domingo, 9 de novembro de 2025

A Ilha do Tesouro

 A Ilha do Tesouro é um dos livros de viagens e mistérios em que a aventura começa na primeira frase.

«O fidalgo Sr. Trelawney, o Dr. Livesey e os outros cavalheiros pediram-me que registasse, preto no branco, todos os pormenores a respeito da Ilha do Tesouro, tudo de cabo a rabo, omitindo, porém, os elementos relativos à situação geográfica da ilha, porque permanece lá, ainda, uma parte do tesouro que ficou por desenterrar.»
E para muitos autores esta obra de Stevenson continua a ser a grande referência.
«A história mais bem contada que conheço.» [Álvaro Mutis]
«Sou da geração que ele fez sonhar e penso que Corto Maltese se dirige aos que leram Stevenson.» [Hugo Pratt]





As festas que eu não fui - Oliver Harden

 As festas que eu não fui - Oliver Harden

Há festas que brilham à distância como constelações ilusórias, promessas de pertencimento e ruidosa comunhão. São celebrações onde a alegria se tornou um dever, onde o riso, destilado em série, ecoa como um mecanismo social de validação. E, no entanto, são precisamente essas as festas que eu não fui, e talvez por isso tenha nelas compreendido algo essencial sobre o homem e seu desespero em não ficar só.
O ser humano, criatura de carne e de espelho, teme o silêncio que o revela. Busca o grupo como quem busca anestesia. A socialização moderna não nasce da necessidade de encontro, mas do pavor do encontro consigo. É um rito de fuga, um teatro de máscaras que exige menos verdade do que performance. Ali, a convivência substitui o vínculo, o diálogo cede à troca de frases previsíveis e o olhar já não busca o outro, apenas confirma a própria existência através da aprovação alheia.
As festas que eu não fui talvez tenham sido mais reveladoras do que as que vivi. Pois nelas vi, de fora, o mecanismo funcionando, a alegria padronizada, os gestos coreografados, a solidão disfarçada sob o ritmo da música. Não é raro que, sob a superfície do convívio, repouse um deserto. A solidão coletiva é o fenômeno mais sofisticado do nosso tempo, mil corpos juntos, mil almas isoladas.
Há uma sabedoria em recusar certos convites. Nem toda ausência é perda, algumas são conquistas. Estar ausente, às vezes, é preservar o que resta de presença. Pois há festas em que se entra apenas ao preço de abdicar de si, e há silêncios que, embora solitários, são mais povoados que qualquer salão.
As festas que eu não fui continuam existindo, repetindo-se como um ritual de esquecimento, uma liturgia do efêmero. Eu as observo de longe, como quem contempla uma cena antiga de um mundo que já não me serve. E percebo, com uma espécie de melancólica lucidez, que não é o isolamento que nos destrói, mas a comunhão sem alma.
Quem aprende a suportar o próprio silêncio descobre que não precisa dançar para existir.



Dia Internacional contra o Fascismo e o Antissemitismo

 9 de novembro é o Dia Internacional contra o Fascismo e o Antissemitismo

✡️
A data foi instituída pelo Parlamento Europeu para promover o combate à intolerância e aos discursos autoritários.
Assinala-se neste dia a Noite de Cristal (1938), quando lojas, casas e sinagogas judaicas foram destruídas na Alemanha nazi — um dos primeiros passos rumo ao Holocausto.
Recordar este dia é reafirmar o compromisso com a memória, a liberdade e a dignidade humana.



sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Mein Schiff Relax

 Estreia no Porto do Funchal!

