Na década de 1970, o prefeito Kotoku Wamura tomou uma decisão para a pequena vila costeira de Fudai, no Japão, que gerou forte revolta. Ele insistiu na construção de uma barreira contra tsunamis com impressionantes 15,5 metros de altura e um portão de contenção no rio local. Moradores e políticos criticaram duramente o projeto, classificando o investimento milionário como um enorme desperdício de dinheiro público e uma obra visivelmente exagerada.
O líder municipal manteve sua posição firme porque guardava na memória a tragédia de 1933, quando um tsunami devastou a região e tirou a vida de dezenas de moradores. Mesmo após deixar a vida pública, Wamura continuou sendo lembrado por muitos como o político que cometeu um excesso desnecessário. A obra concluída nos anos 1980 permaneceu lá, testada apenas pelo ceticismo da população por mais de três décadas.
A história mudou drasticamente em março de 2011, quando um dos mais devastadores terremotos seguidos de tsunami atingiu o Japão. Ondas gigantescas destruíram cidades inteiras e deixaram mais de 20 mil mortos no país. Em Fudai, no entanto, a estrutura gigante projetada por Wamura segurou com sucesso a força assustadora do oceano, mantendo as casas intactas e salvando a vida de cerca de três mil habitantes sem registrar uma única fatalidade na área protegida.
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