O Sudário é tecido de linho, feito por um tecelão de qualidade profissional, que provavelmente pertencia apenas a um homem rico (por exemplo, José de Arimatéia).
terça-feira, 1 de abril de 2025
O Santo Sudário - origens!
sábado, 29 de março de 2025
"Amor mútuo ou ódio de estimação"?
A abominação é mútua
- Público - Edição Lisboa
- Miguel Esteves Cardoso
É muito raro que alguém de quem não gostamos nada goste um bocadinho de nós. Geralmente, as pessoas gostam tanto ou tão pouco de nós como nós gostamos delas. É preciso ser-se vaidoso — coisa que quase todos nós somos, se arranharmos um pouco o verniz com que nos tapamos – para pensar que os outros gostam mais de nós do que nós deles.
A fantasia por trás da nossa vaidade é que os outros são parvos — e é por isso que pensam que nós gostamos deles. Até nos rimos desse desnível ilusório, tal é a nossa sobranceria.
Do fundo da nossa periclitante auto-estima, achamos uma coisa inacreditável: “Eu sou melhor do que eles e, como tal, eles gostam mais de mim do que eu gosto deles, porque lhes trago mais do que eles me dão a mim, e assim atinge-se uma espécie de equilíbrio.”
Nós ouvimos Pete Hegseth, J.D. Vance e Trump a dizer que nós, os europeus, somos patéticos e achamos que eles foram apanhados a faltar-nos ao respeito. Mas por que carga de algodão-doce é que aquelas três bestas hão-de gostar mais de nós do que nós gostamos deles?
Eles sentem-se desprezados por nós. Estão fartos de saber o que nós pensamos deles — até porque nós não nos calamos.
Os americanos já fervem com a arrogância e a condescendência dos europeus, com as nossas falinhas mansas quando queremos cravar mais uns dólares e, sobretudo, com a nossa convicção que é aqui na Europa, encharcados em cultura e civilização, que sabemos viver, enquanto os americanos que votaram no Trump não passam de selvagens.
Aqueles três brutamontes sentem, com razão, que os europeus são quase todos aliados dos adversários de Trump. E sabem que essa aliança entre americanos e europeus à esquerda de Trump — uma multidão imensa — tudo fará para os ridicularizar e perseguir.
Fica-nos mal fingirmos que fomos surpreendidos, quando, na verdade, ficámos mais do que satisfeitos: confirmou-se o que pensávamos deles. Fazemos bem em odiá-los. Mas também temos de deixar que eles nos odeiem também.
Bendita evolução!
Na Idade Média, as jovens solteiras eram tratadas pior que os animais.
A mudança da hora e os seus efeitos psicológicos
A mudança da hora, conhecida como horário de verão ou horário de inverno, tem suas origens ligadas à ideia de economizar energia aproveitando melhor a luz natural do dia.
Origem Histórica:
A ideia foi proposta pela primeira vez pelo cientista e inventor Benjamin Franklin em 1784. Enquanto estava em Paris, Franklin sugeriu que as pessoas poderiam economizar velas acordando mais cedo para aproveitar a luz do dia. Porém, foi apenas uma sugestão humorística na época.
Implementação Prática:
A proposta de mudança de horário só ganhou força no início do século XX. O primeiro país a adotar oficialmente o horário de verão foi a Alemanha, em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial. O objetivo era economizar carvão para o esforço de guerra, já que os dias mais longos permitiam menos uso de iluminação artificial.
Por que mudar a hora?
O princípio básico do horário de verão é adiantar os relógios em uma hora durante os meses de verão para que as atividades humanas coincidam mais com o período de luz natural. Isso reduz o consumo de energia elétrica, principalmente em iluminação.
Continuidade e Controvérsias:
Desde então, muitos países adotaram e aboliram o horário de verão ao longo dos anos, de acordo com suas necessidades e debates sobre eficácia. Alguns estudos mostram que a economia de energia não é tão significativa, e há controvérsias sobre os impactos na saúde e na rotina das pessoas.
Situação Atual:
Atualmente, muitos países, incluindo o Brasil desde 2019, aboliram o horário de verão, alegando baixa economia de energia e efeitos negativos no bem-estar da população. Outros países, como alguns da Europa e América do Norte, ainda mantêm a prática.
A mudança de hora, especialmente a transição para o horário de verão ou de inverno, pode ter efeitos psicológicos e físicos significativos para muitas pessoas. Vamos explorar os principais impactos:
🌙 Efeitos Psicológicos e Físicos:
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Distúrbios no Ritmo Circadiano:
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Nosso corpo funciona em um ritmo biológico conhecido como ritmo circadiano, regulado principalmente pela luz natural. Quando adiantamos ou atrasamos o relógio, esse ritmo é interrompido, gerando desconforto físico e mental.
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Alterações no Sono:
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A mudança de horário pode causar insônia, dificuldade para adormecer ou acordar cedo demais. Isso leva a uma privação de sono temporária, afetando o humor e o desempenho cognitivo.
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Sensação de Cansaço e Sonolência:
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Mesmo uma mudança de uma hora pode deixar as pessoas mais cansadas e sonolentas durante o dia, especialmente na primeira semana após a mudança.
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Aumento da Irritabilidade e Ansiedade:
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A falta de sono reparador pode tornar as pessoas mais irritáveis e ansiosas. Há também um aumento do nível de estresse, pois o corpo demora alguns dias para se ajustar.
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Mudanças de Humor:
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Alguns estudos apontam que a mudança de hora pode agravar condições como depressão sazonal (Transtorno Afetivo Sazonal - TAS), especialmente no outono/inverno, quando os dias ficam mais curtos e há menos exposição ao sol.
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Diminuição da Concentração:
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A mudança no ciclo do sono pode prejudicar a memória de curto prazo e a capacidade de concentração, afetando o desempenho no trabalho e nos estudos.
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Aumento do Risco de Acidentes:
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Nos primeiros dias após a mudança de horário, há um aumento registrado de acidentes de trânsito e de trabalho, pois o estado de alerta das pessoas está reduzido.
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💡 Dicas para Reduzir os Impactos:
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Adapte-se Gradualmente:
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Comece a ajustar seu horário de dormir e acordar alguns dias antes da mudança, em intervalos de 15 minutos.
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Mantenha uma Rotina:
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Tente manter os mesmos horários para comer, dormir e se exercitar, o que ajuda o corpo a se ajustar.
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Exposição à Luz Natural:
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Durante o dia, aproveite a luz solar para ajudar o corpo a regular o ritmo circadiano.
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Cuide do Sono:
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Evite café, álcool e uso de telas (celulares e computadores) próximo ao horário de dormir.
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Atividades Relaxantes:
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Técnicas de relaxamento, como meditação ou leitura leve antes de dormir, podem ajudar a minimizar a ansiedade.
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Embora muitas pessoas se adaptem rapidamente, outras podem levar até duas semanas para sentir que o corpo voltou ao ritmo normal. Se os sintomas persistirem ou forem muito intensos, é interessante procurar um especialista em sono ou um psicólogo para orientações específicas.
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sexta-feira, 28 de março de 2025
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