quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

A Educação passa pela avaliação?

 

Sem avaliação, não há Educação

O Conselho Nacional de Educação (CNE) recomendou que as provas finais do 9.º ano deixassem de contar para a nota final dos alunos. O Governo (e bem) afasta essa possibilidade. O que é mais surpreendente são os argumentos do CNE, que parece mais centrado no formalismo da passagem do que nas aprendizagens e interesse dos alunos. A escola existe para os alunos.

Não é só não contar para a nota, é tudo o que isso implica: envolvência, relevância, capacidade de extrapolar resultados… E, acima de tudo, precisamos de dados para fundamentar a ação. O parecer questiona expressamente “a pertinência” das provas no formato atual, “dado que atualmente não há necessidade de certificação no final da educação básica porque os alunos são obrigados a prosseguir os seus estudos”. Isto é a negação das vantagens da avaliação.

A tradição nos últimos anos tem sido a de não levar os dados a sério e de não considerar a avaliação como um tema importante. A memória sobre o tema pode ser curta, por isso vale a pena lembrar que, depois de muitas críticas negadas, o próprio Tribunal de Contas veio confirmar que nem no famoso Plano de Recuperação de Aprendizagens pós-pandemia havia métricas adequadas para gerir e monitorizar o plano.

Não sei se é mais preocupante o parecer voltar, mais uma vez, a menosprezar a avaliação ou o facto de vir de um órgão que tem importância para a política pública de Educação. O ministro já reagiu no sentido de reforçar a importância das provas, mas é perturbador que o Conselho Nacional de Educação enverede por este caminho, quando o caminho da exigência e da excelência é o contrário. Resolver os problemas da Educação escondendo a realidade, como se está a fazer, certamente só agrava os problemas.

Por exemplo, já começaram as “provas-ensaio” para a monitorização das aprendizagens do 4.º e 6.º anos, bem como as provas finais do 9.º ano.

Todos estes mecanismos funcionam como teste das ferramentas, da estrutura e ambiente dos alunos aos testes. O que se passou no ano passado com as provas digitais pode não estar na memória coletiva, mas não se pode repetir. Saber que corre tudo bem pode servir para melhores práticas, mas para si próprio pouco conta. Em contrapartida, saber o que não correu bem ou onde correu bem contra as probabilidades — por exemplo, por um contexto socioeconómico mais complexo — é uma das mais importantes utilidades na avaliação. Afinal, como se pode defender a escola pública como fator de mobilidade social sem instrumentos claros para se identificar onde se tem de intervir e não deixar ninguém para trás?

Outro tema que não pode ser dissociado da aplicação dos exames é o impacto no potencial de descentralização regulada. A escola precisa de ser descentralizada e os modelos pedagógicos, diversificados. Portugal tem mais um (mau) pódio na Educação devido à centralização e à pouca margem de manobra e liberdade de escolha das escolas, em comparação com outros países. A avaliação no final dos ciclos também serve como contraponto a isso, validando o cumprimento das metas curriculares e trazendo toda a vantagem dos dados que tenho vindo a defender.

O parecer defende ainda que as provas podem ser vistas “como um motivo para se restringir a abordagem curricular”, quando o foco deveria estar, incansavelmente, nas graves lacunas da falta de avanço curricular. Que, “por acaso”, para serem identificadas, precisam de ser avaliadas adequadamente. Sim, a comparação de desempenho é essencial, seja entre escolas, a ao nível de microdados, seja em análises intemporais (o desenho das provas e as alterações de regras não têm permitido que isso seja feito adequadamente). O parecer defende o conceito, mas falha na aplicação. Sim, as provas têm de ser de carácter universal e obrigatório, e há que ter coragem na Educação, como em outras áreas, de recusar compromissos em matéria de exigência e desempenho. Isso prejudica mais os alunos mais desfavorecidos e prejudica a escola como fator de mobilidade social e espaço de superação. Como sociedade, não nos podemos distrair.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Saudade

 



Definir saudade? Não consigo. É dos sentimentos mais avassaladores que existem. Como se descreve o vazio? O silêncio? A ausência? O pedaço de nós que se ausentou?

