe dos holofotes.
O episódio entrou para o Guinness Book como a maior queda já sobrevivida sem paraquedas. Vesna nunca gostou de ser chamada de milagre e sempre minimizou sua própria história. Ainda assim, décadas depois, o seu nome permanece ligado a um dos episódios mais extraordinários — e improváveis — da história da aviação: o dia em que uma mulher caiu do céu… e viveu para contar.


Sem comentários:

Enviar um comentário