segunda-feira, 28 de julho de 2025

A difícil arte de nos apaixonarmos

 (...) Quando nos apaixonamos por alguém, a coisa funciona assim: nós lhe atribuímos qualidades, dons e aptidões que ele ou ela, eventualmente, não têm; em suma, idealizamos o nosso objeto de amor. E não é por generosidade; é porque queremos e esperamos ser amados por alguém cujo amor por nós valeria como lisonja. Ou seja, idealizamos o nosso objeto de amor para verificar que somos amáveis aos olhos de nossos próprios ideais.

— Contardo Calligaris, no livro "Cartas a um jovem terapeuta: II. Quatro Bilhetes". (Ed. Campus; 1.ª edição [2004].



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