Antoine de Saint-Exupéry não foi apenas o autor de O Pequeno Príncipe. Também foi um homem que desafiou o medo, a dor e a morte. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Europa ardia sob a sombra do totalitarismo, ele escolheu voar.
Ferido por acidentes aéreos anteriores e apesar da oposição médica, reintegrado na Força Aérea Francesa como piloto de reconhecimento. O seu trabalho não era fácil: tinha que sobrevoar o território inimigo, capturar imagens do céu e voltar... se eu tivesse sorte.
Em uma dessas missões, sobre a cidade de Arrás, o seu avião foi atingido. Conseguiu sobreviver e voltar. Aquele ato de coragem valeu a Cruz de Guerra, uma das mais altas distinções militares francesas.
Mas além das medalhas, Saint-Exupéry voou com uma causa. Os seus livros, como Piloto de Guerra, não são apenas testemunhos de combate, mas gritos literários contra o fascismo, cânticos ao espírito humano e à beleza trágica do céu.
Desapareceu numa missão em 1944. O avião dele nunca voltou. Mas a sua voz e a sua alma continuam flutuando lá em cima, entre as estrelas, lembrando-nos que há homens que voam não com asas... mas com convicções.

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