Durante mais de um século, a Espanha executou os seus condenados com uma cadeira de ferro e um parafuso mortal. O mecanismo era brutal: ao girar a manivela, um picador atravessava o pescoço da vítima, procurando quebrar as vértebras cervicais. Se fosse alcançado, a morte era instantânea. Se não... começava uma longa agonia por estrangulamento.
Este instrumento foi chamado de garrote vil e foi considerado, ironicamente, um método mais “digno” do que a forca. Os nobres, quando eram executados, tinham direito à "garrote nobre"; o povo plano, ao vil.
Foi usado de 1820 a 1974. A última execução foi realizada durante o franquismo, com a morte de Salvador Puig Antich em Barcelona. Ele, como tantos outros, foi morto apertando um parafuso.
Anos mais tarde, a Constituição de 1978 aboliu para sempre a pena de morte em Espanha. Mas a pegada do garrote vil ficou gravada na história como um símbolo sombrio de justiça e tortura.

Sem comentários:
Enviar um comentário