✨
O novíssimo navio de cruzeiros alemão Mein Schiff Relax, da TUI Cruises, acaba de dar entrada no cais sul do Porto do Funchal, registando assim a sua escala inaugural na nossa bela ilha da Madeira.
Hora: 06h23
✨
Com linhas modernas e uma presença imponente, este impressionante navio destaca-se pelo extremo conforto a bordo, inovação e elevados padrões de serviço, representando mais um importante contributo para o movimento turístico e portuário da região.
✨
A sua estadia na Madeira é assegurada pela prestigiada JFM Shipping - Agentes de Navegação, a quem endereçamos o nosso reconhecimento pelo profissionalismo.
✨
Bem-vindo/Willkommen, Mein Schiff Relax!
✨🥂
Desejamos uma excelente passagem por terras madeirenses.



✨🥂

Wind harps

 In Greece, sustainability is meeting serenity through the installation of wind harps—elegant structures that turn coastal and hillside breezes into both music and power. These tall, sculptural harps are designed with tensioned strings or metal reeds that vibrate when struck by the wind, creating soft, ethereal melodies that change with wind speed and direction. The result is a natural symphony that adds atmosphere to parks, walkways, and hilltop plazas.

But the beauty goes beyond sound. Each wind harp is embedded with compact vertical-axis wind turbines that convert airflow into electricity. This clean energy is used to power nearby streetlights, pathway LEDs, or even public charging ports. The design is silent in terms of mechanical operation, with the only sound being the music of the wind itself—making it ideal for residential or historical areas where noise pollution is a concern.
Constructed with corrosion-resistant materials and minimal moving parts, these harps require little maintenance and can operate year-round. In the evenings, many are illuminated by the very power they produce, creating glowing sculptures that sing with the wind while lighting the streets below.
The wind harps are part of Greece’s broader efforts to blend renewable energy with public art. They symbolize harmony between nature, culture, and innovation—inviting people not only to hear the wind, but to see how it can brighten the night.



domingo, 2 de novembro de 2025

Dia de Los Muertos no México - 2 de novembro

 2 de novembro- Dia de Los Muertos no México

🌹
É dia de festa, alegria e comemoração
O Dia de Finados no México é celebrado de maneira diferente do Brasil. Os mexicanos prestam homenagens a seus parentes mortos com festa regada a bolos, doces e muita música. As origens das comemorações são anteriores à chegada dos espanhóis ao país e têm como base uma crença asteca em que os mortos voltam à Terra um dia a cada ano para visitar seus entes queridos.
Na era pré-hispânica era comum decorar as sepulturas dos mortos e a prática de conservar seus crânios como troféus, para depois mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.









sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Miguel Esteves Cardoso a propósito de outros "Dias das Bruxas"!

 

Sustos de ano inteiro

Mais medonha do que os cenários de terror que acompanham a noite das bruxas, é a ingratidão: o esforço concertado dos seres humanos para destruir o planeta que lhes dá tudo o que precisam para viver.

Na New Yorker, o monstro da semana é a lampreia. Aí se dá conta dos rios de dinheiro e de veneno que são necessários para matar as comilonas das lampreias. E entrando directamente para o primeiro lugar na tabela das palavras novas para Novembro está “lampricida”. A reportagem de Katie Thornton é séria, mas consciente do potencial humorístico destes chupistas muito mais antigos do que os dinossauros. Daí o título ao estilo do semanário nazi Der Sturmer: The Feds Who Kill Blood-Sucking Vampires.

Um dos maiores crimes das lampreias é comer as trutas que os americanos tanto gostam de pescar e comer. Atente-se ao poder inamovível da cultura: em Portugal seríamos capazes de matar as trutas para salvar as lampreias.

Aqui, a lampreia está cada vez mais cara. Já nos EUA está cada vez mais cara de exterminar. Porque é que não trocamos cem mil toneladas da nossa maior praga (o lagostim do rio) por cem mil toneladas da maior praga deles (a lampreia)? Se fosse preciso, pagaríamos também um suplemento de truta salmonada.

Felizmente, o terror das invasões — sem as quais não passam os filmes de terror — tem sempre um lado paradoxal. As pragas de mexilhão, por exemplo, têm uma vantagem: deixam a água muito limpinha, servindo até para a desintoxicar.

