segunda-feira, 28 de julho de 2025

Alexandra da Dinamarca

 Em plena era vitoriana, enquanto a Inglaterra mergulhava na rigidez dos costumes e dos espartilhos apertados, uma mulher conseguiu ditar tendências sem apenas dizer uma palavra: Alexandra da Dinamarca, esposa de Eduardo VII e ícone indiscutível do seu tempo.

Ela era linda, elegante e carismática. As mulheres a admiravam tanto que copiavam cada detalhe de sua aparência. Mas o engraçado é que algumas das modas que impôs não nasceram do luxo, mas da dor.
Usava sempre colarinhos altos ou colares sumptuosos que cobriam completamente o pescoço. Ninguém sabia porquê... até que se soube que o fazia para esconder uma cicatriz. E o que era um gesto íntimo, virou tendência: as mulheres começaram a usar colarinhos e pescoços elevados, só porque Alejandra fazia isso.
Mais tarde, durante sua terceira gravidez, contraiu reumatismo. A doença deixou-lhe uma perna rígida e uma notória coxear. E mesmo assim, até essa característica foi imitada: algumas senhoras da alta sociedade começaram a andar com bengala e a coxear deliberadamente, querendo se parecer com ela.
Porque a Alejandra não ditou apenas moda. Sem se propor, transformou suas próprias cicatrizes — visíveis ou não — em símbolo de elegância.





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