Ela tinha 20 anos. Era estudante. E, na véspera do Natal, foi enterrada viva.
Eles a drogaram. Colocaram-na dentro de uma caixa de madeira reforçada com fibra de vidro. Instalaram dois tubos de ventilação, deixaram um pouco de água, doces, tranquilizantes… e um balde para suas necessidades. Depois, enterraram a caixa numa floresta.
Quando Barbara acordou, a primeira coisa que viu foi uma carta presa acima de sua cabeça:
“Não se assuste. Você está segura.”
A mensagem explicava o funcionamento da cápsula: ventilação com bateria, luzes limitadas, instruções precisas para evitar morrer sufocada ou afogada caso entrasse água. E ainda havia um aviso cruel: se ela tentasse escapar ou fizesse barulho, injetariam éter pelo tubo de ar.
Foram 83 horas sob a terra. Sozinha. Sem saber se alguém pagaria o resgate. Sem saber se viveria para ver outro Natal.
O seu pai entregou 500 mil dólares. E o FBI, após uma busca intensa, localizou o sequestrador: Gary Steven Krist, um estudante brilhante… e psicopata. Foi ele mesmo quem ligou para as autoridades informando onde Barbara estava enterrada.
Quando os agentes abriram a caixa e a ajudaram a sair, ela disse:
“Vocês são os homens mais bonitos que já vi na vida.”
Bárbara sobreviveu. Escreveu um livro. E hoje, décadas depois, ainda está viva.
A sua história é uma mistura assustadora de engenhosidade, desespero, resistência e sangue-frio — mas também de força e esperança, nas circunstâncias mais desumanas que alguém poderia imaginar.
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