CURIOSIDADE: Você sabia que Jesus provavelmente não nasceu em um estábulo de madeira, como costumamos ver em presépios e pinturas?
Os dados históricos e arqueológicos indicam que, na Judeia do século I, o local mais comum para abrigar animais era uma gruta escavada na rocha, integrada ou anexa à casa da família. Não era um prédio separado, mas um ambiente doméstico adaptado, parte da casa, usado à noite ou em períodos frios para abrigar os animais da família e, ocasionalmente, pessoas.
Em períodos de frio ou superlotação, como durante o recenseamento, esse espaço era usado também por pessoas.
A “manjedoura” mencionada nos Evangelhos não era um berço improvisado de madeira, mas um cocho de pedra, escavado na própria rocha, usado para alimentar os animais. Foi ali que o recém-nascido foi colocado, envolto em faixas de pano, como era costume judaico da época.
O ambiente era simples e funcional:
• paredes de calcário bruto
• chão de terra ou pedra
• pouca iluminação, apenas uma lamparina de óleo
• cheiro forte de animais e palha
• espaço pequeno, escuro e improvisado
Nada naquele cenário indicava conforto, nobreza ou solenidade.
A cena era marcada por pobreza, anonimato e simplicidade extrema. Exatamente o tipo de lugar onde ninguém esperaria encontrar o Messias.
Essa reconstrução não vem da arte nem da tradição medieval, mas de relatos históricos, costumes judaicos e evidências arqueológicas da região de Belém.
“E achareis o sinal: um menino envolto em faixas e deitado em uma manjedoura.” (Lucas 2.12)
Às vezes, compreender o texto bíblico passa por remover o verniz religioso que acumulamos ao longo dos séculos e voltar ao chão duro da história.
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