Saudades não é só sentir falta de alguém. É sentir a falta de alguém em nós. Dentro de nós. É ter saudades de nós com alguém. É o estar por estar, e o ser por ser.
Como se traduz em palavras aquilo que a saudade corta sem nada nos tocar. Que fere. Que magoa. Que esvazia. Que ecoa. Que enlouquece.
Nada disto se assemelha à saudade que sinto. São pequenas as palavras que a descrevem.
Definir saudade? Não me é possível. Talvez por a sentir tão em mim. Talvez porque me toque na pele todos os dias. Saudades. Infindas. Sempre!
Rita Leston
May be an image of 1 person
All reactions:
141

A porta da mudança só abre por dentro

                                    

"Jamais se pode obrigar alguém a mudar.

Cada pessoa oferece aquilo que pode no momento. Não se magoe por pessoas que infelizmente não podem oferecer mais nem desperdice seu tempo tentando mudar os outros. Você pode oferecer seu ponto de vista, mas jamais mudar alguém. A porta da mudança só abre pelo lado de dentro.
Ninguém precisa convencer alguém sobre alguma coisa. O que se pode é respeitar, e escolher continuar aceitando algumas coisas ou não.
Concentre seus esforços em melhorar a si mesmo, em se desenvolver e deixe que o Universo traga em sua vida quem sintoniza com isso.
A vida sempre coloca em nosso caminho pessoas que se alinham aos nossos propósitos."



Alexandro Gruber

May be an image of flower
All reactions:
709

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

A importância dos detalhes que fazem a diferença

 


São tão poucos os que nos olham com atenção.

São tão poucos os que nos escutam com o coração.
São tão poucos os que estudam os nossos movimentos, aprendem a ler a sombra no nosso olhar.
São tão poucos os que se interessam por tudo aquilo que nos diz respeito.
São tão poucos os que de facto nos sentem, não são?
É por isso que os amamos, porque são raros.
Ana Silvestre
May be an image of 1 person
All reactions:
Ana Silvestre and 418 others






A Violência no Namoro - Será o Amor cego?

 




Excelente artigo publicado hoje, no Diário de Notícias do Funchal, sobre comportamentos abusivos no namoro e que afetam a saúde mental dos jovens, em muitos casos.

A Psicóloga Clínica Nivalda Fernandes “toca na ferida” em vários aspetos deste flagelo. As redes sociais e as famílias algo destruturadas tendem a piorar estes comportamentos. Cabe a todos nós: família; escola; instituições de saúde; sociais e judiciais, monitorizarmos estes comportamentos abusivos, que tendem a ser considerados “normais”.

As campanhas de sensibilização têm, de alguma forma, mitigado o problema, mas é necessário todo o nosso empenho na prevenção. Deve-se controlar o acesso às redes sociais, foco de perturbação para jovens com problemas de autoestima. Deve-se fortalecer essa mesma autoestima através de projetos nas escolas, nos centros de saúde, na própria família, com a finalidade de dar a esses jovens mecanismos de maior confiança para que enfrentem os desafios de uma forma mais saudável. Deve-se punir severamente a publicação de fotos íntimas, pois é de uma enorme falta de respeito e uma forma degradante de devassar e denegrir a vida privada de cada um. “Todos por um, e um por todos” deveria ser o lema de uma sociedade democrática, respeitadora dos direitos de todos - os direitos à sua privacidade, à sua intimidade e à sua personalidade que é única.

10-02-2025




 


A Semana do Amor

Os alunos / as alunas, do 12º 08 de Inglês da Escola Secundária Jaime Moniz, fizeram uma pesquisa sobre poetas ingleses clássicos, cuja temática versasse o Amor e / ou a Amizade. Os 24 corações foram escritos pelos alunos / alunas da turma. Uma atividade que envolveu todos, e que mobilizou a turma não só para uma abordagem à poesia inglesa clássica, mas também à temática do Amor e da Amizade. Deu-se enfâse ao Amor platónico e à Amizade sincera entre amigos/ amigas. Concluiu-se que o Amor não é só atração física, mas a procura pela alma gémea e pela Amizade sincera e profunda entre amigos. Estes temas têm sido recorrentes ao longo da história da humanidade. Ambos implicam respeito pelo outro, confiança, transparência e comunicação sincera. 

Funchal, 10 fevereiro de 2025