Será desta água limpinha que as lampreias tanto gostam?

Os meus amigos peruanos e mexicanos riem-se muito a falar da maneira como nós, europeus, fugíamos das batatas e dos tomates, convencidos de que nos queriam envenenar.

Não será a mesma coisa com o lagostim do rio, e outras indesejadas criaturas marinhas? A solução não será comer e calar? Ou, pelo menos, comer a maior quantidade possível e converter o resto em douradinhos? E que tal secá-los, e comê-los ao jeito do bacalhau?

Aposto que não é mau.

Did you know Halloween’s spooky fun is truly Made in Europe?

 Did you know Halloween’s spooky fun is truly Made in Europe?

🎃
From the ancient Celtic festival of Samhain to today’s glowing pumpkins and costumes, this tradition carries centuries of magic.
Over 2,000 years ago, the Celts marked the end of harvest and the start of winter, believing spirits could cross into our world. To keep them away, they lit bonfires, wore costumes, and offered food. These spooky traditions evolved into the Halloween we know today.
Whether you’re carving pumpkins or trick or treating, you’re celebrating beautiful, deep-rooted European heritage.
Happy Halloween!
👻🍂🕯





segunda-feira, 27 de outubro de 2025

O Captain! My Captain - Walt Whitman

 


A revolutionary gel that can regrow joint cartilage

 Scientists in Germany have developed a revolutionary gel that can regrow joint cartilage without the need for implants or surgery. This breakthrough offers new hope for people suffering from joint pain, arthritis, or cartilage degeneration, providing a non-invasive solution to restore mobility and reduce discomfort.

The gel works by stimulating the body’s natural cartilage regeneration processes, encouraging damaged joint tissue to heal and rebuild over time. Unlike traditional treatments, which often involve invasive procedures or artificial implants, this innovative therapy harnesses the body’s own healing mechanisms for effective and long-lasting results.
Early studies show promising outcomes, with patients experiencing improved joint function, reduced pain, and increased flexibility. Experts believe that this gel could transform orthopedic care, potentially reducing the need for surgeries and enhancing quality of life for millions worldwide.
This advancement highlights the power of regenerative medicine and its potential to provide natural, less invasive solutions for chronic joint issues. Regular consultation with medical professionals is essential to ensure safe and effective treatment.



sexta-feira, 24 de outubro de 2025

A criação de nanobós

 Uma nova era da medicina desponta com a criação de nanobós pequenos o suficiente para navegar na corrente sanguínea humana. Cientistas desenvolveram robós microscópicos capazes de atingir e administrar medicamentos diretamente em células cancerígenas, reduzindo efeitos colaterais e aumentando a precisão dos tratamentos.

Esses nanobós são guiados por campos magnéticos e programados para reconhecer tipos celulares específicos, libertando o medicamento apenas onde é necessário. Isso preserva as células saudáveis - um avanço que pode revolucionar a quimioterapia e a medicina personalizada.
No futuro, os nanobós podem realizar microcirurgias, reparar tecidos ou monitorar doenças em tempo real.
Não é mais ficção científica - é ciência na sua forma mais diminuta e poderosa.



Mural de arte urbana

 Lisboa tem um novo mural de arte urbana, inspirado na emblemática figura da mitologia grega Medusa.

Conhecida por transformar a beleza em terror e os homens em pedra, é hoje um símbolo feminista perpetuado no mural MEDUSA x PADRÃO, da autoria da dupla espanhola PichiAvo e do português Add Fuel.
Partindo do mito e da matéria, o projeto funde a grandiosidade da antiguidade clássica com a riqueza da tradição azulejar portuguesa, refletindo como o passado é continuamente reinterpretado no presente.
📍
Um projeto da Underdogs10 com o apoio da Galeria de Arte Urbana | GAU para visitar na Rua D. Luís I, 12.